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Podcast produzido por estudantes da Escola Lourenço Filho promove reflexão sobre saúde mental e ansiedade pré-Enem
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Com o objetivo de promover o diálogo sobre saúde mental no ambiente escolar, os alunos do Instituto de Educação Lourenço Filho, em Rio Branco, lançaram o podcast Descomplica a mente protagonista, que vai ao ar nesta sexta-feira, 7, e no sábado, 8, a partir do meio-dia, pelo canal da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) no YouTube (@educacaodoacre).

O podcast foi conduzido pela professora Daniele Nascimento de Andrade, com a participação dos estudantes Alerian Freitas e Gabriel Marçal, e contou com a colaboração da psicóloga Florisa Sobralino, da Divisão de Psicologia Escolar da SEE.
O programa, que terá dois dias de exibição, foi gravado no Centro de Mídias Educacionais do Acre (Cemeac), unidade vinculada à Secretaria de Estado de Educação.
O projeto nasceu no âmbito da disciplina Eletiva Prática Experimental e teve o acompanhamento de estagiários do curso de Psicologia da Universidade Federal do Acre (Ufac), supervisionados pela equipe técnica da Divisão de Psicologia Escolar e Educacional (Dipsee) da SEE, sob orientação do psicólogo Ocimar Leitão, e pelo professor Me. Fabrício Ricardo Lopes, da Ufac, no contexto da disciplina Estágio Supervisionado em Psicologia Social e Políticas Públicas I.

A iniciativa foi desenvolvida por uma equipe de 20 estudantes do ensino médio integral, sob orientação da professora Daniele. Voltado especialmente aos jovens que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o podcast aborda temas como ansiedade diante das provas, estratégias para lidar com o estresse acadêmico e reflexões sobre o bem-estar emocional no contexto educacional.
A saúde mental em pauta na escola
A professora Daniele explica que o projeto surgiu a partir de demandas observadas entre os próprios alunos.
“Os estudantes apresentavam crises de ansiedade, algo que temos percebido com frequência em diversas escolas. No ensino integral, essas questões são ainda mais intensas, devido às múltiplas exigências do novo ensino médio, ao excesso de informações e à influência das redes sociais. Tudo isso impacta na capacidade dos alunos de se autorregularem emocionalmente e de planejarem o próprio futuro”, destacou.

A docente ressalta que cerca de 18 a 20 alunos participaram ativamente da construção do projeto.
“Eles se sentiram acolhidos, puderam compartilhar experiências e perceber que não estavam sozinhos. Muitos relataram que falar sobre o que sentem trouxe alívio e conexão com os colegas. Esse tipo de prática precisa ser constante na escola, pois trabalhar a saúde mental não é importante apenas para os alunos, mas também para os professores”, completou.
Voz e protagonismo estudantil
Para Alerian Freitas, uma das participantes do podcast, a experiência foi transformadora.
“O objetivo central do nosso podcast é alcançar estudantes do terceiro ano do ensino médio, ou que já concluíram essa etapa, e que se sintam ansiosos diante das transformações e incertezas dessa fase. Foi uma vivência essencial e positiva, que me fez perceber a importância de compartilhar experiências e cuidar de si”, afirmou.

O estudante Gabriel Marçal também destacou a relevância da iniciativa.
“A experiência foi libertadora. Senti que faltava espaço para falar sobre nossas angústias e pressões. Ao perceber que não estava sozinho, entendi que o diálogo é o primeiro passo para lidar melhor com a ansiedade. Foi muito enriquecedor contar com o apoio da equipe da Ufac e da SEE, que nos ajudaram a compreender que nossos sentimentos são válidos”, relatou.
Apoio psicológico e incentivo ao equilíbrio emocional
A psicóloga Florisa Sobralino, da SEE, que participou da gravação do episódio, elogiou a iniciativa dos alunos e a integração entre escola e universidade.

“A ação é louvável. Observamos que os estudantes manifestam dúvidas, receios e altos níveis de ansiedade diante das provas. Iniciativas como essa são fundamentais e devem ser ampliadas. Parabenizo a todos os envolvidos e desejo aos alunos serenidade e sucesso nas provas do Enem”, destacou.
Com linguagem acessível e foco no diálogo entre pares, o podcast Descomplica a mente protagonista propõe “descomplicar a mente” e tornar a vida estudantil mais leve, incentivando o autocuidado e o apoio mútuo entre os jovens.
Fonte: Governo AC
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Aos 100 anos de idade indígena Kaxinawá é atendido pela Polícia Civil em ação de cidadania no interior do Acre
O esforço logístico para levar cidadania aos pontos mais remotos do Acre alcançou um marco histórico nesta sexta-feira, 8. Em uma ação conjunta entre a Polícia Civil, por meio do Instituto de Identificação, e a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) chegou aos municípios de difícil acesso, cruzando rios e florestas para atender quem mais precisa.
Ancião Kaxinawá de 100 anos recebe atendimento especial para emissão da CIN em Santa Rosa do Purus. Foto: cedidaApós uma semana de intensos trabalhos em Jordão e Santa Rosa do Purus, a equipe vivenciou um momento de profunda emoção. Entre os beneficiários do atendimento gratuito, estava o senhor Leôncio Salomão Tomasa Kaxinawá. Com o rosto marcado pelo tempo e a sabedoria de quem atravessou um século de história na Amazônia, o ancião de 100 anos de idade foi o centro das atenções ao atualizar seu registro civil.
Para as comunidades indígenas e ribeirinhas, a CIN não é apenas um documento, é a chave de acesso a direitos fundamentais, benefícios sociais e à própria dignidade perante o Estado. A presença dos peritos papiloscopistas em solo indígena reforça o compromisso do governo do Acre em eliminar as barreiras geográficas que isolam esses cidadãos.
“Estou muito contente que vocês vieram até aqui. A gente fica velho e o corpo cansa de viajar para longe atrás de papel. Agora, com esse documento novo, eu sinto que ainda existo para o mundo e que o meu povo está sendo visto. É um orgulho ter meu nome direitinho agora”, afirmou o senhor Leôncio Kaxinawá, com um sorriso sereno após coletar suas impressões digitais.
Mutirão de cidadania garante emissão da nova identidade para 2 mil pessoas em municípios isolados. Foto: cedidaO trabalho nos municípios isolados exige uma logística complexa, envolvendo transporte aéreo e fluvial para levar equipamentos de alta tecnologia a locais onde a energia e a internet são limitadas. Para o diretor do Instituto de Identificação da PCAC, Júnior César da Silva, atender o senhor Leôncio é o símbolo do sucesso da missão.
“Ver o senhor Leôncio, com seus cem anos de vida, recebendo o atendimento na sua própria região é a maior recompensa para a nossa equipe. O nosso objetivo é exatamente este: humanizar a segurança pública e garantir que nenhum acreano, por mais distante que more, seja esquecido. A CIN é um direito de todos, e o Estado não medirá esforços para chegar até eles,” destacou o diretor.
A força-tarefa em Jordão e Santa Rosa do Purus encerra esta etapa com um balanço expressivo de alcance social. No total, o governo do Acre ofertou 2 mil atendimentos para a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), garantindo que uma parcela significativa da população local tenha acesso ao documento moderno e seguro.
Fonte: Governo AC
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