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OIA projeta excedente global de açúcar em 2025/26 com avanço da produção na Ásia

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Produção global de açúcar deve crescer em 2025/26

A Organização Internacional do Açúcar (OIA) divulgou nesta segunda-feira (17) sua atualização trimestral com perspectivas otimistas para a produção global do adoçante. A entidade projeta um excedente mundial de 1,63 milhão de toneladas na temporada 2025/26, resultado de um crescimento de 3,15% na produção, estimada em 181,77 milhões de toneladas.

Enquanto isso, o consumo global deve aumentar em ritmo mais moderado, com alta de apenas 0,6%, alcançando 180,14 milhões de toneladas. O descompasso entre oferta e demanda sinaliza um mercado mais abastecido, o que tende a manter os preços sob pressão no curto prazo.

De déficit a superávit: mudança no balanço global

A projeção da OIA marca uma virada no cenário internacional, já que a temporada anterior (2024/25) deve encerrar com déficit de 2,92 milhões de toneladas. A reversão reflete a recuperação das lavouras em importantes países produtores e a melhora nas condições climáticas nas principais regiões produtoras de cana.

Com o aumento da oferta, os preços do açúcar bruto registraram queda nas bolsas internacionais. No início de novembro, as cotações atingiram o menor nível em cinco anos, chegando a 14,04 centavos de dólar por libra-peso na ICE Futures de Nova York.

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Índia, Tailândia e Paquistão puxam recuperação

Segundo a OIA, o aumento global da produção é impulsionado, sobretudo, pelos países asiáticos. Índia, Tailândia e Paquistão devem registrar avanços significativos na moagem de cana-de-açúcar, beneficiados por chuvas mais favoráveis nesta temporada.

Essas condições climáticas positivas vêm melhorando as perspectivas para as safras locais, após períodos recentes de estiagens que haviam limitado a produtividade. A recuperação do setor nesses países pode garantir maior estabilidade no abastecimento mundial e aliviar a pressão sobre os preços internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil amplia exportações de carnes e castanhas e abre novos mercados na Ásia e Caribe

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O agronegócio brasileiro segue avançando no mercado global com a abertura de novos destinos para proteínas animais e produtos florestais. O governo federal concluiu negociações que viabilizam exportações de carnes e castanhas para países estratégicos da Ásia e do Caribe, ampliando a diversificação da pauta exportadora e fortalecendo a presença do Brasil no comércio internacional.

As novas autorizações contemplam embarques para Filipinas, Cuba e Coreia do Sul, mercados com forte potencial de consumo e crescimento.

Filipinas ampliam espaço para carne bovina brasileira

No Sudeste Asiático, o Brasil passa a exportar carne bovina resfriada, com e sem osso, para as Filipinas, ampliando a participação no segmento de cortes refrigerados.

Com população estimada em mais de 115 milhões de habitantes, o país representa um mercado relevante para o agronegócio nacional. Em 2025, as Filipinas importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários brasileiros, evidenciando o potencial de expansão das vendas.

A abertura fortalece a cadeia da carne bovina e amplia as oportunidades para frigoríficos e exportadores brasileiros na região.

Cuba autoriza exportação de carne bovina e suína com osso

No Caribe, Cuba autorizou a importação de carne bovina com osso e carne suína com osso, ampliando o portfólio de produtos brasileiros no país.

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A medida complementa o acordo de pre-listing já existente entre as nações, que agiliza os processos de habilitação de plantas exportadoras e facilita o fluxo comercial.

Com cerca de 11 milhões de habitantes, Cuba representa uma oportunidade adicional para o escoamento da produção brasileira de proteínas animais.

Coreia do Sul diversifica compras com castanhas brasileiras

Na Ásia, a Coreia do Sul abriu mercado para produtos de maior valor agregado, incluindo:

  • castanha-do-brasil (com e sem casca)
  • castanha de baru
  • castanha de caju

Reconhecidas pelo alto valor nutricional e pela produção sustentável, as castanhas brasileiras ganham espaço em um mercado exigente e com elevado poder de consumo.

O país asiático, com cerca de 51,7 milhões de habitantes, importou mais de US$ 2,4 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, consolidando-se como parceiro estratégico.

Brasil alcança 600 aberturas de mercado desde 2023

Com os novos anúncios, o Brasil atinge a marca de 600 aberturas de mercado para o agronegócio desde o início de 2023, resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e do Ministério das Relações Exteriores.

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O avanço reflete a estratégia de diversificação de destinos e produtos, reduzindo riscos comerciais e ampliando a competitividade do agro brasileiro no cenário global.

A ampliação de mercados para carnes e castanhas reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional de alimentos. Com demanda global crescente e novos acordos sanitários e comerciais, o agronegócio nacional segue expandindo fronteiras, agregando valor à produção e consolidando sua posição como fornecedor estratégico de alimentos para o mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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