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Produtores de uvas adiam poda em regiões com risco de geada no RS

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A poda dos vinhedos no Rio Grande do Sul avança, mas em algumas áreas o processo ainda é adiado pelos viticultores devido ao risco de geadas tardias. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, com foco na região administrativa de Caxias do Sul.

Poda seca entra na fase final

De acordo com o boletim, a poda seca da uva está em fase de conclusão na Serra Gaúcha. No entanto, produtores de áreas mais frias optam por atrasar a prática para reduzir possíveis prejuízos causados por geadas que podem ocorrer ainda nesta época do ano.

Variedades precoces já iniciam brotação

O relatório destaca que algumas variedades de ciclo precoce, como Chardonnay e Bordô, já entraram em processo de brotação. Até o momento, os viticultores realizaram pelo menos dois tratamentos fitossanitários, principalmente para prevenir doenças fúngicas como antracnose e escoriose.

Brotação é uniforme em diferentes vinhedos

Segundo a Emater/RS-Ascar, a brotação está ocorrendo de forma regular em praticamente todas as gemas, inclusive em vinhedos onde não foram utilizados produtos específicos para estimular essa fase. O bom desempenho é atribuído ao acúmulo de horas de frio (temperaturas abaixo de 7,2°C), considerado suficiente para favorecer o desenvolvimento da cultura neste ciclo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço da tilápia sobe com oferta restrita e exportações alcançam maior volume de 2026

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A baixa disponibilidade de peixes continuou sustentando os preços da tilápia no mercado brasileiro durante o mês de maio. Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que a oferta restrita favoreceu novas altas em algumas das principais regiões produtoras acompanhadas pelo instituto.

Apesar da valorização observada em parte do mercado, algumas praças registraram recuo nos preços. Segundo pesquisadores do Cepea, a retração esteve relacionada ao enfraquecimento da demanda, especialmente pela redução das compras por parte dos frigoríficos, que adotaram uma postura mais cautelosa diante do cenário de consumo.

Oferta deve aumentar gradualmente nos próximos meses

De acordo com o Cepea, a partir de maio os peixes entram em uma fase de maior ganho de peso, fator que tende a ampliar gradualmente a oferta disponível para comercialização.

Esse movimento pode contribuir para um maior equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do segundo semestre, reduzindo parte da pressão altista observada nos primeiros meses do ano.

Ainda assim, o setor segue atento à evolução dos custos de produção, ao ritmo de consumo no mercado interno e ao desempenho das exportações, fatores que continuarão influenciando a formação dos preços da proteína.

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Exportações de tilápia atingem maior volume do ano

No comércio exterior, a piscicultura brasileira registrou resultados expressivos em maio. Os embarques de tilápia e produtos derivados alcançaram o maior volume exportado em 2026 e o mais elevado desde junho de 2025.

O desempenho reforça a competitividade da proteína brasileira no mercado internacional e demonstra a recuperação do fluxo comercial após um período de ajustes provocados por mudanças tarifárias e oscilações na demanda global.

Novas tarifas dos EUA preocupam setor

Apesar do avanço das exportações, o setor acompanha com atenção as recentes decisões do governo dos Estados Unidos relacionadas à política comercial.

Segundo o Cepea, a administração norte-americana anunciou novas tarifas de importação com previsão de entrada em vigor a partir de julho. A medida poderá impactar novamente a competitividade da tilápia brasileira no principal mercado comprador do produto.

Os Estados Unidos seguem como um dos destinos estratégicos para as exportações brasileiras de pescado, e eventuais barreiras comerciais podem influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Perspectivas para a cadeia aquícola

O cenário para a tilapicultura brasileira combina fundamentos positivos e desafios relevantes. Enquanto a oferta ainda limitada sustenta os preços em diversas regiões e as exportações mostram forte desempenho, o mercado monitora o aumento gradual da produção interna e os possíveis efeitos das novas tarifas norte-americanas.

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A evolução da demanda doméstica, o comportamento dos compradores internacionais e o ambiente comercial global deverão definir os rumos do setor ao longo do segundo semestre de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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