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Cleitinho critica gasto com COP e rejeita indenização a famílias de mortos pela polícia

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Em discurso no Plenário do Senado nesta quarta-feira (5), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) criticou os gastos públicos com a Conferência do Clima da ONU, a COP 30, que começa em Belém (PA) na próxima semana. O parlamentar também condenou a possibilidade de pagamento de indenizações a familiares de pessoas mortas em operações policiais no Rio de Janeiro. Para Cleitinho, os recursos públicos deveriam ser usados em demandas sociais urgentes, como o saneamento básico, e não neste tipo de ação.

— Estão gastando quase R$ 6 bilhões com essa COP 30. Sabe quantos milhões de brasileiros não têm saneamento básico? São 49 milhões. E sabe qual é o investimento em saneamento hoje? R$ 300 milhões. Por isso é que eu não vou me calar aqui. Cabe a nós fiscalizar esses R$ 6 bilhões, fiscalizar centavo por centavo. E é isso que nós temos que fazer aqui: encaminhar tudo para o TCU [Tribunal de Contas da União] — declarou.

O senador também rebateu a suposta intenção do Ministério dos Direitos Humanos de indenizar famílias de mortos em confrontos com a polícia. Segundo ele, os mais de cem mortos na operação eram bandidos, e não vítimas da sociedade. Se o governo for indenizar alguma família, que seja as das vítimas da criminalidade, disse Cleitinho, que leu notícias de mortes em crimes por todo o Brasil. 

— No Espírito Santo, traficantes ligados ao CV mataram uma menina de 6 anos após confundirem carro da família com veículo de rivais. Eu faço uma pergunta: a família dessa menina de 6 anos também será indenizada ou vão ser só as famílias dos traficantes, só dos vagabundos, só dos bandidos, dos criminosos? Ou [também] as vítimas, as verdadeiras vítimas aqui, que eu acabei de mostrar para vocês — cobrou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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Congresso Nacional celebra 118 anos da imigração japonesa

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A imigração japonesa ajudou a transformar o Brasil e consolidou uma relação entre os dois países marcada pela cooperação, pelo respeito mútuo e pela convivência pacífica entre os povos.

Essa foi a principal mensagem das manifestações feitas no Congresso Nacional durante a sessão solene em homenagem aos 118 anos da imigração japonesa no Brasil, que aconteceu nesta quarta-feira (17).

A cerimônia foi uma iniciativa do senador Esperidião Amin (PP-SC) e do deputado federal Luiz Nishimori (PSD-PR), que a solicitaram por meio de um requerimento: REQ 3/2026 – Mesa.

Nesse documento, os parlamentares destacam que o Brasil abriga cerca de 2 milhões de descendentes de japoneses — a maior comunidade nipodescendente fora do Japão — e que mais 170 mil brasileiros vivem no país asiático, o que “fortalece ainda mais os laços humanos” entre as duas nações.

Contribuições recíprocas

Presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Japão do Senado, Esperidião Amin afirmou que a história construída entre os dois países ultrapassa a dimensão econômica e se baseia em valores compartilhados. 

— Comemorar os 118 anos de imigração japonesa é, portanto, celebrar valores universais de fraternidade, paz e progresso comum. Que nós possamos continuar cultivando os valores que unem brasileiros e japoneses: a amizade, a solidariedade, a busca pelo conhecimento e o respeito às tradições. 

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O senador destacou ainda a integração da comunidade nipo-brasileira à sociedade brasileira, e lembrou que a relação entre os dois países foi forjada em “mão dupla”, com contribuições recíprocas para o desenvolvimento do Brasil e do Japão. 

Exemplo de convivência

Vice-presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Japão do Senado, Damares Alves (Republicanos-DF) relatou experiências pessoais vinculadas à cultura japonesa e ressaltou que a relação entre os dois países é um exemplo de convivência pacífica.

— O Brasil ama o Japão. Está para além de relações comerciais; é uma relação de respeito, de carinho. Descobri que somos nações irmãs: nós nos amamos, nós nos respeitamos, nós temos cooperação — declarou ela.

Para a senadora, a história compartilhada entre brasileiros e japoneses demonstra que povos de culturas diferentes podem manter relações duradouras baseadas no respeito e na solidariedade. 

Legado no Brasil 

Já a senadora Leila Barros (PDT-DF), ao lembrar de sua ascendência japonesa, enfatizou a contribuição da comunidade nipônica para a agricultura, a cultura, o esporte e a formação da identidade brasileira.

— Celebrar os 118 anos da imigração japonesa no Brasil é, antes de tudo, celebrar a própria formação da identidade nacional brasileira, que se fez mais rica, mais forte e mais plural com a chegada dos primeiros imigrantes japoneses, em 1908 — disse. 

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Leila também apontou o papel dos pioneiros japoneses no desenvolvimento agrícola do Distrito Federal e a presença da cultura japonesa no cotidiano dos brasileiros.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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