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Michelle Melo propõe programa de repatriamento de acreanos e pede apoio da Aleac para famílias em situação de vulnerabilidade

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Durante o pequeno expediente da sessão desta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a deputada Michelle Melo (União Brasil), apresentou um projeto de lei que propõe a criação de um programa estadual de assistência para o traslado de acreanos que falecerem fora do estado.

Ao iniciar o pronunciamento, a parlamentar destacou que a proposta nasce de uma demanda social silenciosa, mas que afeta diretamente famílias em momentos de dor e fragilidade.

“Hoje, quando um familiar, quando um acreano morre fora do estado do Acre, ele não tem auxílio para trazer o seu familiar de volta para ser enterrado nas nossas terras”, afirmou.

Segundo ela, a ausência de uma política pública específica faz com que parentes recorram a campanhas solidárias, vaquinhas e pedidos de ajuda emergenciais para conseguir custear o retorno do corpo ao Acre.

“Pode parecer muito pequeno, mas de fato aquela família que não tem condições muitas vezes precisa deixar seus familiares onde eles morreram, porque não há nada estabelecido para trazê-los de volta”, disse.

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A deputada explicou que o projeto foi apresentado após acompanhar o apelo de uma mãe cuja filha faleceu em Santa Catarina. O caso, segundo ela, evidenciou a necessidade de um mecanismo permanente de apoio institucional às famílias vulneráveis.

“Esse projeto visa permitir que o Estado do Acre crie um programa para ajudar essas famílias vulneráveis a trazer seus entes queridos de volta para o nosso estado”, declarou.

Ainda de acordo com a parlamentar, a proposta busca assegurar que acreanos que perderam a vida fora do estado possam retornar às suas origens e ser sepultados ao lado de suas famílias.

“É um projeto de repatriamento dos acreanos, para que eles possam voltar para as suas raízes, descansar em paz ao lado das suas famílias. É trazer dignidade, é trazer possibilidade”, ressaltou.

Michelle Melo também chamou atenção para o impacto financeiro enfrentado pelas famílias. Segundo ela, o custo para trazer um corpo de outro estado até o Acre pode ultrapassar R$ 15 mil, valor que se torna inviável para grande parte da população.

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“Hoje, para trazer um corpo de fora para o Acre para ser enterrado custa mais de R$ 15 mil. É muito dinheiro, principalmente para quem tem pouco”, afirmou.

Durante o discurso, a deputada lembrou ainda que muitos acreanos deixaram o estado nos últimos anos em busca de trabalho e oportunidades em outras regiões do país. Para ela, mesmo construindo suas trajetórias fora do Acre, permanece legítimo o desejo das famílias de que seus entes queridos possam retornar à terra natal para o descanso final.

Ao encerrar a fala, Michelle Melo pediu apoio dos parlamentares para dar celeridade à tramitação da proposta na Assembleia Legislativa do Acre.

“Peço aqui encarecidamente que os deputados me ajudem a dar urgência na aprovação desse projeto de lei, para que a gente possa garantir que o Estado tenha como fazer um programa de assistência e repatriar os nossos acreanos que estão fora”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac 

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Tanízio Sá presta contas de agenda em Santa Rosa do Purus, destaca debate sobre estrada e cobra avanço em projeto de translado

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Na sessão desta terça-feira (5), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Tanízio Sá (MDB), apresentou um balanço da agenda institucional realizada no município de Santa Rosa do Purus, onde representou a Mesa Diretora da Casa durante as festividades locais e participou de reuniões com autoridades estaduais, municipais e lideranças indígenas.

Ao iniciar o pronunciamento, o parlamentar destacou que permaneceu vários dias no município e aproveitou a visita para dialogar com representantes de diferentes setores da administração pública e da sociedade civil.

“Passei vários dias lá naquela cidade e reunimos com órgãos do Estado, municipais, secretários, prefeitos, vereadores e lideranças indígenas”, afirmou.

Entre os principais temas debatidos durante a agenda, o emedebista ressaltou a discussão sobre a estrada de acesso a Santa Rosa do Purus, considerada uma das principais reivindicações da população local. Segundo ele, uma nova etapa do debate está marcada para o próximo dia 20 de maio, quando será realizada audiência pública em uma aldeia da região com a participação de órgãos federais e ambientais.

“No dia 20 de maio vai ter a última audiência pública que vai ser feita na aldeia, com o Ministério Público Federal, com o Ibama e todos os órgãos de controle do meio ambiente”, informou.

O deputado disse ter percebido um sentimento de expectativa positiva entre os moradores do município. “Eu senti a esperança daquele povo lá”, declarou.

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Durante o relato, Sá também mencionou a presença de outras autoridades que participaram da programação e destacaram investimentos destinados ao município. Segundo ele, a visita permitiu acompanhar de perto as demandas locais e reforçar o diálogo institucional em torno de melhorias para a região.

O parlamentar chamou atenção ainda para as dificuldades logísticas enfrentadas pela população de Santa Rosa do Purus, uma das cidades mais isoladas do estado. Ao detalhar as condições de deslocamento, destacou o longo tempo de viagem por via fluvial e os custos elevados do combustível. “Não é fácil chegar lá. São 12 horas de voadeira”, relatou.

“Lá um litro de gasolina hoje é R$ 10. Então a dificuldade que o povo tem naquele município é muito grande, mas é um povo muito esperançoso”, acrescentou.

Diante desse cenário, Tanízio Sá pediu união dos parlamentares em torno das pautas estruturantes do município.

“Peço aqui a união de todos nesse projeto, nesse apoio, nessa causa dos brasileiros que moram ali”, afirmou.

Durante o discurso, o deputado também comentou a proposta de apoio ao translado de acreanos falecidos fora do estado, tema abordado anteriormente pela deputada Michelle Melo (PDT). Tanízio Sá informou que já apresentou matéria semelhante na Casa em 2023 e lembrou que a iniciativa foi aprovada pelos parlamentares.

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“Tem um projeto de indicação de autoria nossa, de 2023, sobre a questão do translado, que foi aprovado por esta Casa e publicado”, destacou.

Segundo ele, a proposta ainda aguarda encaminhamento do Poder Executivo para que possa avançar na forma legal adequada, já que envolve criação de despesa pública. “Até hoje venho pedindo uma resposta. É um projeto importante, porque toda hora a gente vê nas redes sociais pedidos para trazer gente querida do nosso Estado”, disse.

Ao defender a continuidade da proposta, o parlamentar pediu sensibilidade do governo estadual para que a matéria possa retornar ao Legislativo.

“Peço ao governo estadual que se sensibilize e encaminhe esse projeto para cá”, declarou.

Na parte final do pronunciamento, Tanízio Sá também fez referência à agenda institucional realizada no município de Cruzeiro do Sul, onde acompanhou atividades públicas e encontros com lideranças locais. O deputado ressaltou o ambiente de mobilização política e o contato com autoridades e representantes da população.

Ao encerrar, o parlamentar reforçou a importância de manter presença ativa nos municípios do interior e acompanhar de perto as demandas das comunidades mais distantes do estado, especialmente aquelas que enfrentam maiores desafios de acesso, infraestrutura e serviços públicos.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac 

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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