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MPAC consegue condenação de acusados por homicídio e ocultação de cadáver

Fato que impossibilitou a localização do corpo da vítima, tendo sido encontrados apenas os pertencentes como roupas e acessórios.

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Foto: Agência de Notícias do MPAC

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio da Promotoria de Justiça Cumulativa do Bujari, junto à Vara Única Criminal da Comarca de Bujari, obteve, nesta quinta-feira (20), a condenação dos réus Devanir Oliveira da Silva e Radameis Lima da Silva, pela prática de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e ocultação de cadáver.

Conforme a denúncia do MPAC, em meados de fevereiro de 2018, nas mediações da BR 364, ramal do Fumaça, zona rural do munícipio de Bujari, os denunciados assassinaram, com emprego de tortura, a vítima Esmael Brabosa Dantas e ocultaram o cadáver. Fato que impossibilitou a localização do corpo da vítima, tendo sido encontrados apenas os pertencentes como roupas e acessórios.

Os réus foram levados a julgamento perante o Tribunal Popular do Júri da Comarca de Bujari. Na ocasião, o MPAC representado pelo promotor de Justiça Antonio Alceste Callil de Castro, requereu a condenação dos réus nos termos da pronúncia.

Na decisão por maioria de votos, os réus Devanir Oliveira da Silva e Radameis Lima da Silva, foram condenados com pena definitiva de 17 anos e dois meses, e 13 anos de reclusão, respectivamente, em regime incialmente fechado.

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Diante da decisão, o MPAC, por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa do Bujari, já interpôs embargos de declaração com efeitos modificativos, para requerer o aumento da pena, em razão do reconhecimento das qualificadoras que não foram valoradas.

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MPAC participa de reunião do CNPG e leva experiência regional aos debates nacionais do Ministério Público

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O procurador-geral de Justiça do Acre, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, e a ouvidora-geral do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, participaram nesta quarta-feira (10) da 5ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), realizada em Brasília.

O encontro reuniu representantes dos Ministérios Públicos estaduais e da União para discutir temas estratégicos relacionados ao fortalecimento institucional, ao aprimoramento da atuação ministerial e à construção de soluções conjuntas para desafios do sistema de Justiça brasileiro.

A pauta incluiu o panorama da aplicação da Resolução Conjunta CNMP-CNJ, assuntos ligados à atuação do Ministério Público, destinação de valores de Acordos de Não Persecução Penal (ANPP), políticas de proteção e assistência jurídica a vítimas em situação de vulnerabilidade, além de propostas legislativas e regulamentações nacionais.

Para Oswaldo D’Albuquerque, a participação do MPAC em fóruns nacionais representa uma oportunidade de inserir a realidade acreana nas discussões que orientam o Ministério Público brasileiro e, ao mesmo tempo, absorver experiências exitosas desenvolvidas em outras unidades da Federação.

“Esses espaços são fundamentais para que possamos compartilhar os desafios específicos do Acre e conhecer iniciativas que podem ser incorporadas para aprimorar nossa atuação. A troca de experiências fortalece a instituição e contribui para uma resposta mais eficiente às demandas da sociedade”, afirmou.

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O procurador-geral destacou que o intercâmbio entre os Ministérios Públicos contribui para o aperfeiçoamento de áreas essenciais, como a defesa dos direitos fundamentais, a proteção de crianças, adolescentes, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, o combate à corrupção, a defesa do patrimônio público, a proteção ambiental, a segurança pública e a promoção da cidadania.

“A atuação ministerial precisa acompanhar as transformações sociais e jurídicas. O diálogo permanente entre os MPs permite aperfeiçoar procedimentos, compartilhar soluções e fortalecer uma atuação cada vez mais resolutiva e próxima da população”, acrescentou.

A ouvidora-geral Kátia Rejane ressaltou a importância da presença da Ouvidoria nas discussões nacionais, especialmente pelo papel estratégico que exerce na aproximação entre o cidadão e o Ministério Público.

“A Ouvidoria é um canal essencial de participação social. Ao acompanhar debates como esses, conseguimos ampliar conhecimentos, conhecer boas práticas e aprimorar os mecanismos de escuta e atendimento ao cidadão”, afirmou.

Segundo Kátia Rejane, a integração nacional permite que experiências desenvolvidas em diferentes regiões contribuam para o fortalecimento das ações do MPAC.

“Cada Ministério Público tem suas particularidades e desafios. Quando compartilhamos caminhos e soluções, todos avançam. Esse diálogo permanente melhora a qualidade dos serviços prestados e fortalece a missão constitucional do Ministério Público”, declarou.

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O CNPG — Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União — funciona como espaço permanente de articulação entre os chefes dos Ministérios Públicos brasileiros, promovendo debates sobre temas jurídicos, administrativos e institucionais que impactam a atuação do Parquet em todo o país.

O encontro ocorreu no Escritório de Representação dos Ministérios Públicos em Brasília, espaço compartilhado por unidades do Ministério Público estadual criado para fortalecer a presença institucional dos MPs junto aos tribunais superiores, conselhos nacionais, Congresso Nacional e demais órgãos sediados na capital federal. A unidade está localizada no Edifício Via Esplanada, na região do Setor de Administração Federal Sul.

Texto: Chico Araújo
Fotos: Humberto Filho/CNPG

Fonte: Ministério Publico – AC

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