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31ª Semana Justiça pela Paz em Casa no Acre é marcada por agilidade nos julgamentos de violência doméstica

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Pela primeira vez, não foi preciso realizar mutirão de julgamentos de processos, visto que as metas de produtividade na área estão cumpridas. As 200 audiências marcadas para acontecer são todas ordinárias, o que demonstra agilidade e compromisso com enfrentamento à violência contra a mulher

O enfrentamento à violência contra a mulher envolve o julgamento rápido dos processos, para mostrar que bater, agredir, xingar e abusar física e psicologicamente de mulheres é crime e tem punição. Nesse sentido, o Judiciário do Acre realiza um feito inédito nesta 31ª Semana Justiça pela Paz em Casa: as unidades especializadas nesses crimes, na capital e no interior, participam desta edição sem mutirão de julgamentos, atuando apenas com processos que já estão em pauta. Isso demonstra a agilidade e o engajamento de todos os atores do Sistema de Justiça no combate à violência doméstica e familiar.

A informação foi dada pela juíza auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e responsável pela Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), Louise Santana, durante a abertura da 31ª Semana Justiça pela Paz em Casa, nesta segunda-feira, 24, no Fórum Criminal, na Cidade da Justiça de Rio Branco.

“É muita responsabilidade hoje. É a primeira Semana Pela Paz em Casa em que não foi preciso realizar mutirão. Nós estamos com 200 audiências acontecendo ao longo da semana, e são audiências ordinárias, rotineiras, nas unidades da capital e do interior. Não foi preciso fazer mutirão. Os nossos processos estão sendo julgados com celeridade e alcançamos todos os índices de cumprimento do Conselho Nacional de Justiça. Estamos com tempo médio de julgamento inferior a 300 dias”.

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Mas, além desse avanço, que busca garantir a promoção de justiça às vítimas, são necessárias ações educativas e de conscientização. Afinal, como enfatizou a presidente da Associação das Mulheres Negras do Acre, Almeirinda Cunha: “Enquanto não se reeducar a sociedade acreana para combater o patriarcado e o machismo estrutural, os homens acham que são nossos donos e, quando a gente diz que não quer mais, eles nos matam; são mortes com requintes de crueldade. Isso é uma doença, e só a educação poderá combater. Não apenas a educação formal, em sala de aula, mas aquela realizada pelos três poderes e instituições”.

Judiciário pelo fim do feminicídio

Nesse sentido, o TJAC aderiu à campanha “Judiciário pelo Fim do Feminicídio”, organizada pelo Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica (Fonavid), que reúne frases para instigar a reflexão, incentivar a denúncia e ajudar as mulheres a perceberem se estão passando por situações de violência, especialmente psicológica.

O material está sendo divulgado nas redes sociais do Judiciário acreano e, dando um passo além, a Cosiv, em parceria com a Secretaria de Comunicação (Secom) do Tribunal de Justiça, montou um painel com todas as mensagens da campanha, além de um espaço para que as pessoas deixem recados de apoio às vítimas. A ideia é sensibilizar a sociedade e acolher aquelas que sofrem com esse tipo de violência.

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União

Contudo, para que todas as frentes de atuação sejam efetivas, o essencial é a união de todas e todos. Por isso, a participação na abertura do evento da presidente da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), Olívia Ribeiro; da juíza Natália Guerreiro, da 2ª Vara de Proteção à Mulher de Rio Branco; da promotora de Justiça Dulce Helena, do Ministério Público do Acre (MPAC); da defensora pública Clara Rúbia; do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB/AC), Rodrigo Aiache; da diretora de Políticas Públicas da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), Joelda Paz; além de servidoras e servidores, é simbólica para reafirmar a união e o comprometimento com estratégias de construção de uma sociedade na qual mulheres não sejam mais mortas dentro de casa.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, reforçou essa mensagem em vídeo gravado: “A violência doméstica é um problema público e requer um Estado forte, com todas as instituições e poderes fortes e atuantes”.

Fotos Gleilson Miranda/TJAC

O evento teve intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras)

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Casamento Coletivo em Feijó oficializa união de 46 casais durante encerramento do Projeto Cidadão

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O Projeto Cidadão aproxima os serviços públicos da população e possibilita o exercício de direitos fundamentais

Mais do que um ato jurídico, o casamento civil representa a consolidação do acesso a um direito que fortalece a cidadania. Foi com esse significado que 46 casais disseram “sim” durante o tradicional Casamento Coletivo promovido pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), nesta sexta-feira, 28, marcando o encerramento da edição do Projeto Cidadão em Feijó.

A cerimônia foi realizada na quadra poliesportiva da Escola Estadual José Gurgel Rabelo e reuniu familiares, autoridades, parceiros e a comunidade em um momento de emoção e celebração. A iniciativa possibilitou aos casais a oficialização gratuita da união civil, ampliando o acesso à cidadania e garantindo o reconhecimento legal das famílias.

Entre os casais que oficializaram a união estavam Maria de Jesus, de 43 anos, e Valdenir da Costa Teixeira, de 23. Juntos há pouco mais de dois anos, eles têm uma filha de dois anos e contam que oficializar o relacionamento sempre foi um desejo dos dois.

Evangélicos, os dois decidiram seguir uma sequência especial para marcar esse novo momento da vida. Primeiro, passaram pelo batismo nas águas, tradição da religião que professam. Agora, oficializam a união no civil e, posteriormente, pretendem realizar a cerimônia religiosa.

“Estamos muito felizes. Já era um desejo antigo e hoje vamos realizar esse sonho”, afirmou Maria de Jesus.

Cerimônia

A cerimônia foi conduzida pela diretora do Foro da Comarca de Feijó, juíza de direito Caroline Lagos. Em sua fala aos casais, a magistrada destacou que o casamento vai muito além da formalização em documentos e deve ser construído diariamente com base no diálogo, respeito, comprometimento e paciência.

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“O amor jamais pode ser confundido com posse, e a violência nunca pode fazer parte da família. Que este seja o início de uma nova etapa marcada pelo respeito e pela construção diária dessa união”, afirmou.

A magistrada também ressaltou a importância de participar da celebração e destacou o significado do Projeto Cidadão para a população.

“É um momento muito especial, de felicidade, esperança e amor. Para nós, da Justiça, é sempre uma satisfação participar e contribuir para que momentos como este aconteçam. O Projeto Cidadão aproxima os serviços públicos da população e possibilita o exercício de direitos fundamentais”, destacou.

Durante a cerimônia, o prefeito Railson Ferreira também deixou uma mensagem aos recém-casados. Ele afirmou que aquele era um dia muito aguardado pelas mulheres e convidou os homens a viverem o relacionamento com a mesma intensidade e dedicação.

“O casamento é algo sagrado. Homens, sonhem com a mesma intensidade que as mulheres e se entreguem da mesma forma que suas esposas. O casamento é feito de dois”, afirmou.

Como já é tradição nos Casamentos Coletivos do Projeto Cidadão, a cerimônia também homenageou o casal mais novo e o casal com mais tempo de relacionamento entre os participantes.

A iniciativa busca valorizar diferentes histórias de amor e transmitir uma mensagem às novas gerações sobre a importância do compromisso, do respeito e da construção conjunta da vida familiar.

Entre os casais com relacionamento mais longo estavam Maria José e Benedito, que vivem juntos há 15 anos e têm dois filhos. Apesar de terem adiado por anos a formalização da união, o casal decidiu aproveitar a oportunidade oferecida pelo Projeto Cidadão.

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Benedito brincou que os dois estavam “empurrando com a barriga” a oficialização do casamento. Maria José, porém, explicou que preferiu esperar pelo momento certo.

“Eu já fui casada uma vez, mas agora eu sei que vivo um amor de verdade. Quero ser muito feliz ao lado dele. Sei que ele é o amor da minha vida”, declarou.

Representando o casal mais jovem da celebração, estavam Késia Rodrigues e Eliânio da Silva.

Participaram do dispositivo de honra o prefeito de Feijó; a promotora de Justiça Giselle Silva; a defensora pública Vanessa Santiago; o vice-presidente da Subseção de Tarauacá/Envira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), advogado Carlos Alberto; a supervisora Bárbara Decarli; o juiz do Trabalho Vicente; o representante do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Rodilson Cordeiro; o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Hildebrando Veras; a servidora da Receita Federal Judite Assem; a servidora do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Midla Brito; e a representante da Secretaria de Estado da Mulher (SEPMulher), Raíssa Ganum.

Atendimentos

O Casamento Coletivo integrou a programação do Projeto Cidadão em Feijó, que, ao longo de dois dias, disponibilizou dezenas de serviços jurídicos, sociais e de cidadania à população.

A ação contou com a participação de diferentes instituições e órgãos parceiros, ampliando o acesso da comunidade a serviços públicos e contribuindo para a garantia de direitos.

As inscrições para o Casamento Coletivo foram realizadas entre os dias 4 e 21 de agosto, na Serventia Extrajudicial de Feijó, que mantém parceria com o TJAC para a realização desse tipo de serviço.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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