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Trigo vermelho tem alta nos estoques, enquanto trigo branco recua

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Já os estoques de trigo branco e trigo durum apresentaram retração, influenciados por maior demanda doméstica e avanço nas vendas externas.

Produção global sobe com destaque para Argentina e Rússia

No cenário internacional, o USDA também revisou para cima as projeções de produção e estoques globais de trigo. O crescimento foi liderado por safras maiores na Argentina e na Rússia, que compensaram reduções em outros países produtores.

Essa expansão reforça o quadro de excesso de oferta mundial, fator que mantém o mercado pressionado e os preços sob tendência de baixa.

Área semeada de trigo de inverno nos EUA fica abaixo da média histórica

Apesar da elevação dos estoques, os dados de campo mostram que a área semeada de trigo de inverno nos Estados Unidos permanece abaixo da média histórica e distante dos níveis observados em décadas anteriores — embora tenha ficado ligeiramente acima das expectativas do mercado.

Houve variações regionais significativas, com aumento em alguns estados e retração em outros, reflexo das condições climáticas e da competitividade com culturas como milho e soja, que continuam oferecendo margens de rentabilidade mais atrativas em várias regiões.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno vivo volta a subir após mais de um mês e sinaliza reação da demanda

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O mercado de suínos apresentou sinais de recuperação nos últimos dias, com avanço nas cotações do suíno vivo em importantes regiões produtoras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A alta marca a primeira valorização dos animais desde o período que antecedeu o Dia das Mães, em 10 de maio, refletindo uma melhora na demanda por parte da indústria frigorífica.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a procura por suínos para abate ganhou força especialmente nos estados da Região Sul, principal polo da suinocultura nacional. O aumento da movimentação no mercado levou frigoríficos a buscarem lotes adicionais de animais, favorecendo ajustes positivos nos preços pagos aos produtores.

Indústria amplia compras e sustenta recuperação dos preços

O movimento de valorização foi impulsionado pela maior atuação das indústrias no mercado disponível. Com a necessidade de reforçar as escalas de abate, frigoríficos ampliaram as compras de animais terminados, elevando a competitividade entre compradores e fortalecendo o poder de negociação dos produtores.

Analistas destacam que, após semanas de pressão sobre os preços do suíno vivo, o cenário atual representa uma mudança importante para o setor, que vinha enfrentando dificuldades para sustentar reajustes em meio à oferta equilibrada e ao consumo doméstico mais moderado.

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Carne suína ainda não acompanha alta do animal vivo

Apesar da recuperação observada no mercado de animais vivos, o mesmo movimento ainda não foi registrado nos preços da carne suína. Segundo o Cepea, as cotações da proteína seguem estáveis, indicando que a melhora na demanda industrial ainda não se refletiu integralmente no mercado atacadista.

Essa diferença entre os preços do suíno vivo e da carne pode reduzir temporariamente as margens da indústria, que busca repassar os custos ao longo da cadeia sem comprometer a competitividade do produto junto ao consumidor final.

Perspectivas para o setor

O desempenho das vendas no mercado interno e o ritmo das exportações continuarão sendo fatores decisivos para a sustentação dos preços nas próximas semanas. O setor acompanha também o comportamento dos custos de produção, especialmente os relacionados à alimentação animal, como milho e farelo de soja.

Caso a demanda permaneça aquecida e a indústria mantenha a necessidade de recompor estoques e escalas de abate, o mercado de suínos poderá consolidar uma trajetória de recuperação dos preços durante o segundo semestre.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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