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Ariel e Eloísa – conheça a história das gêmeas por adoção

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“Elas são a nossa vida”, diz pais sobre as gêmeas

Aos dois anos de idade, Ariel e Eloísa adoram interagir com a contação de histórias do papai e da mamãe. O momento da leitura cria uma memória afetiva preciosa. Só de olhar a ilustração, já reagem com a mensagem da página. Juntas terminam as frases do seu livrinho preferido, que já foi lido várias e várias vezes.

O clímax está em: “Quando se encontraram, Ariel e Lolô pareciam gêmeas. Elas se tornaram melhores amigas”. Em seguida, os desenhos mostram que as duas pequenas adoram ir para a piscina. As leitoras ficam tão empolgadas, que até fazem uma dancinha. Mas a alegria não para por aí, as protagonistas têm um final feliz e o melhor: ele é real.

Os autores sintetizaram na narrativa o sonho, a fé, a simbologia da união das irmãs e como elas vivem o milagre do amor na Família Oaskes. Redigido pelos pais, que são servidores do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), a obra se materializou transformando fotografias em desenhos com ajuda da inteligência artificial. Ariel e Lolô não são gêmeas de sangue, mas são gêmeas de destino e coração.

Família Oaskes

Depois de cinco anos casados, Carlos Augusto e Larissa ainda não tinham filhos. Foram mais de dois anos tentando e a gravidez não aconteceu. Em razão disso, iniciaram investigações sobre a saúde, porque queriam se tornar pai e mãe. Na pandemia, tomaram a decisão de entrar no Cadastro Nacional de Adoção.

A audiência que formalizou a adoção ocorreu em junho de 2024 na 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco. Além de considerarem a espera curta, nesse meio tempo Larissa engravidou. Anne Ariel nasceu em agosto, Larissa brinca que ela foi presente do Dia dos Pais.

No entanto, a ligação do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) da 2ª Vara da Infância e Juventude ocorreu quatro meses depois – Maria Eloísa veio como presente de Natal. “Eu estava puérpera e era mãe de primeira viagem, agora de gêmeas! Nunca passou pela minha cabeça essa configuração. Até porque ela veio bebê e no cadastro colocamos na idade que poderia ter ‘até três anos’ e sem descrição de características físicas. Então, as duas serem bebês e tão parecidas…” – o pai completa a frase: “Deu a certeza de que era pra gente!”.

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Ariel e Lolô – Uma história de amor

“Todo mundo pensava que elas eram gêmeas”, enfatiza a mãe. A feição infantil, cor da pele e o cabelo são semelhantes. Além de ter a mesma idade, porque nasceram com apenas seis dias de diferença.

As filhas possuem rotina de gêmeas realmente, inclusive estavam com o mesmo penteado, vestidas de jeans e com botinhas iguais, diferenciando apenas pela cor. Veja o vídeo completo no instagram do @tjacoficial: clique aqui.

A mãe diz que sempre achou bonitinho irmãos que se vestem parecido. No entanto, com o tempo foi ficando mais clara as preferências e os traços de identidade de cada uma, então agora elas se vestem combinadas, mas não iguais. 

“Elas são super amigas e companheiras. Na época da introdução alimentar, as duas viveram essa fase juntas, começaram a engatinhar e andar juntas, elas conversam o dia inteiro e uma ajuda a outra a se desenvolver”, descreve a mãe.

Pretendentes à Adoção

O curso Preparação dos Pretendentes à Adoção, ofertado pela Escola do Poder Judiciário e o acompanhamento da 2ª Vara da Infância e Juventude foram elencados como apoio importante no processo, pois colaboraram na fase em que eles estavam amadurecendo com as complexidades envolvidas nesta escolha.

Sobre a missão de ser pai, Carlos Augusto compartilhou várias reflexões. “A gente sempre pensou, como casal, que poderia mudar o contexto de uma criança. Quando entramos no universo da adoção, a gente achava que estava fazendo algo por uma criança, mas quando ela chegou, entendemos que foi ela que transformou a nossa vida”, contou.

De igual modo, a mãe também enfrentou seus paradigmas. “A maternidade é muito transformadora! Primeiro, porque você se desconstrói totalmente, tudo que você achava que sabia, você vê que não sabe. É uma doação por completo. Mas, o que antes era desafiador, hoje é prazeroso. A gente ama se doar. É um amor apaixonado, que gera um estado de encantamento 24 horas. Tudo que elas fazem, deixam a gente derretido”, declara.

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Ao relembrarem os primeiros episódios da biografia das meninas, descreveram o caos gerado pela surpresa das gêmeas. Mas os fatos foram o catalisador para que a estrutura do relacionamento se solidificasse ainda mais, a rede de apoio dos parentes se fortalecesse e tudo isso permitiu viver a plenitude do amor das filhas. “A gente está numa fase muito gostosa, porque nessa idade tem bastante troca. Tudo que a gente faz, elas correspondem. Elas reagem, mostram as emoções. Até entre elas, elas interagem, sentem falta uma da outra. Esses sentimentos completam os nossos dias”, concluiu Larissa.

#Adotaréamor

Hoje, 25 de maio, celebra-se o Dia Nacional da Adoção. Ela foi oficializada no calendário brasileiro pela Lei n° 10.447, de 9 de maio de 2022. Posteriormente, se tornou um marco para desmistificação sobre essa adoção, para que a sociedade saiba que este processo do Poder Judiciário é o caminho seguro para proteger a criança e a nova família.

No ano de 2025, foram realizadas 28 adoções de crianças e adolescentes no Acre. Foram 13 em Rio Branco, seis em Cruzeiro do Sul, três em Sena Madureira, uma em Tarauacá, duas em Feijó e três em Porto Acre.

De acordo com o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), no momento presente, há nove crianças para adoção no Acre, outras 13 com o processo em trâmite e 62 pretendentes ativos.

Tem vontade de adotar?

Tudo começa on-line, no Cadastro Nacional de Adoção e Acolhimento, acesse!

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Mãe que agrediu filha após flagrá-la em caixa d’água é condenada por maus-tratos

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Câmara Criminal entendeu que castigo físico extrapolou os limites do exercício do poder familiar

Mãe que submeteu a filha a castigo físico excessivo após flagrá-la tomando banho dentro de uma caixa d’água foi condenada a dois meses e 20 dias de detenção, em regime inicial aberto, pelo crime de maus-tratos. A decisão é da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). O colegiado entendeu que a mulher abusou dos meios de correção.

Conforme os autos, o caso aconteceu em fevereiro de 2024, no município de Bujari. Foram constatadas diversas marcas de agressão espalhadas pelo corpo da menina. Ela apresentava hematomas na coxa direita, no cotovelo, na região das escápulas e no pé direito, além de escoriações no abdômen.

Em primeira instância, a mãe da vítima foi condenada pelo crime de lesão corporal praticada contra descendente em contexto de violência doméstica. Inconformada, recorreu da sentença. Pediu a absolvição, sob o argumento de que não havia agido com a intenção de ferir a filha, mas de discipliná-la.

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Ao analisar o caso, o relator, desembargador Francisco Djalma, concluiu que a conduta da mãe extrapolou os limites admissíveis do exercício do poder familiar. Por esse motivo, negou o pedido de absolvição formulado pela defesa. Entretanto, ele também deduziu que o caso não configurava o crime de lesão corporal praticada contra descendente.

“Embora o emprego de violência física seja absolutamente reprovável e incompatível com o regular exercício do poder familiar, as circunstâncias do caso não evidenciam que a apelante tenha atuado com dolo autônomo de ofender a integridade física da filha, mas sim que abusou dos meios de correção”, afirmou em seu voto.

O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores. Assim, a Câmara reformou a sentença de primeiro grau para desclassificar a conduta para o crime de maus-tratos e redimensionar a pena da mulher para dois meses e 20 dias de detenção. O acórdão está disponível na edição n.º 8.065 do Diário da Justiça (p. 11), publicada nesta terça-feira, 28 de julho.

Apelação Criminal nº 0700141-70.2025.8.01.0010

Imagem gerada por IA

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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