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Pingo Doce destaca modelo integrado e inovação na cadeia de frutas na Fruit Attraction São Paulo 2026

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Fruit Attraction São Paulo reúne principais players do setor

Entre os dias 24 e 26 de março, São Paulo recebe a terceira edição da Fruit Attraction, versão latino-americana de uma das principais feiras internacionais de frutas e hortaliças. O evento reúne produtores, exportadores e empresas de tecnologia agrícola, incluindo a BASF Soluções para Agricultura, representada pela marca de sementes de frutas e hortaliças Nunhems®.

No estande da companhia, a melancia Pingo Doce é destaque, demonstrando soluções para aumentar produtividade, qualidade e valor agregado na cadeia produtiva.

Modelo integrado conecta produção e mercado

A Pingo Doce se apoia em um modelo de produção que integra todos os elos da cadeia, do plantio à comercialização, inspirado em experiências bem-sucedidas na Espanha. A Nunhems® oferece não apenas sementes, mas também suporte técnico, padronização, rastreabilidade e práticas de manejo que garantem consistência e alto desempenho no campo.

Com o Brasil figurando entre os maiores produtores globais de frutas, o modelo ganha relevância: em 2025, o país registrou US$ 1,45 bilhão em exportações, sendo a melancia responsável por US$ 115 milhões, alta de 57,1% nas vendas externas, segundo a Abrafrutas.

Características comerciais valorizam a Pingo Doce

A melancia Pingo Doce está disponível nas versões de polpa vermelha e amarela e reúne atributos que atendem às demandas de varejistas e exportadores, como:

  • Alto teor de doçura
  • Menor quantidade de sementes
  • Tamanho compacto, média de 7 kg
  • Casca mais escura
  • Maior durabilidade nas gôndolas
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Esses diferenciais ampliam seu valor de mercado e reforçam sua competitividade no cenário nacional e internacional.

Produção sustentável e rastreabilidade

A Pingo Doce é cultivada em importantes polos agrícolas do Brasil, como Bahia, Goiás, São Paulo e Rio Grande do Sul, adotando práticas sustentáveis que incluem:

  • Irrigação por gotejamento, reduzindo consumo de água em até 30%
  • Fertirrigação para eficiência nutricional
  • Manejo voltado à preservação de polinizadores

Além disso, o modelo integrado permite que consumidores acessem informações sobre a origem da fruta por meio de QR Code, garantindo transparência, segurança alimentar e confiança.

Conexão entre campo, pós-colheita e varejo

Segundo Katty Corrente, líder de Marketing de Hortifruti, Cana-de-açúcar, Café e Citrus da BASF, a Fruit Attraction é estratégica para demonstrar como a empresa transforma inovação em resultados concretos:

“A proposta é oferecer uma experiência orientada a negócios, valorizando diferenciação, consistência e valor agregado, além de ampliar oportunidades comerciais no mercado interno e externo.”

O modelo integrado conecta genética, produção, logística e comercialização, impactando mais de 500 milhões de consumidores com um portfólio de mais de 1.200 variedades.

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Governança e inovação fortalecem marca

Golmar Beppler Neto, gerente de vendas Brasil da Nunhems®, destaca que a Pingo Doce representa um conceito completo de integração entre genética, tecnologia, boas práticas agrícolas e conexão com o mercado.

Investimentos globais em pesquisa e desenvolvimento da BASF, que somam quase € 1 bilhão por ano, sustentam o aprimoramento genético, proteção de cultivos e soluções químicas e biológicas, consolidando a marca como referência na fruticultura brasileira.

Experiência de marca e novas frentes de consumo

Na Fruit Attraction São Paulo 2026, o estande G-34 da companhia oferece aos visitantes experiências práticas sobre controle de origem e sistemas integrados de produção.

Uma collab com a rede Mr. Mix Sorvetes permite degustação de picolés produzidos com a melancia Pingo Doce, demonstrando o potencial da marca para novas ocasiões de consumo e reforçando sua força comercial.

“Ao aproximarmos genética, manejo e mercado em uma experiência concreta, mostramos que Pingo Doce é uma plataforma completa de marca, conectando o campo às gôndolas e a novas categorias de consumo”, afirma Golmar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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