AGRONEGÓCIO
Preparação de Máquinas e Planejamento São Chave para a Colheita de Verão 2026
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A colheita de verão é um dos períodos mais críticos do calendário agrícola, quando cada hora de operação conta e a eficiência das máquinas impacta diretamente a produtividade e os resultados financeiros. Para a safra 2026, a palavra de ordem é preparação, que começa muito antes das colheitadeiras entrarem nas lavouras.
Segundo Robson Mota, da concessionária Tratornew (New Holland), o planejamento envolve tanto os equipamentos quanto os implementos, incluindo as máquinas da Tratorcase (Case IH). Ambas as revendas integram o sistema Cocari, oferecendo suporte completo ao produtor rural.
“A colheita não começa no campo, começa no planejamento. Quando concessionária e cliente se antecipam, os riscos diminuem e o desempenho operacional aumenta significativamente”, destaca Robson.
Parceria estratégica entre concessionária e produtor
Para Robson, o sucesso da colheita depende de uma relação de confiança e cooperação entre as partes. A concessionária se prepara com estrutura, pessoal e processos adequados, enquanto o produtor deve garantir que máquinas e equipes estejam prontas para o período mais intenso da safra.
Essa atuação conjunta reduz paradas não programadas, aumenta a vida útil dos equipamentos e maximiza o aproveitamento da janela de colheita.
Como as concessionárias se preparam para a colheita
O plano das concessionárias Tratornew e Tratorcase é estruturado para oferecer agilidade, qualidade e disponibilidade de serviços. Entre as principais ações estão:
- Reforço da equipe técnica e alocação estratégica de profissionais para atendimento em campo e oficina;
- Treinamentos contínuos sobre máquinas, sistemas eletrônicos, regulagens e diagnóstico;
- Revisão completa da estrutura de serviços, ferramentas e veículos de apoio;
- Formação de estoque preventivo de peças críticas, baseado em histórico regional;
- Organização de plantões e protocolos de atendimento, priorizando rapidez e redução do tempo de máquina parada;
- Monitoramento de indicadores de manutenção e falhas recorrentes;
- Planejamento estratégico da operação, com mapeamento das regiões de maior demanda;
- Integração entre serviços, peças e suporte técnico para decisões rápidas e soluções completas.
“Quanto mais estruturado o suporte, menor o impacto de imprevistos para o produtor”, reforça Robson.
Responsabilidade do produtor na preparação das máquinas
O produtor também precisa se antecipar para garantir que a colheita comece sem falhas. Entre as recomendações estão:
- Realizar revisões preventivas completas conforme o manual do fabricante;
- Verificar sistemas críticos, como motor, transmissão, arrefecimento, combustível, hidráulico e elétrico;
- Avaliar componentes de desgaste, incluindo correias, rolamentos, filtros, mangueiras, sensores e elementos de corte;
- Atualizar manutenções pendentes para evitar intervenções corretivas durante a colheita;
- Ajustar máquinas de acordo com a lavoura e tipo de cultura;
- Treinar operadores para uso correto da máquina e identificação precoce de falhas;
- Manter comunicação constante com a concessionária sobre qualquer comportamento fora do padrão;
- Planejar a colheita em conjunto, alinhando manutenção, peças e suporte técnico.
Planejamento e prevenção como diferencial
Segundo Maicon Wilmo, coordenador de Serviços da Tratorcase, planejamento, prevenção e parceria são essenciais para o sucesso da colheita.
“Uma parceria verdadeira entre cliente e concessionário gera resultados expressivos. Nosso papel é garantir confiabilidade, conforto e disponibilidade dos equipamentos durante a safra”, afirma Maicon.
Quando produtor e concessionária atuam alinhados, os benefícios são claros: maior disponibilidade das máquinas, redução de custos, mais segurança operacional e melhor aproveitamento do tempo no campo.
“Nossa equipe acompanha o produtor desde a pré-colheita até toda a safra. Esse é o compromisso da Cocari com produtividade, eficiência e confiança”, conclui Robson Mota.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil
A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.
De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.
Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado
Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.
Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.
Indústria compra apenas para reposição imediata
Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.
Exportações perdem competitividade com queda do dólar
No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.
Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.
Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques
Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.
Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.
Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado
O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.
Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.
Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025
No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.
Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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