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MPAC apura transporte de produtos da fauna silvestre sem licença ambiental

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Baixo Acre, instaurou dois procedimentos para investigar possíveis crimes ambientais relacionados ao transporte de produtos da fauna silvestre sem a devida autorização.

Um dos casos apurados é o envio, por serviço postal, de quatro produtos da fauna silvestre sem licença ambiental. O material teria sido enviado de uma propriedade na Estrada do Amapá, em Rio Branco, por um morador. A conduta pode configurar crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei Federal nº 9.605/1998). A Promotoria requisitou relatório de fiscalização para aprofundar as apurações e reunir provas que possam embasar eventual responsabilização.

O outro caso foi informado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e envolve a apreensão, no Centro de Distribuição dos Correios de Rio Branco, de uma encomenda contendo produtos de origem florestal, sem a devida licença ambiental.

O Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC foi acionado para emitir laudo e calcular o valor do dano ambiental, para subsidiar medidas administrativas e judiciais. A investigação também busca identificar os responsáveis e avaliar as providências cabíveis para reparação de eventual dano ao meio ambiente.

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Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC participa de reunião do CNPG e leva experiência regional aos debates nacionais do Ministério Público

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O procurador-geral de Justiça do Acre, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, e a ouvidora-geral do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, participaram nesta quarta-feira (10) da 5ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), realizada em Brasília.

O encontro reuniu representantes dos Ministérios Públicos estaduais e da União para discutir temas estratégicos relacionados ao fortalecimento institucional, ao aprimoramento da atuação ministerial e à construção de soluções conjuntas para desafios do sistema de Justiça brasileiro.

A pauta incluiu o panorama da aplicação da Resolução Conjunta CNMP-CNJ, assuntos ligados à atuação do Ministério Público, destinação de valores de Acordos de Não Persecução Penal (ANPP), políticas de proteção e assistência jurídica a vítimas em situação de vulnerabilidade, além de propostas legislativas e regulamentações nacionais.

Para Oswaldo D’Albuquerque, a participação do MPAC em fóruns nacionais representa uma oportunidade de inserir a realidade acreana nas discussões que orientam o Ministério Público brasileiro e, ao mesmo tempo, absorver experiências exitosas desenvolvidas em outras unidades da Federação.

“Esses espaços são fundamentais para que possamos compartilhar os desafios específicos do Acre e conhecer iniciativas que podem ser incorporadas para aprimorar nossa atuação. A troca de experiências fortalece a instituição e contribui para uma resposta mais eficiente às demandas da sociedade”, afirmou.

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O procurador-geral destacou que o intercâmbio entre os Ministérios Públicos contribui para o aperfeiçoamento de áreas essenciais, como a defesa dos direitos fundamentais, a proteção de crianças, adolescentes, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, o combate à corrupção, a defesa do patrimônio público, a proteção ambiental, a segurança pública e a promoção da cidadania.

“A atuação ministerial precisa acompanhar as transformações sociais e jurídicas. O diálogo permanente entre os MPs permite aperfeiçoar procedimentos, compartilhar soluções e fortalecer uma atuação cada vez mais resolutiva e próxima da população”, acrescentou.

A ouvidora-geral Kátia Rejane ressaltou a importância da presença da Ouvidoria nas discussões nacionais, especialmente pelo papel estratégico que exerce na aproximação entre o cidadão e o Ministério Público.

“A Ouvidoria é um canal essencial de participação social. Ao acompanhar debates como esses, conseguimos ampliar conhecimentos, conhecer boas práticas e aprimorar os mecanismos de escuta e atendimento ao cidadão”, afirmou.

Segundo Kátia Rejane, a integração nacional permite que experiências desenvolvidas em diferentes regiões contribuam para o fortalecimento das ações do MPAC.

“Cada Ministério Público tem suas particularidades e desafios. Quando compartilhamos caminhos e soluções, todos avançam. Esse diálogo permanente melhora a qualidade dos serviços prestados e fortalece a missão constitucional do Ministério Público”, declarou.

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O CNPG — Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União — funciona como espaço permanente de articulação entre os chefes dos Ministérios Públicos brasileiros, promovendo debates sobre temas jurídicos, administrativos e institucionais que impactam a atuação do Parquet em todo o país.

O encontro ocorreu no Escritório de Representação dos Ministérios Públicos em Brasília, espaço compartilhado por unidades do Ministério Público estadual criado para fortalecer a presença institucional dos MPs junto aos tribunais superiores, conselhos nacionais, Congresso Nacional e demais órgãos sediados na capital federal. A unidade está localizada no Edifício Via Esplanada, na região do Setor de Administração Federal Sul.

Texto: Chico Araújo
Fotos: Humberto Filho/CNPG

Fonte: Ministério Publico – AC

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