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Rabobank lança AgroInfo Q1 2026 com análise do cenário global de insumos agrícolas

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O Rabobank divulgou a edição do AgroInfo Q1 2026, relatório trimestral que traz uma análise detalhada do cenário global e brasileiro para o agronegócio, com destaque para o mercado de insumos agrícolas, câmbio, clima e principais commodities.

O documento aponta que o atual contexto geopolítico, especialmente o conflito no Oriente Médio, tem sido determinante para a alta dos custos de produção e para o aumento da volatilidade nos mercados.

Fertilizantes sobem com força e pressionam custos no campo

Um dos principais destaques do relatório é a disparada nos preços dos fertilizantes, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio.

Segundo o banco, os preços já vinham em trajetória de alta no início de 2026, mas o conflito intensificou esse movimento, especialmente no caso da ureia, que acumulou forte valorização nas últimas semanas.

Além disso, o fósforo também começa a refletir os impactos do cenário internacional, com preços atingindo níveis elevados no mercado global.

Diante desse cenário, a expectativa é de redução na demanda por fertilizantes no Brasil, em função do aperto nas margens dos produtores.

Diesel mais caro afeta frete e reduz rentabilidade do produtor

O aumento do preço do diesel, também relacionado ao conflito, tem impacto direto sobre o custo do frete, pressionando ainda mais a rentabilidade no campo.

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Esse fator já é percebido no mercado de grãos, como a soja, onde mesmo com preços internacionais firmes, o valor recebido pelo produtor brasileiro tem sido reduzido.

Conflito no Oriente Médio impacta energia e insumos globais

O relatório destaca que o bloqueio de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, tem afetado o fluxo global de petróleo, gás natural e fertilizantes.

Esse cenário elevou os preços de energia e aumentou os riscos inflacionários em diversas economias, além de gerar incertezas sobre o crescimento global.

No Brasil, os efeitos já são sentidos com a alta de insumos como ureia e combustíveis.

Clima e El Niño entram no radar para o segundo semestre

Outro ponto de atenção é o clima. O Rabobank projeta a possibilidade de formação de um fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026.

Nos últimos meses, chuvas acima da média afetaram a colheita da soja e o plantio do milho safrinha, enquanto beneficiaram culturas como cana-de-açúcar e pastagens.

Commodities agrícolas enfrentam cenário de volatilidade

O relatório também aponta diferentes tendências para as principais commodities:

  • Soja: pressão no mercado interno devido à safra recorde e custos logísticos elevados
  • Milho: dependência do desempenho da safrinha e do mercado internacional
  • Café: volatilidade com estoques baixos e expectativa de safra maior
  • Algodão: pressão de baixa com recomposição dos estoques globais
  • Leite: tendência de recuperação nos preços ao produtor
  • Suco de laranja: queda de produção, mas demanda ainda fraca
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Câmbio segue pressionado por cenário externo e interno

O Rabobank projeta o dólar em torno de R$ 5,55 ao final de 2026, refletindo o ambiente de incertezas globais e fatores internos, como questões fiscais e eleitorais.

Apesar disso, o diferencial de juros ainda elevado pode ajudar a limitar a desvalorização do real.

Agro brasileiro deve enfrentar custos maiores na próxima safra

De forma geral, o relatório indica que o agronegócio brasileiro pode ter que lidar com custos mais elevados na próxima safra, tanto na produção quanto na logística.

A combinação de insumos mais caros, incertezas climáticas e cenário geopolítico instável deve continuar influenciando decisões de investimento e estratégias dos produtores ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Plantio de canola avança e área deve superar 300 mil hectares no Brasil

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A semeadura da canola ganha ritmo no Sul do Brasil neste fim de abril, marcando o início da safra de inverno 2026 com expectativa de expansão significativa de área e produção. Após atingir 211,8 mil hectares em 2025, alta de 43% sobre o ano anterior, a cultura deve ultrapassar 300 mil hectares neste ciclo, consolidando-se como uma das principais apostas para diversificação de renda no campo, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento.

A colheita, prevista para ocorrer entre setembro e outubro, deve manter a trajetória de crescimento observada no último ciclo, quando o Brasil produziu cerca de 300 mil toneladas, avanço de 58% em relação a 2024. A expansão ocorre principalmente no Rio Grande do Sul, que concentra cerca de 90% da área nacional, com avanço mais tímido no Paraná e iniciativas emergentes no Cerrado, especialmente no entorno de Brasília.

O avanço da canola está diretamente ligado à sua inserção estratégica no sistema produtivo. Cultivada após a soja ou o milho, a cultura funciona como alternativa de inverno com ciclo curto, entre 90 e 120 dias, contribuindo para a quebra de ciclos de pragas, doenças e plantas daninhas, além de melhorar as condições físicas do solo. Em regiões do Brasil Central, ensaios já indicam produtividade próxima de 3 mil quilos por hectare, enquanto no Sul os rendimentos variam entre 20 e 40 sacas por hectare, a depender do manejo e das condições climáticas.

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No mercado, a canola ganha relevância pela versatilidade. O óleo tem ampla aplicação na alimentação humana e também no setor energético, enquanto o farelo atende à demanda da nutrição animal. O crescimento recente, no entanto, está mais associado ao consumo interno do que à exportação, ainda incipiente no país, com a produção sendo absorvida majoritariamente pelas indústrias domésticas.

O vetor mais dinâmico de expansão vem dos biocombustíveis. O óleo de canola é matéria-prima para biodiesel e integra estudos voltados ao combustível sustentável de aviação (SAF). Pesquisas conduzidas pela Embrapa Agroenergia, Embrapa Meio Ambiente e pela Universidade de Brasília indicam que o uso da canola de segunda safra pode reduzir em até 55% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao querosene fóssil, dependendo das condições tecnológicas adotadas .

Apesar do avanço, o crescimento da cultura ainda depende da consolidação da cadeia produtiva. A ampliação da área exige maior integração entre produtores, indústria e compradores, além de investimentos em pesquisa, especialmente na adaptação da cultura às condições tropicais. O acesso a sementes de alto desempenho e a difusão de tecnologia de manejo são considerados fatores decisivos para sustentar a expansão.

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Globalmente, o mercado é dominado por grandes produtores como Canadá, China e Índia, que concentram a maior parte da oferta mundial. Nesse cenário, o Brasil ainda ocupa posição marginal, mas com potencial de crescimento apoiado na janela de inverno e na integração com o sistema soja-milho, sem necessidade de abertura de novas áreas.

Fonte: Pensar Agro

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