RIO BRANCO
Search
Close this search box.

MP AC

MPAC e outras instituições discutem ações de enfrentamento à violência contra a mulher no futebol

Publicados

MP AC

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher e da 13ª Promotoria de Justiça Criminal, realizou, na manhã desta sexta-feira, 20, uma reunião por videoconferência com representantes da Federação de Futebol do Acre (FFAC), do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) e da Secretaria de Estado da Mulher do Acre (Semulher) para tratar de medidas de enfrentamento à violência contra a mulher e de ações de conscientização no ambiente esportivo.

A reunião foi conduzida pela promotora de Justiça Dulce Helena de Freitas Franco e contou com a participação do presidente da federação, Adem Araújo, da presidente do TCE-AC, Dulcinéa Benício de Araújo, da conselheira do TCE-AC, Naluh Gouveia, e da secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa.

Durante a reunião, as instituições deliberaram pela realização de ações conjuntas de conscientização, além do convite à rede de proteção, com início das atividades já nas próximas partidas do campeonato, utilizando os meios de comunicação e as transmissões dos jogos para a veiculação de mensagens institucionais de enfrentamento à violência contra a mulher.

A promotora de Justiça Dulce Helena destacou a necessidade de uma resposta institucional diante dos fatos recentes e do papel social do esporte. “O futebol é um espaço de formação social, frequentado por jovens, crianças e famílias. Exatamente por isso, ele não pode ser um espaço de naturalização de discursos que fragilizem a dignidade das mulheres”, disse.

Leia Também:  MPAC e Prefeitura de Rio Branco alinham ações para fortalecer rede de proteção à infância e adolescência

Ela ressaltou que a proposta é transformar o episódio recente em um marco de conscientização, destacando que a resposta das instituições deve ser imediata, pedagógica e orientada à reafirmação inequívoca dos valores constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade de gênero e do respeito às mulheres.

Ressaltou, ainda, a necessidade de que o futebol acreano promova desagravo público e formal diante de declarações de cunho discriminatório recentemente veiculadas no contexto esportivo, considerando a gravidade de seu conteúdo e o impacto social de manifestações dessa natureza.

Segundo a promotora, o ambiente esportivo, enquanto espaço de formação, convivência e influência social, deve adotar postura clara e responsável no enfrentamento a discursos que naturalizam ou relativizam a violência contra as mulheres, reafirmando o compromisso institucional com a prevenção do feminicídio e de todas as formas de violência de gênero.

O presidente da Federação de Futebol do Acre, Adem Araújo, destacou o compromisso da entidade com as ações preventivas. Ele afirmou que a federação já desenvolve iniciativas voltadas à conscientização e reforçou a adesão às propostas apresentadas. “Nós nos colocamos à disposição para fazer o máximo possível para conscientizar. Esses jogos são transmitidos para o Brasil e para o mundo, então esse é um canal muito importante para levar essa informação”, disse.

Leia Também:  Procuradora do MPAC fala sobre feminicídios e violência de gênero no 19º Fórum Brasileiro de Segurança Pública

A conselheira do TCE-AC, Naluh Gouveia, destacou a necessidade de fortalecimento de ações educativas no ambiente esportivo. “Nós precisamos, hoje, de letramento. Muitas falas e comportamentos que eram naturalizados no passado mostram o quanto fazem mal, e o esporte precisa enfrentar isso com formação e cursos”, afirmou.

A proposta apresentada durante a reunião inclui a realização de ações de letramento e formação voltadas a dirigentes, comissões técnicas, atletas e demais profissionais do futebol, com apoio da rede de proteção e das instituições participantes, como forma de prevenir a reprodução de discursos discriminatórios e de fortalecer a cultura de respeito às mulheres no ambiente esportivo.

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, por sua vez, destacou a necessidade de enfrentamento direto a discursos que desqualificam as vítimas. “Escutar uma fala que tenta responsabilizar as mulheres é algo que não pode ser naturalizado. Não podemos nos omitir. Vamos continuar dando suporte às vítimas e trabalhando em conjunto com a rede”, afirmou.

Fonte: Ministério Publico – AC

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MP AC

MPAC promove capacitação para fortalecer a gestão educacional na Regional do Alto Acre

Publicados

em

Por

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nos dias 7 e 8 de julho, em Brasileia, a Capacitação Regional para o Fortalecimento da Gestão Educacional. Promovida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa da Educação (Gaede) e pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (Caop Educação), a iniciativa reuniu prefeitos, secretários municipais, equipes técnicas e gestores públicos dos municípios da Regional do Alto Acre e de Capixaba.

A capacitação teve como objetivo fortalecer a atuação dos gestores municipais na formulação, execução e monitoramento das políticas públicas educacionais, promovendo a qualificação técnica em temas relacionados ao financiamento da educação, ao Censo Escolar, aos programas federais, ao planejamento educacional, à execução de recursos públicos e ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).

A iniciativa também buscou ampliar a articulação entre o Ministério Público e os municípios, contribuindo para o aperfeiçoamento da gestão educacional, a melhoria dos indicadores de ensino e a ampliação da captação de recursos destinados à educação.

Representando a Procuradoria-Geral de Justiça, o assessor de Relações Institucionais, procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes, destacou que a defesa da educação integra a missão constitucional do Ministério Público de garantir a efetivação dos direitos fundamentais.

“O Ministério Público cumpre também essa missão de ser o guardião dos direitos fundamentais. E um dos mais importantes direitos fundamentais é a educação. Como dizia Paulo Freire, a educação não transforma o mundo; a educação transforma as pessoas, e as pessoas transformam o mundo”, frisou.

Leia Também:  Porto Acre: MPAC participa de audiência extrajudicial sobre ações interinstitucionais

A corregedora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, ressaltou a importância da atuação preventiva da instituição e afirmou que investir na educação é a forma mais eficaz de assegurar direitos e promover transformações sociais.

“Temos que agir na prevenção. Precisamos evitar que os direitos e a dignidade das pessoas sejam violados. E a base dessa prevenção é a educação. Crianças e adolescentes são prioridade absoluta, conforme determina a Constituição, e isso passa por uma educação básica acessível e de qualidade. Esse é um passo muito importante, que pode fazer toda a diferença”, disse.

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação, promotor de Justiça Abelardo Townes, o desenvolvimento dos países está diretamente ligado ao investimento em educação, especialmente na primeira infância.

“Todos os países que alcançaram elevados níveis de desenvolvimento fizeram isso com base na educação. Quando passei a estudar essa realidade, percebi que os investimentos na primeira infância são determinantes para transformar a sociedade”, destacou.

Pelo MPAC, também participaram do evento o subprocurador-geral de Governança Institucional, promotor de Justiça Adenilson de Souza; o subcorregedor-geral do MPAC, procurador de Justiça Francisco Maia Guedes; o promotor corregedor Daisson Gomes Teles; o promotor de Justiça Leonardo Honorato Santos; opromotor de Justiça Luã Brito, que responde pela Promotoria de Justiça de Assis Brasil; e as promotoras de Justiça substitutas Renata Barbosa Ferreira e Caroline Caldas Correia.

Leia Também:  MPAC participa do "Dia D" da Operação Caminhos Seguros contra a exploração sexual infantil

A iniciativa contou ainda com a presença dos prefeitos de Assis Brasil, Brasileia, Xapuri demais municípios do Alto Acre, além de secretários municipais de Educação, secretários de Planejamento, procuradores municipais, representantes dos setores de licitação, servidores responsáveis pelo preenchimento do Censo Escolar e demais equipes técnicas das secretarias municipais de Educação.

Texto: Marcelina Freire
Fotos: Tiago Teles
Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA