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Milho: mercado oscila entre pressão da safrinha, dólar fraco e suporte de Chicago

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O mercado do milho segue operando em ambiente de forte volatilidade nesta terça-feira (19), refletindo a combinação entre avanço da safrinha brasileira, oscilações do dólar e movimentos técnicos na Bolsa de Chicago. Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário continua pressionado pela expectativa de ampla oferta interna, embora fatores internacionais ainda sustentem momentos de recuperação nas cotações.

Após as fortes altas registradas no início da semana em Chicago, os contratos futuros do cereal passaram a trabalhar mais próximos da estabilidade, acompanhados atentamente pelos agentes brasileiros. O mercado internacional continua reagindo às perspectivas de demanda global, especialmente envolvendo negociações comerciais entre Estados Unidos e China, além das preocupações climáticas no cinturão produtor norte-americano.

O contrato julho/2026 do milho em Chicago operava próximo de US$ 4,77 por bushel, enquanto os vencimentos mais longos seguem sustentados pelas incertezas sobre produtividade e exportações globais.

Safrinha e dólar seguem pressionando o mercado brasileiro

No Brasil, o avanço da segunda safra continua ampliando a percepção de oferta confortável, especialmente em estados produtores do Centro-Oeste. A consultoria destaca que compradores permanecem retraídos, aproveitando estoques já abastecidos e aguardando novas oportunidades de preços mais baixos.

Além disso, a queda do dólar abaixo de R$ 5,00 reduziu a competitividade das exportações e limitou movimentos mais fortes de alta no mercado doméstico.

Na B3, os contratos futuros apresentaram leves oscilações:

  • Julho/2026: R$ 67,07 por saca no fechamento anterior e próximo de R$ 66,85 nesta manhã;
  • Setembro/2026: R$ 69,86 por saca;
  • Novembro/2026: R$ 72,79 por saca;
  • Janeiro/2027: R$ 74,50 por saca.

O Indicador ESALQ/B3 encerrou a segunda-feira (18) em R$ 65,32 por saca, refletindo a pressão da colheita e a lentidão das negociações no mercado físico.

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Segundo a TF Agroeconômica, os armazéns cheios tanto no campo quanto na indústria seguem influenciando diretamente o comportamento dos compradores.

Conab projeta safra maior e amplia pressão sobre preços

As projeções da Companhia Nacional de Abastecimento indicam uma primeira safra de milho 2025/26 em 28,46 milhões de toneladas, volume 14% superior ao registrado na temporada passada e 2% acima da estimativa anterior.

O aumento da área cultivada e da produtividade reforça a expectativa de maior disponibilidade do cereal ao longo dos próximos meses, cenário que mantém pressão sobre os preços internos.

Ainda assim, analistas observam que qualquer mudança climática relevante nos Estados Unidos pode alterar rapidamente o comportamento do mercado internacional e impactar diretamente as cotações brasileiras.

Clima nos EUA e demanda global permanecem no radar

O mercado segue acompanhando alguns fatores considerados decisivos para o comportamento dos preços nas próximas semanas:

  • desenvolvimento das lavouras norte-americanas;
  • condições climáticas no Meio-Oeste dos EUA;
  • possível retomada de compras chinesas;
  • comportamento do petróleo e dos biocombustíveis;
  • ritmo das exportações brasileiras.

A avaliação do mercado é que eventuais problemas climáticos nos Estados Unidos podem gerar novas altas em Chicago, oferecendo suporte ao milho brasileiro mesmo diante da pressão sazonal da safrinha.

Mercado físico continua travado em várias regiões produtoras

No mercado disponível, a comercialização segue lenta em boa parte do país. Em estados como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, compradores mantêm postura defensiva diante da expectativa de entrada mais intensa da nova safra.

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Entre as referências registradas nesta terça-feira estão:

  • Sorriso (MT): R$ 43,25/saca;
  • Rio Verde (GO): R$ 55,00/saca;
  • Campo Grande (MS): entre R$ 51,00 e R$ 53,00/saca;
  • Campinas (SP): R$ 65,00/saca;
  • Castro (PR): R$ 64,00/saca.

No Sul do Brasil, a liquidez continua limitada pela diferença entre os preços pedidos pelos vendedores e os valores ofertados pelos compradores.

No Rio Grande do Sul, as indicações variam entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca, com média de R$ 58,08, enquanto a colheita já alcança 96% da área cultivada.

Em Santa Catarina, a colheita foi concluída, mas o mercado segue travado pela distância entre pedidas próximas de R$ 70,00 e ofertas ao redor de R$ 65,00 por saca.

Já no Paraná, a expectativa de uma safrinha robusta e os estoques elevados continuam pressionando os preços, embora o mercado monitore possíveis impactos de geadas e chuvas nas regiões Sudoeste, Oeste e Centro-Oeste do estado.

Perspectiva segue dependente de Chicago, câmbio e avanço da colheita

A tendência de curto prazo para o milho continua diretamente ligada ao comportamento de três fatores principais:

  • avanço da colheita da safrinha;
  • movimentação do dólar frente ao real;
  • direção dos preços internacionais em Chicago.

Segundo a TF Agroeconômica, enquanto a entrada da nova safra mantém pressão sobre o mercado físico brasileiro, o cenário internacional ainda pode provocar movimentos de recuperação caso ocorram problemas climáticos nos Estados Unidos ou fortalecimento da demanda global.

O mercado também permanece atento aos próximos relatórios de oferta e demanda e ao desempenho das exportações brasileiras nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cachaça mineira movimenta mais de R$ 624 milhões e consolida Minas Gerais como líder nacional do setor

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Minas Gerais segue ampliando sua liderança na produção de cachaça no Brasil e reforçando a importância econômica e cultural da bebida para o agronegócio estadual. No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou um panorama atualizado do setor, revelando que a cadeia produtiva movimentou R$ 624,7 milhões em 2025.

Os números consolidam a força da cachaça mineira dentro e fora do país, além de evidenciar o crescimento da atividade em geração de renda, arrecadação e empregos formais.

De acordo com a Seapa, o estudo apresenta informações estratégicas sobre produção, mercado, exportações e desempenho econômico da cadeia produtiva. O material também reforça o papel da bebida como patrimônio cultural e ativo relevante para a expansão do agronegócio mineiro no mercado internacional.

Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, um dos principais destaques do levantamento é o avanço das vendas para fora de Minas Gerais. Atualmente, 54% do faturamento da cachaça mineira já vem do mercado interestadual e das exportações, demonstrando a crescente inserção do produto em novos mercados consumidores.

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Além do faturamento expressivo, o setor também tem forte impacto na arrecadação estadual. Em 2025, a cadeia produtiva gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, fortalecendo a contribuição da atividade para a economia mineira.

Minas concentra 40% dos produtores de cachaça do Brasil

O levantamento confirma que Minas Gerais permanece como o principal polo produtor de cachaça do país. O estado reúne 501 estabelecimentos formais registrados, número que representa cerca de 40% de todas as unidades produtoras do Brasil.

A ampla presença da atividade em diferentes regiões mineiras evidencia a tradição histórica da produção artesanal e industrial da bebida, além da importância da cadeia para pequenos produtores, agroindústrias familiares e empreendimentos rurais.

A distribuição da produção também fortalece economias regionais, impulsionando o turismo rural, a gastronomia típica e a valorização de produtos de origem mineira.

Exportações avançam e ampliam presença internacional

O mercado externo também vem ganhando relevância para o setor. Segundo a Seapa, a cachaça produzida em Minas Gerais ampliou sua presença internacional em 2025, com destaque para exportações destinadas ao Uruguai, Estados Unidos e Itália.

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Os três países concentram parcela significativa das vendas externas da bebida e reforçam o potencial da cachaça como produto estratégico para a internacionalização do agro mineiro.

A expansão internacional acompanha o aumento da valorização da cachaça premium e artesanal no exterior, especialmente em mercados que buscam bebidas destiladas com identidade regional, tradição e produção diferenciada.

Setor amplia geração de empregos e fortalece produção artesanal

Outro ponto destacado no levantamento é o crescimento dos empregos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar. O setor mantém trajetória positiva nos últimos anos, refletindo o aumento da produção, da formalização e da demanda por produtos de maior valor agregado.

Com dados consolidados e análise detalhada, o panorama divulgado pela Seapa reforça a importância da cadeia produtiva da cachaça para Minas Gerais, tanto na geração de renda quanto na valorização da cultura regional e no fortalecimento do agronegócio brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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