RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Setor orizícola pressiona por medidas para conter queda nos preços do arroz

Publicados

AGRONEGÓCIO

O setor orizícola brasileiro tem intensificado os pedidos por medidas que amenizem a forte desvalorização do arroz em casca. Segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), representantes da cadeia produtiva reivindicam uma série de ações para conter a queda dos preços e reduzir os custos de produção e comercialização.

Produtores pedem redução de impostos e controle de importações

Entre as medidas discutidas, estão a suspensão temporária da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO), a redução do ICMS e ações para limitar as importações, especialmente do Paraguai, que tem sido um dos principais concorrentes do produto nacional. As entidades do setor defendem que o aumento da entrada de arroz estrangeiro tem pressionado os preços internos, agravando as dificuldades enfrentadas pelos produtores brasileiros.

Abiarroz sugere suspensão de fiscalização da ANTT

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) também propõe suspender temporariamente a fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), argumentando que as exigências atuais geram custos logísticos adicionais em um momento de margens apertadas. A medida, segundo a entidade, ajudaria a reduzir despesas com transporte e dar maior competitividade ao produto brasileiro.

Leia Também:  Mercado de trigo mantém estabilidade no Sul do Brasil com ritmo lento nas negociações
Irregularidades na classificação e embalagem preocupam setor

Pesquisadores do Cepea também destacam outro ponto de atenção: falhas e irregularidades na classificação e embalagem do arroz beneficiado, que afetam a transparência comercial e a qualidade percebida pelo consumidor. O setor defende maior rigor nas fiscalizações e padronização dos processos para evitar distorções no mercado.

Produção 2025/26 deve cair, mas ainda supera anos anteriores

Em relação à próxima safra, as primeiras estimativas da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) apontam uma redução de 10,13% na produção nacional de arroz, totalizando 11,46 milhões de toneladas na temporada 2025/26. Apesar da queda, o volume previsto ainda supera o das safras 2022/23 e 2023/24, sinalizando que o país deve manter um bom nível de abastecimento interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

Publicados

em

Por

A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

Leia Também:  Resistência parasitária na pecuária avança e acende alerta no controle sanitário dos rebanhos
Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

Leia Também:  BNDES abre crédito de R$ 12 bilhões para produtores rurais afetados por perdas de safra

Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA