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Tarauacá: MPAC converte investigação em inquérito civil para aprofundar investigações sobre possível fraude em licitação

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por intermédio da Promotoria de Justiça Cível de Tarauacá, converteu um procedimento em inquérito civil para aprofundar a investigação sobre possível fraude em licitação de barcos na Câmara Municipal.

O promotor de Justiça Lucas Bruno Iwakami destacou que a recusa, o retardamento ou a omissão no fornecimento de dados técnicos indispensáveis à investigação, quando requisitados pelo Ministério Público, pode caracterizar o crime previsto no artigo 10 da Lei nº 7.347/1985, que trata da Lei da Ação Civil Pública. A norma estabelece pena de reclusão de um a três anos e multa para quem deixar de prestar as informações necessárias à instrução de procedimentos destinados à defesa do patrimônio público e de interesses coletivos.

A decisão foi tomada no âmbito do Procedimento Preparatório nº 06.2025.00000447-9, instaurado para apurar suspeitas de irregularidades envolvendo o ex-presidente da Câmara, Francisco Batista.
Segundo os elementos reunidos até o momento, há indícios de que o ex-dirigente do Legislativo municipal teria utilizado uma empresa de fachada, conhecida como “empresa laranja”, para participar de processo licitatório destinado à aquisição de embarcações, o que, em tese, pode configurar violação aos princípios da administração pública e eventual dano ao erário.

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No despacho de conversão, o promotor destaca que o Ministério Público possui atribuição constitucional para defender o patrimônio público, a ordem jurídica e os interesses sociais, podendo instaurar inquéritos civis e promover ações civis públicas sempre que houver indícios de irregularidades. A medida, conforme o documento, busca ampliar a coleta de provas e permitir a realização de diligências necessárias à completa elucidação dos fatos.

Como primeira providência, Lucas Iwakami determinou a reiteração de ofício ao atual presidente da Câmara Municipal, Francisco Rangeles da Silva Viana, exigindo resposta no prazo improrrogável de dez dias.

O despacho também determina a publicação da decisão no Diário Oficial do Ministério Público do Acre, assegurando publicidade ao ato e formalizando a conversão do procedimento preparatório em inquérito civil (etapa investigativa mais ampla que permite ao órgão ministerial requisitar documentos, realizar perícias e adotar outras medidas necessárias à instrução do caso).

Com o avanço das diligências e o eventual recebimento das informações requisitadas, o procedimento retornará para nova análise do Ministério Público, que poderá decidir pela propositura de ação civil pública, pelo arquivamento do caso ou pela adoção de outras medidas legais cabíveis, a depender das provas reunidas ao longo da investigação.

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Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC participa de reunião do CNPG e leva experiência regional aos debates nacionais do Ministério Público

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O procurador-geral de Justiça do Acre, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, e a ouvidora-geral do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, participaram nesta quarta-feira (10) da 5ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), realizada em Brasília.

O encontro reuniu representantes dos Ministérios Públicos estaduais e da União para discutir temas estratégicos relacionados ao fortalecimento institucional, ao aprimoramento da atuação ministerial e à construção de soluções conjuntas para desafios do sistema de Justiça brasileiro.

A pauta incluiu o panorama da aplicação da Resolução Conjunta CNMP-CNJ, assuntos ligados à atuação do Ministério Público, destinação de valores de Acordos de Não Persecução Penal (ANPP), políticas de proteção e assistência jurídica a vítimas em situação de vulnerabilidade, além de propostas legislativas e regulamentações nacionais.

Para Oswaldo D’Albuquerque, a participação do MPAC em fóruns nacionais representa uma oportunidade de inserir a realidade acreana nas discussões que orientam o Ministério Público brasileiro e, ao mesmo tempo, absorver experiências exitosas desenvolvidas em outras unidades da Federação.

“Esses espaços são fundamentais para que possamos compartilhar os desafios específicos do Acre e conhecer iniciativas que podem ser incorporadas para aprimorar nossa atuação. A troca de experiências fortalece a instituição e contribui para uma resposta mais eficiente às demandas da sociedade”, afirmou.

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O procurador-geral destacou que o intercâmbio entre os Ministérios Públicos contribui para o aperfeiçoamento de áreas essenciais, como a defesa dos direitos fundamentais, a proteção de crianças, adolescentes, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, o combate à corrupção, a defesa do patrimônio público, a proteção ambiental, a segurança pública e a promoção da cidadania.

“A atuação ministerial precisa acompanhar as transformações sociais e jurídicas. O diálogo permanente entre os MPs permite aperfeiçoar procedimentos, compartilhar soluções e fortalecer uma atuação cada vez mais resolutiva e próxima da população”, acrescentou.

A ouvidora-geral Kátia Rejane ressaltou a importância da presença da Ouvidoria nas discussões nacionais, especialmente pelo papel estratégico que exerce na aproximação entre o cidadão e o Ministério Público.

“A Ouvidoria é um canal essencial de participação social. Ao acompanhar debates como esses, conseguimos ampliar conhecimentos, conhecer boas práticas e aprimorar os mecanismos de escuta e atendimento ao cidadão”, afirmou.

Segundo Kátia Rejane, a integração nacional permite que experiências desenvolvidas em diferentes regiões contribuam para o fortalecimento das ações do MPAC.

“Cada Ministério Público tem suas particularidades e desafios. Quando compartilhamos caminhos e soluções, todos avançam. Esse diálogo permanente melhora a qualidade dos serviços prestados e fortalece a missão constitucional do Ministério Público”, declarou.

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O CNPG — Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União — funciona como espaço permanente de articulação entre os chefes dos Ministérios Públicos brasileiros, promovendo debates sobre temas jurídicos, administrativos e institucionais que impactam a atuação do Parquet em todo o país.

O encontro ocorreu no Escritório de Representação dos Ministérios Públicos em Brasília, espaço compartilhado por unidades do Ministério Público estadual criado para fortalecer a presença institucional dos MPs junto aos tribunais superiores, conselhos nacionais, Congresso Nacional e demais órgãos sediados na capital federal. A unidade está localizada no Edifício Via Esplanada, na região do Setor de Administração Federal Sul.

Texto: Chico Araújo
Fotos: Humberto Filho/CNPG

Fonte: Ministério Publico – AC

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