TJ AC
TJAC participa de encontro que reúne Comissões de Soluções Fundiárias da Amazônia Legal
TJ AC
Evento promoveu o fortalecimento da cooperação judicial e de soluções pacíficas para conflitos de terra na região
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) participou, de 29 a 31, do I Encontro Regional das Comissões de Soluções Fundiárias da Amazônia Legal, realizado no Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), em Belém. O evento reuniu representantes dos Tribunais de todo o país, além de autoridades do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Ministério da Justiça e de universidades públicas, com o objetivo de fortalecer o diálogo sobre os desafios fundiários na Amazônia.
Representando o Poder Judiciário Acreano, o desembargador Lois Arruda, que preside a Comissão Regional de Soluções do Tribunal, integrou a mesa de abertura do encontro, ao lado de magistrados de diversos estados da Amazônia Legal. O momento marcou a união de esforços em torno da busca por soluções pacíficas e sustentáveis para os conflitos de terra, um dos temas mais sensíveis e complexos da região.
Participaram também do evento, o desembargador Francisco Djalma, a magistrada Shirley Hage, o magistrado Marcelo Coelho, e as servidoras Adalcilene Araripe, secretária da Comissão de Soluções Fundiários, e Jéssica Oliveira, assessora da comissão.
Durante a abertura, o presidente do TJPA, desembargador Roberto Gonçalves de Moura, ressaltou que o Judiciário vive um novo tempo, em que o papel da Justiça vai além da análise de processos. “Nossa missão também é construir pontes de diálogo, especialmente quando o conflito envolve a terra, que para muitos é o espaço onde se constrói a vida e se preserva a memória de gerações”, afirmou.
O desembargador Lois Arruda destacou a importância do encontro para o entendimento das realidades locais e a mediação qualificada dos conflitos. “É um encontro das comissões regionais para compreender as peculiaridades do uso e aproveitamento do solo, seu clima, seu ambiente, e justamente perceber que existem particularidades nos conflitos. O objetivo é indicar as melhores formas de mediação das disputas sobre posse e propriedade dessas áreas, sem perder de vista que se tratam de terras peculiares por se situarem na Amazônia Legal. Esse evento buscou compreender cientificamente essas questões, por isso contou com a participação de profissionais das universidades e de outras áreas, para que se possa ter uma visão completa de como tratar e mediar esses conflitos”, afirmou o desembargador.

A iniciativa teve como foco o fortalecimento das Comissões de Soluções Fundiárias, criadas pelo CNJ para promoveu a mediação e a prevenção de conflitos de forma mais próxima das comunidades. A proposta é que o Judiciário atue como articulador entre instituições e sociedade, promovendo o entendimento e a pacificação social.
O conselheiro do CNJ e presidente da Comissão Nacional de Soluções Fundiárias, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, destacou que a Amazônia Legal concentra a maior parte dos conflitos fundiários do país, exigindo respostas conjuntas e sensíveis à realidade socioambiental. “Essas comissões representam um novo olhar sobre a Justiça — mais humano, dialogado e comprometido com a dignidade das pessoas e com a sustentabilidade”, afirmou.
A programação do encontro incluiu mesas de debates com especialistas e representantes de órgãos públicos e acadêmicos, que discutem temas como regularização fundiária, ordenamento territorial e as experiências das comissões nos estados amazônicos.
O evento promoveu o fortalecimento das ações voltadas à mediação de conflitos agrários e à construção de uma justiça cada vez mais próxima das comunidades. A troca de experiências entre os tribunais da região reafirma o compromisso do Judiciário acreano com a promoção da paz social e com a defesa do direito à terra como fundamento da dignidade humana.


Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Roda de conversa debate caminhos para a equidade racial
Você já presenciou situações que, mesmo sem intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias?
Nesta terça-feira, 23, o Comitê Permanente de Equidade Racial (Coper) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) promoveu a roda de conversa Escuta, Linguagem e Vivências: Refletindo sobre Equidade Racial no Ambiente Institucional. O evento foi realizado no Espaço de Convivência do Fórum dos Juizados Especiais Cíveis da Cidade da Justiça de Rio Branco.
Na abertura, a servidora Elaine Cristina, que é membro da Coper e da divisão de Inclusão e Acessibilidade fez a seguinte proposição: Nosso ambiente favorece o pertencimento para todas as pessoas?

As respostas apontaram uma mudança da cultura organizacional. Atualmente, a forma como os novos servidores são acolhidos é diferente de décadas atrás. Há um evento para a posse, a família participa desse momento, posteriormente a servidora ou servidor passam por uma formação na Escola do Poder Judiciário para compreender melhor os fluxos da instituição. Assim, a construção desse fluxo foi compreendida como algo que favorece a sensação de pertencimento.
O próximo questionamento foi mais direto na questão do preconceito: Você já presenciou situações que, mesmo sem a intenção, poderiam ser percebidas como discriminatórias? Comentários velados, análise de vestimentas, piadas e falas inconvenientes foram enumeradas como premissas do racismo estrutural, que infelizmente ainda é repetido por colegas de trabalho.
Outros incômodos mencionados foram: “Tem coisas que são ditas e não são recepcionadas como preconceito, por causa da falta do letramento racial”, ponderou uma das participantes. “Ainda há discussões sobre o sistema de cotas e a diminuição do mérito da pessoa que entrou por cota” – outro exemplo citado. Para além disso, vale lembrar que a equidade racial não é apenas sobre ser negro, mas também alcança a inclusão de indígenas.
Por fim, a atividade se encerrou com reflexões sobre barreiras e silenciamentos. “As pessoas que deveriam participar desse tipo de evento, não participam. Aqui estão pessoas negras, do comitê e simpatizantes. Quando vai fazer uma roda de conversa, acham que é besteira”, concluiu outro participante.
A partilha sobre os desconfortos oportunizou o reforço do apoio da Comissão e o uso dos canais de denúncia. Nesse sentido, vale ressaltar que as ações de promoção da equidade têm se multiplicado no Judiciário acreano, dando efetividade ao plano de ação e à campanha com políticas de equidade racial e enfrentamento ao racismo, desenhados para este ano de 2026.
Além disso, a roda de conversa cumpre o propósito de ser uma metodologia de diálogo horizontal entre servidoras e servidores, que promove a escuta ativa, acolhimento e troca de experiências.










Fotos: Gleilson Miranda / Secom TJAC
Leia mais:
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
-
ESPORTES7 dias atrásLionel Messi brilha com hat-trick e Argentina vence a Argélia por 3 a 0
-
ESPORTES6 dias atrásColômbia vence Uzbequistão e assume a ponta do Grupo K na Copa do Mundo
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásExportações de carne de frango avançam, enquanto suínos perdem força
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásRelator propõe mudanças no Código de Trânsito; texto será votado em julho por comissão da Câmara
-
FAMOSOS6 dias atrásAtriz Rosamaria Murtinho, impressiona ao mostrar treino na academia aos 93 anos
-
FAMOSOS7 dias atrásHulk curte momento de relaxamento com a esposa em sauna, em casa: ‘Com meu amor’
-
FAMOSOS6 dias atrásPaolla Oliveira registra viagem pela China e declara: ‘Encantada com a experiência’
-
ACRE6 dias atrásInvestimentos do governo transformam a infraestrutura e fortalecem o Acre

