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Durante sessão solene, Edvaldo Magalhães defende autonomia da Defensoria Pública e repudia ataques à instituição

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Durante a sessão solene realizada nesta quinta-feira (21), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), em homenagem aos defensores públicos do Estado, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), fez um discurso em defesa da Defensoria Pública e criticou os questionamentos levantados contra o projeto que trata da adequação institucional da categoria. A solenidade foi proposta pelo deputado Pedro Longo (MDB).

Em sua fala, o deputado afirmou que fez questão de participar da sessão para “dar um abraço” na instituição e destacou a importância do trabalho desempenhado pelos defensores públicos no acolhimento das pessoas mais vulneráveis da sociedade. “O trabalho da Defensoria Pública não é para qualquer um. Vocês escolheram a missão mais difícil, mais espinhosa, mais desafiadora dentro do Direito. Quem permanece nessa instituição é porque tem vocação”, afirmou.

O parlamentar também saiu em defesa da autonomia da Defensoria Pública e criticou as recentes manifestações que, segundo ele, tentam criar um conflito institucional em torno da proposta de adequação da categoria. Para Edvaldo, as críticas são injustas e desconsideram o papel constitucional da instituição. “Vocês estão sendo vítimas de uma injustiça profunda sem terem cometido qualquer ato desabonador. A autonomia da Defensoria foi uma grande conquista e ela precisa ser defendida todos os dias”, declarou.

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Ele relembrou que projetos semelhantes envolvendo outras instituições autônomas do Estado, como Tribunal de Justiça, Ministério Público e Tribunal de Contas, também passaram pela Aleac e foram aprovados pelos deputados por serem considerados “justos, adequados e necessários”. “Não me venham com birra, com milindre e disputa mesquinha entre instituições. Quando chegou projeto do Tribunal de Justiça, aprovamos. Quando veio do Ministério Público, aprovamos. E vamos aprovar também o da Defensoria Pública porque é justo”, ressaltou.

Edvaldo Magalhães também explicou que, após tramitação nas comissões da Assembleia e aprovação unânime dos parlamentares, a matéria deixa de pertencer exclusivamente à instituição autora e passa a ser oficialmente um projeto da Casa Legislativa. “Depois que passa pelas comissões e é aprovada, ela deixa de ser apenas uma iniciativa da Defensoria e passa a ser uma matéria da Assembleia. Tenho certeza de que será votada e aprovada pelo plenário para fazer justiça com a nossa Defensoria Pública”.

Ao encerrar sua fala, o deputado pediu desculpas por tratar de temas políticos em uma sessão solene, mas justificou que considerava necessário se posicionar diante do que classificou como tentativa de enfraquecimento institucional. “Quando algo muito ruim está sendo construído, a gente precisa evitar que aconteça. Por isso, essa solenidade ganha também um gosto de luta, de unidade e de combatividade”, concluiu.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: João Henrique

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Aleac inova e aprova jornada especial de trabalho para servidores com deficiência

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) aprovou a Lei nº 4.820, que institui o novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da casa e representa um marco histórico para a inclusão no serviço público estadual. De forma pioneira, a nova legislação garante o direito à jornada de trabalho especial diretamente ao servidor com deficiência (PCD), um avanço significativo em relação às normas anteriores.

Até então, a legislação estadual, como as Leis nº 3.351/2017 e nº 3.406/2018, concedia o benefício do horário especial apenas a servidores que fossem pais, mães ou responsáveis legais por pessoas com deficiência. A nova lei, aprovada sob a gestão do presidente da ALEAC, deputado Nicolau Júnior, amplia esse direito, assegurando que o próprio servidor com deficiência possa ter sua jornada reduzida.

O texto da nova lei é claro ao estabelecer o benefício. O § 3º do dispositivo legal afirma: “Será concedido horário especial ao servidor com deficiência ou com necessidade de saúde permanente devidamente comprovada por junta médica oficial, com redução de duas horas diárias na jornada de trabalho, independentemente de compensação de horário”.

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Além de beneficiar diretamente o servidor PCD, a lei também estende o direito àqueles que cuidam de seus familiares, conforme o § 4º: “O disposto no § 3º aplica-se igualmente ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência ou necessidade de saúde permanente, desde que comprovada a necessidade de acompanhamento pelo servidor, mediante avaliação de junta médica oficial”.

A medida é vista como uma das principais conquistas do novo PCCR e posiciona o Legislativo acreano como vanguarda na promoção de políticas de inclusão e valorização de seus quadros.

Para o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP), a aprovação da lei reflete o compromisso do parlamento com a equidade e o respeito. “A aprovação deste projeto é um reflexo do compromisso da Assembleia Legislativa com a justiça social e a inclusão. Mais do que um ajuste na lei, é um ato de reconhecimento e valorização do servidor com deficiência, garantindo-lhe dignidade e melhores condições de trabalho. O parlamento acreano demonstra, mais uma vez, que está atento às necessidades de todos e na vanguarda da modernização das relações de trabalho no serviço público”, declarou.

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A aprovação da Lei nº 4.820 reforça o caráter institucional da medida, focada no fortalecimento do serviço público e na garantia de direitos, representando um legado de avanço social e administrativo para o Estado do Acre.

Texto: Andressa Oliveira

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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