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Percevejo-barriga-verde preocupa produtores e ameaça o milho-safrinha após a colheita da soja

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Praga se mantém no campo e migra da soja para o milho

A presença crescente do percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus) nas lavouras tem preocupado agricultores em várias regiões do país. O inseto, que se multiplica no final do ciclo da soja, permanece no campo após a colheita e ataca as lavouras de milho-safrinha recém-plantadas, comprometendo o estande e o potencial produtivo.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), os ataques nas fases iniciais do milho podem reduzir o estande em até 30%, afetando diretamente o desenvolvimento e a produtividade da cultura.

Danos visíveis e prejuízos à formação da lavoura

De acordo com Bruno Vilarino, gerente de produto da ORÍGEO – joint venture entre Bunge e UPL especializada em soluções sustentáveis para o agronegócio – o percevejo se beneficia da colheita da soja para permanecer na área e, logo em seguida, migra para o milho ainda jovem.

“Durante esse período, o inseto suga a seiva das plantas e injeta substâncias que prejudicam o crescimento. Os danos se manifestam em plantas tortas, falhas no plantio e, em casos mais severos, até morte das mudas”, explica Vilarino.

Condições climáticas favorecem a praga

Além da chamada ‘ponte verde’ — a presença contínua de plantas vivas entre as culturas — o clima seco e as temperaturas elevadas favorecem a sobrevivência do percevejo no solo e na palhada.

“Essa combinação torna o início do ciclo do milho um dos períodos mais sensíveis ao ataque da praga, exigindo monitoramento constante e estratégias de manejo eficazes”, alerta o especialista.

Feroce se destaca no controle do percevejo-barriga-verde

Para reduzir os impactos da infestação, a ORÍGEO recomenda o uso do inseticida Feroce, desenvolvido pela UPL, que tem se mostrado eficiente no controle do percevejo-barriga-verde.

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Com formulação exclusiva Blast Technology, a solução oferece proteção diferenciada nos estágios iniciais de desenvolvimento da planta, período em que o milho é mais vulnerável.

“Agir rapidamente nesse momento de transição entre soja e milho é essencial. O Feroce garante um controle eficaz, preservando o estande e o vigor inicial da lavoura”, afirma Vilarino.

Amplo espectro e alta performance no campo

Além de combater o percevejo-barriga-verde, o Feroce possui registro para o controle de mais de dez pragas que afetam culturas como soja, milho e algodão.

“Contar com uma solução de amplo espectro e alta performance faz toda a diferença para o agricultor, especialmente em períodos críticos do manejo integrado”, reforça o especialista da ORÍGEO.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

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A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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