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Edvaldo Magalhães denuncia omissão da Secretaria de Educação após interdição de escola histórica em Cruzeiro do Sul

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Na sessão desta quarta-feira (24), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB),  criticou duramente a omissão da Secretaria de Educação diante da interdição do Grupo Escolar Comandante Brás de Aguiar, em Cruzeiro do Sul. A unidade, que atende 370 alunos, foi fechada por decisão da Vara da Infância e da Juventude após laudos técnicos apontarem graves problemas estruturais e de segurança.

O oposicionista destacou que os grupos escolares representam parte importante da história e da memória das cidades acreanas, sendo referência para gerações. Ele lembrou que, em gestões anteriores, esses espaços foram revitalizados por dialogarem com a identidade cultural e arquitetônica das comunidades.

“O Brás de Aguiar é uma escola tradicional, localizada no centro de Cruzeiro do Sul, ao lado da antiga sede da prefeitura. Foi preciso que a direção recorresse ao Ministério Público para denunciar os riscos que os alunos enfrentavam, porque a Secretaria de Educação ignorou todos os pedidos de reforma. Isso é o retrato do descaso”, afirmou.

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De acordo com a decisão judicial, a escola apresenta fissuras nas paredes, afundamento de piso, queda parcial do forro da cozinha, erosão do solo da fundação, infiltrações, além da ausência de certificado do Corpo de Bombeiros e falhas graves no sistema de segurança contra incêndio. A Justiça determinou a evacuação imediata do prédio, a realocação dos estudantes em até 10 dias e obras emergenciais no prazo de 30 dias.

Para o deputado, o caso demonstra que os problemas da educação pública não se limitam a áreas isoladas da zona rural, mas atingem inclusive escolas centrais e históricas.

“Muitos da base do governo tentam dizer que problemas estruturais são pontuais, em regiões distantes. Mas aqui estamos falando de uma escola no coração de Cruzeiro do Sul, que completa aniversário agora no dia 28 de setembro, interditada por falta de ação do governo. Isso escancara a omissão da Secretaria de Educação”, denunciou.

Magalhães reforçou ainda o apelo à Comissão de Educação da Aleac, presidida pelo deputado Gilberto Lira (União Brasil), para cobrar providências imediatas, de modo a garantir condições dignas de estudo para os alunos e preservar o patrimônio histórico educacional do estado.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale 

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Aleac inova e aprova jornada especial de trabalho para servidores com deficiência

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A Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) aprovou a Lei nº 4.820, que institui o novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores da casa e representa um marco histórico para a inclusão no serviço público estadual. De forma pioneira, a nova legislação garante o direito à jornada de trabalho especial diretamente ao servidor com deficiência (PCD), um avanço significativo em relação às normas anteriores.

Até então, a legislação estadual, como as Leis nº 3.351/2017 e nº 3.406/2018, concedia o benefício do horário especial apenas a servidores que fossem pais, mães ou responsáveis legais por pessoas com deficiência. A nova lei, aprovada sob a gestão do presidente da ALEAC, deputado Nicolau Júnior, amplia esse direito, assegurando que o próprio servidor com deficiência possa ter sua jornada reduzida.

O texto da nova lei é claro ao estabelecer o benefício. O § 3º do dispositivo legal afirma: “Será concedido horário especial ao servidor com deficiência ou com necessidade de saúde permanente devidamente comprovada por junta médica oficial, com redução de duas horas diárias na jornada de trabalho, independentemente de compensação de horário”.

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Além de beneficiar diretamente o servidor PCD, a lei também estende o direito àqueles que cuidam de seus familiares, conforme o § 4º: “O disposto no § 3º aplica-se igualmente ao servidor que tenha cônjuge, filho ou dependente com deficiência ou necessidade de saúde permanente, desde que comprovada a necessidade de acompanhamento pelo servidor, mediante avaliação de junta médica oficial”.

A medida é vista como uma das principais conquistas do novo PCCR e posiciona o Legislativo acreano como vanguarda na promoção de políticas de inclusão e valorização de seus quadros.

Para o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior (PP), a aprovação da lei reflete o compromisso do parlamento com a equidade e o respeito. “A aprovação deste projeto é um reflexo do compromisso da Assembleia Legislativa com a justiça social e a inclusão. Mais do que um ajuste na lei, é um ato de reconhecimento e valorização do servidor com deficiência, garantindo-lhe dignidade e melhores condições de trabalho. O parlamento acreano demonstra, mais uma vez, que está atento às necessidades de todos e na vanguarda da modernização das relações de trabalho no serviço público”, declarou.

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A aprovação da Lei nº 4.820 reforça o caráter institucional da medida, focada no fortalecimento do serviço público e na garantia de direitos, representando um legado de avanço social e administrativo para o Estado do Acre.

Texto: Andressa Oliveira

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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