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Soja no Brasil e em Chicago: Mercado Lateralizado e Expectativa por Novidades

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O mercado da soja no Rio Grande do Sul segue com pouca movimentação, refletindo a postura defensiva de produtores descapitalizados após perdas recentes. Segundo a TF Agroeconômica, muitos evitam vender antecipadamente, temendo não conseguir cumprir contratos caso a seca se intensifique.

Para entrega em dezembro, os preços no porto foram cotados a R$ 142,00 por saca (+0,71% semanal). No interior, as referências variaram entre R$ 133,02 em Cruz Alta (+0,51%) e R$ 136,00 em Santa Rosa. Já em Panambi, os preços se mantiveram estáveis, com o valor de pedra recuando para R$ 122,00, mostrando resistência local ao ritmo comprador.

Em Santa Catarina, a operação das plantas agroindustriais depende cada vez mais de importações do Paraná e do Paraguai. “A logística de recebimento e distribuição via cooperativas e tradings é central na gestão da oferta estadual, com os armazéns consolidando volumes de outros estados para atender à demanda interna. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 141,82 (+1,07%)”, comenta a TF Agroeconômica.

No Paraná, a estabilidade dos preços no interior mesmo diante de quedas externas reforça a força do mercado local e a retenção das cooperativas. Em Paranaguá, a saca atingiu R$ 141,82, enquanto em Cascavel ficou em R$ 131,81 (+0,63%) e em Maringá R$ 130,33 (+0,80%). Ponta Grossa registrou R$ 133,12 (+0,72%) e Pato Branco R$ 141,82 (+0,55%).

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No Mato Grosso do Sul, a capacidade instalada de esmagamento atua como âncora da demanda, mantendo prêmios atrativos mesmo em momentos de pressão externa. Em Dourados, o spot da soja foi de R$ 127,01 (+0,28%), enquanto Campo Grande e Maracaju registraram R$ 126,66. Chapadão do Sul ficou em R$ 122,91 (+0,15%) e Sidrolândia em R$ 127,01 (+0,28%). No Mato Grosso, o replantio elevou os custos para o produtor, com preços entre R$ 117,26 e R$ 121,95 por saca.

Bolsa de Chicago segue lateralizada com foco em clima e demanda chinesa

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja operaram de forma lateral nesta sexta-feira (19). Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os preços recuavam entre 2,25 e 2,75 pontos, levando o vencimento de março a US$ 10,59 e o de maio a US$ 10,71 por bushel. O mercado mantém postura cautelosa, aguardando novas notícias, enquanto monitora clima na América do Sul, demanda chinesa e flutuações do dólar.

O comportamento do dólar no Brasil também impacta Chicago. A divisa acima de R$ 5,50 aumenta a competitividade da soja brasileira, exercendo pressão sobre os contratos futuros americanos.

Fechamento em baixa em Chicago refletiu dúvidas sobre compras chinesas

Na quinta-feira, os contratos da soja fecharam em baixa na CBOT, registrando a quinta sessão negativa consecutiva. O contrato de janeiro atingiu o menor nível desde 22 de outubro, período em que as negociações comerciais entre Estados Unidos e China começaram a se intensificar.

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Entre os fatores que pressionam os preços estão a incerteza sobre o ritmo de compras chinesas e a expectativa de entrada de uma grande safra brasileira no mercado. Segundo a Bloomberg, a China garantiu 7 milhões de toneladas de soja dos EUA, ultrapassando metade do volume de 12 milhões de toneladas acordado com a administração Trump até fevereiro.

Além disso, a Sinograin, empresa estatal chinesa responsável pelas reservas estratégicas, e a Cofco, estatal de comércio, estão comprando soja enquanto a China leiloa volumes das reservas para abrir espaço para novas cargas.

Nas exportações norte-americanas, a temporada 2025/26 registrou 1,106 milhão de toneladas líquidas, e a temporada 2026/27 teve mais 10 mil toneladas. Exportadores privados também reportaram venda de 114 mil toneladas para destinos não divulgados, para entrega em 2025/26.

Os contratos de soja em grão para janeiro caíram 6 centavos de dólar (0,56%), a US$ 10,52 por bushel, enquanto março recuou 6,75 centavos (0,63%), cotado a US$ 10,62. No farelo, o vencimento de janeiro subiu 0,06% a US$ 298,40 por tonelada, e o óleo de soja caiu 0,84%, cotado a 48,11 centavos de dólar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

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