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Nutrição animal inovadora reduz emissões de metano e fortalece sustentabilidade na pecuária

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Tecnologias nutricionais transformam a pecuária de baixo carbono

O avanço das tecnologias aplicadas à nutrição animal tem se mostrado essencial para a sustentabilidade da pecuária, especialmente no enfrentamento das mudanças climáticas. O metano, gás de efeito estufa cerca de 28 vezes mais potente que o CO₂, é produzido principalmente pela fermentação entérica no rúmen de bovinos, correspondendo a mais de 80% das emissões do setor.

Além do impacto ambiental, o metano representa perda de energia que poderia ser aproveitada para o ganho de peso ou produção de leite dos animais, tornando a mitigação deste gás um fator crítico para a eficiência produtiva.

A importância da nutrição na redução de emissões

Segundo Mariana Lisboa, gerente nacional de Nutrição da Supremax, a dieta do rebanho desempenha papel central na redução do metano.

“Ao ajustar a dieta e utilizar aditivos específicos, conseguimos influenciar a microbiota ruminal, reduzindo os microrganismos responsáveis pela produção de metano. Isso melhora a eficiência alimentar, aumenta a produtividade e promove uma pecuária mais sustentável”, explica.

As estratégias incluem o uso de aditivos nutricionais como taninos, óleos essenciais, enzimas e probióticos, além de ionóforos e compostos como o 3-NOP (3-nitrooxi-propanol), que bloqueiam diretamente as reações químicas responsáveis pela produção do gás.

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A formulação de dietas otimizadas, com ingredientes de alta digestibilidade e uso racional de subprodutos agrícolas, também contribui para reduzir perdas energéticas e aumentar o aproveitamento de nutrientes.

Como funcionam os aditivos na microbiota ruminal

Mariana detalha que cada tecnologia atua de maneira específica:

  • Taninos e óleos essenciais: reduzem microrganismos produtores de metano e estimulam fermentação eficiente para produção de ácidos graxos voláteis.
  • 3-NOP: age sobre enzimas que formam o metano, desviando o hidrogênio para processos metabólicos produtivos, aumentando a conversão alimentar.

“O resultado é menor desperdício de energia e maior eficiência na produção de carne e leite”, reforça.

Investimento em inovação e certificação ambiental

A Supremax tem ampliado seu portfólio de aditivos naturais, incluindo taninos encapsulados, prebióticos e soluções específicas para formulação de rações, com foco em eficiência produtiva e responsabilidade ambiental.

Os resultados em rebanhos comerciais indicam reduções de até 30% nas emissões entéricas de metano, acompanhadas de ganho de peso e aumento no rendimento leiteiro.

A empresa também conquistou o Selo Mitigador de Gás Metano em três formulações — Mineral Cria, Supregold e Dieta Total — em parceria com a Universidade Federal de Goiás, certificando produtos que atuam diretamente na fermentação ruminal e reduzem a emissão de gases.

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Benefícios econômicos e acesso a mercados sustentáveis

Além do impacto ambiental, essas tecnologias otimizam o aproveitamento energético dos animais, resultando em maior produtividade e menor custo por quilo de carne ou litro de leite, ampliando a rentabilidade do pecuarista.

O uso de soluções sustentáveis também permite a integração em programas de certificação de baixa emissão de carbono, agregando valor ao produto final e possibilitando o acesso a mercados cada vez mais exigentes quanto à origem e sustentabilidade dos alimentos.

Futuro da nutrição animal sustentável

Mariana Lisboa prevê avanços importantes nos próximos anos:

  • Personalização nutricional com base na microbiota de cada rebanho;
  • Desenvolvimento de aditivos metanogênicos seletivos;
  • Aperfeiçoamento contínuo das formulações de rações sustentáveis;
  • Integração de tecnologias digitais para monitoramento em tempo real das emissões e impacto nutricional.

“As inovações na nutrição animal conectam sustentabilidade ambiental, eficiência produtiva e maior rentabilidade, consolidando a pecuária em um novo patamar de responsabilidade e competitividade”, conclui Mariana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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