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Antonia Sales cobra fortalecimento da saúde em Feijó e defende regulação direta de pacientes para Rio Branco

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Durante o pequeno expediente da sessão desta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a deputada Antonia Sales (MDB), voltou a chamar atenção para a situação da saúde pública no interior do estado e defendeu a ampliação da estrutura hospitalar no município de Feijó.

Em pronunciamento na tribuna, a parlamentar relatou que esteve na última sexta-feira no município, acompanhado do deputado Adailton Cruz, para acompanhar a entrega da primeira etapa da reforma do hospital local. Segundo ela, a obra representa uma demanda histórica da população.

“Era um grito do povo de Feijó há 46 anos, pedindo a reforma daquela unidade”, afirmou.

A emedebista destacou que a revitalização começou ainda na gestão do ex-governador Gladson Cameli e teve a entrega da primeira etapa realizada pela atual administração estadual. A deputada também reconheceu o empenho das equipes envolvidas na obra.

“Os trabalhadores se uniram num só pensamento, trabalhando dia e noite para poder entregar essa referida unidade e inaugurar o primeiro bloco”, declarou.

Apesar de reconhecer o avanço, a parlamentar ressaltou que ainda há reivindicações importantes da população. Entre elas, a implantação de um centro cirúrgico, previsto para a segunda etapa da reforma, considerado essencial para ampliar a capacidade de atendimento do hospital.

Ao tratar da assistência regional, Antonia Sales criticou o atual modelo de regulação que encaminha pacientes de Feijó para Cruzeiro do Sul. Segundo ela, a distância e a falta de apoio familiar no município de destino agravam o sofrimento de pacientes e acompanhantes.

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“Feijó não tem nada a ver de ir para Cruzeiro do Sul tratar os seus pacientes. O povo sofre porque os parentes desses pacientes que são enviados para Cruzeiro do Sul não têm um familiar, não têm conhecidos, e ficam num desespero total”, disse.

A deputada relatou ainda que frequentemente é procurada por moradores em busca de ajuda para acompanhar casos de transferência hospitalar. De acordo com ela, muitas famílias enfrentam dificuldades financeiras, emocionais e logísticas, sobretudo em situações envolvendo crianças, idosos e pacientes em estado grave.

Durante a fala, a deputada defendeu que Feijó passe a ter papel de referência regional no atendimento de saúde, atendendo também moradores de Tarauacá e Jordão. Na avaliação dela, casos de maior complexidade deveriam ser regulados diretamente para Rio Branco, onde há maior estrutura especializada.

“Quando um paciente precisa de melhores cuidados especializados, ele precisa vir diretamente para Rio Branco, e não para Cruzeiro do Sul, na contramão”, defendeu.

Sales também relatou o caso de um paciente de Feijó que, após ser transferido para Cruzeiro do Sul, retornou ao município sem melhora clínica e acabou falecendo. Para ela, o episódio demonstra a necessidade de revisão dos fluxos de encaminhamento.

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“Mandaram exatamente na contramão e ele chegou a falecer por falta de pressa no tratamento”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a crítica ao chamado tratamento paliativo. A deputada disse ter questionado o significado do termo durante visita à unidade hospitalar e manifestou preocupação com situações em que pacientes deixam de ser encaminhados para centros com maior capacidade de atendimento.

“Quem sabe que não tem jeito? Você aceitaria que alguém lhe dissesse que não tem jeito e que é só dar remédio até morrer? Não. Você tem esperança de que, indo para outro lugar, para um centro mais avançado, possa salvar o seu paciente”, declarou.

Ao encerrar o pronunciamento, Antonia Sales reforçou o apelo pela conclusão integral da reforma do hospital de Feijó, pela implantação de especialistas e pela revisão da política de regulação estadual.

“É isso que nós queremos em Feijó: um hospital com médicos especialistas e que, quando o paciente precisar de cuidados mais complexos, venha diretamente para Rio Branco”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Manoel Moraes chama atenção para circulação de informações durante período eleitoral

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Durante sessão na Aleac, deputado afirmou que eleitores devem analisar informações e destacou que as atividades dos Poderes continuam após o pleito

Em pronunciamento na sessão desta terça-feira (22), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Manoel Moraes (União Progressista), líder do governo, abordou a proximidade das eleições e fez considerações sobre a circulação de informações durante o período eleitoral.

Ao comentar a chegada do dia 4 de outubro, o parlamentar afirmou que o período eleitoral costuma ser marcado por uma intensificação de manifestações e debates públicos. Segundo ele, é necessário que os eleitores avaliem as informações antes de formar suas opiniões.

“Tem muito eleitor falando um monte de coisa, falando um monte de besteira aí. E tanta gente falando besteira aqui no Acre. Eu só fico triste de saber”, declarou.

Manoel Moraes também afirmou que, independentemente do resultado das eleições, as instituições e os agentes públicos continuarão exercendo suas atividades. “Depois do dia 4, a vida continua. Nós vamos continuar trabalhando, os deputados, o Judiciário, o governo, todo mundo trabalhando”, disse.

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O deputado progressista criticou ainda a disseminação de informações que, segundo sua avaliação, seriam falsas ou produzidas de forma deliberada no ambiente digital. Ao tratar do assunto, fez referência às chamadas “milícias digitais” e defendeu a responsabilização de quem utilizar ferramentas digitais para disseminar conteúdos que possam configurar irregularidades.

Ainda em seu pronunciamento, Moraes também se dirigiu ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fazendo um alerta sobre a necessidade de verificar a procedência das informações utilizadas nos debates políticos.

“Então, amigo Edvaldo, tome cuidado com essas informações. Não busque informações como certas coisas que não são certas, coisas que são criadas e fabricadas lá no meio das milícias digitais que nós temos aqui no Acre e no Brasil”, afirmou.

O parlamentar reforçou a importância da análise dos fatos pelos eleitores e declarou que o período eleitoral não representa o encerramento das atividades institucionais. “E o mundo não vai se acabar dia 4 não”, concluiu.

No grande expediente, o deputado disse que as dificuldades relacionadas ao transporte e à alimentação escolar, precisam ser analisadas considerando as condições de infraestrutura do Estado. Segundo ele, a rede atende cerca de 600 escolas e mais de 100 mil estudantes, incluindo localidades de difícil acesso, o que, em sua avaliação, torna complexa a manutenção do transporte terrestre e fluvial.

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O parlamentar também mencionou dificuldades no abastecimento de alimentos e defendeu que os problemas sejam discutidos e solucionados de forma conjunta. “Estamos para discutir o transporte escolar, estamos para discutir a merenda. Agora, dizer que em qualquer município do Acre saia às 9 horas para comprar carne, vê se você acha carne para comprar proteína. Então nós temos que ter cuidado com o que fala. Às vezes não é por uma administração. É muita gente, é um Estado pobre, é um Estado difícil, é muita chuva”, afirmou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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