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SIAVS 2026 abre inscrições para palestras e confirma maior edição da história da proteína animal

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Estão abertas as inscrições para participação na programação de palestras do Salão Internacional de Proteína Animal 2026, considerado o principal evento das cadeias produtivas de proteínas animais no Brasil. A edição será realizada entre os dias 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Programação técnica reúne especialistas do Brasil e do exterior

A agenda de palestras contará com especialistas nacionais e internacionais, abordando os principais desafios e tendências do setor de proteínas animais, além de temas estratégicos para toda a cadeia produtiva.

Entre os principais eixos da programação estão:

  • Sanidade e biosseguridade, com foco na prevenção e controle de doenças;
  • Sustentabilidade e ESG, incluindo eficiência produtiva e bem-estar animal;
  • Inovação e tecnologia, com aplicações em automação, digitalização e inteligência de dados;
  • Nutrição animal e insumos, com análise de custos e desempenho;
  • Mercado e comércio internacional, com discussões sobre geopolítica, acesso a mercados e segurança alimentar.

A proposta é oferecer conteúdo técnico de alto nível, com aplicação prática para produtores, agroindústrias e profissionais do setor.

Maior edição da história amplia presença global

O Salão Internacional de Proteína Animal 2026 já se consolida como a maior edição de sua história. A feira ocupará uma área de 45 mil metros quadrados, crescimento de 65% em relação à edição anterior.

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O evento também reforça sua internacionalização, com a participação confirmada de empresas e visitantes de mais de 60 países, posicionando-se entre os principais encontros globais da proteína animal.

Presença de líderes globais reforça inovação no setor

Pela primeira vez, o evento contará com a participação de grandes líderes globais em equipamentos industriais, como Marel, Meyn, Foodmate e Mayekawa.

A presença dessas empresas reforça o perfil tecnológico e inovador do evento, ampliando a vitrine de soluções para a indústria.

Participação do setor bovino cresce mais de 120%

Outro destaque da edição 2026 é a expansão do setor de bovinos, que mais que dobrou sua presença na feira. A área dedicada ao segmento passou de 280 metros quadrados, em 2024, para mais de 620 metros quadrados, representando crescimento superior a 120%.

Feira reúne agroindústrias e soluções para toda a cadeia

Mais de 5 mil metros quadrados da feira serão destinados às principais agroindústrias de aves, suínos, bovinos, peixes, ovos e genética — segmentos nos quais o Brasil é referência global em produção sustentável e competitiva.

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Além disso, empresas de genética, equipamentos para granjas, insumos biológicos e farmacêuticos estarão presentes, consolidando o evento como uma plataforma internacional de negócios e inovação.

Evento reforça papel do Brasil no mercado global

Promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal, o evento reúne milhares de visitantes, incluindo lideranças políticas, autoridades, compradores internacionais e profissionais de toda a cadeia produtiva.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, o crescimento do SIAVS reflete a relevância do Brasil no cenário global.

Ele destaca que o evento se consolida como um espaço estratégico para integração entre conhecimento, negócios e cooperação internacional, reforçando o papel do país como referência em segurança alimentar.

Inscrições já estão abertas

As inscrições para participação na programação de palestras e mais informações sobre o evento já estão disponíveis no site oficial do Salão Internacional de Proteína Animal 2026.

A expectativa é de que a edição 2026 marque um novo patamar para o setor, reunindo inovação, tecnologia e oportunidades de negócios em escala global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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