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Boas práticas do TJAC no atendimento à população em situação de rua são apresentadas em Fortaleza

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Entre os dias 24 e 25 de setembro aconteceu o I Seminário PopRuaJud e a juíza de Direito Andréa Brito apresentou as iniciativas realizadas pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC)

Para avançar na promoção de justiça e direitos, o Poder Judiciário do Acre apresentou as boas práticas no atendimento à população em situação de rua, durante o I Seminário PopRuaJud, realizado entre os dias 24 e 25 de setembro, em Fortaleza no Ceará.

O evento trouxe o tema “Superação das vulnerabilidades e alcance da inclusão material” e teve o objetivo de promover diálogo e reflexão sobre as políticas públicas, acesso à justiça e medidas de inclusão social, voltadas a esse público.

O momento foi organizado pelo Comitê Multissetorial para Promoção de Políticas Públicas Judiciais de Atenção às Pessoas em Situação de Rua do estado nordestino, composto por diversas instituições do Sistema de Justiça e organizações relacionadas a área.

As ações da Justiça acreana foram apresentadas pela juíza de Direito Andréa Brito, titular da Vara de Execuções Penais e Medidas Alternativas da Comarca de Rio Branco e integrante dos comitês nacionais PopRuaJud e de Justiça Restaurativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A magistrada participou do painel “Aspectos criminais e processuais: egressos do Sistema Prisional, racismo institucional, situação de rua e o acesso ao mercado de trabalho”, abordando os desafios e a vulnerabilidade dessa população, citando casos e apontando a falta de proporcionalidade e razoabilidade na aplicação de penas para essas pessoas.

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“Pensarmos na visibilidade dessas pessoas dentro dos sistemas de tramite processual, é pensar no princípio da individualização da pena. O racismo estrutural é um motor do encarceramento em massa. Então, temos um Sistema de Justiça Criminal no Brasil seletivo. Essa é uma realidade e precisamos partir desse lugar. Ele não persegue todos os crimes, persegue determinadas pessoas. E essas pessoas tem cor, classe e tem território, são pessoas negras, pobres, sem completude da educação, oriundas das periferias urbanas. Isso é reflexo de como o Estado define quem merece punição e quem merece políticas públicas”, alertou Brito.

Boas Práticas PopRuaJud

Além disso, a juíza Andréa destacou as ações realizadas pelo Judiciário acreano. O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) ganhou por dois anos consecutivos, 2024 e 2025, o Prêmio de Boas Práticas na Política Judiciária PopRuaJud do CNJ.

No ano passado foram conquistados o 2º lugar na categoria “Inovação na Prestação dos Serviços Judiciais”, com o projeto PIDJus PopRuaJud, e o 3º lugar na categoria “Impacto Social e Transformação”, com o projeto “Incluir para Recomeçar”.

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Já neste ano, o projeto “Um Novo Olhar: Proteção Social para Cumpridores de Pena em Situação de Rua Egressos do Sistema Prisional”, recebeu o 1º lugar, na categoria “Impacto Social e Transformação”, e a ação “Identificar para Incluir: Política de Visibilidade do Poder Judiciário do Acre para Pessoas em Situação e rua”, ficou em 2º lugar, na categoria “Inovação na Prestação de Serviços Judiciais”.

As iniciativas estão alinhadas ao trabalho do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeduvativo (GMF) do TJAC e atendem à Resolução 425 do CNJ e ao Plano Pena Justa. Eles são um convite à transformação da omissão em relação às pessoas encarceradas em situação de rua, com a execução de estratégias efetivas de reintegração social, o rompimento com os padrões de atuação judicial e a adequação da resposta penal ao cenário de vida dessas pessoas.

“É importante falarmos de temas que não podemos mais omitir, que é o entrelaçamento entre o Sistema Prisional, o racismo estrutural, a pobreza extrema e as imensas dificuldades e desafios para pessoa em situação de rua acessar os direitos fundamentais, trabalho digno e moradia adequada”, comentou Brito.

Fotos: Tribunal Regional do Trabalho 7ª Região

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC participa de debates sobre desafios do Judiciário no Consepre

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Encontro, realizado em Curitiba, promove diálogo entre tribunais sobre segurança institucional e jurídica e amplia a troca de experiências entre diferentes áreas do Judiciário

O desafio de fortalecer o Judiciário diante de questões que ultrapassam os limites de cada tribunal marcou o segundo dia do XXII Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça Estaduais e Militares (Consepre), que teve abertura na quarta-feira, 7, e deu continuidade aos diálogos nesta quinta-feira, 8, em Curitiba. Segurança institucional, segurança jurídica e enfrentamento ao crime organizado estiveram entre os principais temas debatidos, em uma programação que também abriu espaço para o compartilhamento de experiências e soluções desenvolvidas pelos tribunais.

O encontro contou com a participação do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, que abordou o papel do Poder Judiciário na preservação da segurança institucional, jurídica e da sociedade, com atenção especial aos desafios impostos pelo avanço do crime organizado.

Ao tratar da atuação da Justiça Estadual, o ministro ressaltou a proximidade desses tribunais com a população e as responsabilidades assumidas pelo Poder Judiciário a partir da Constituição Federal de 1988. Nesse contexto, destacou que a preservação da estrutura e da autoridade das instituições é uma condição para que a Justiça possa exercer suas demais atribuições.

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Para o presidente do Consepre e do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará (TJCE), desembargador Heráclito Vieira de Sousa Neto, a participação de tribunais de diferentes regiões permite ampliar a compreensão sobre os desafios enfrentados pelo Judiciário e encontrar caminhos construídos a partir de experiências concretas.

A mesma perspectiva foi destacada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira. Para ele, a troca entre as instituições permite que cada tribunal não precise enfrentar isoladamente problemas que, muitas vezes, são compartilhados em diferentes estados.

“Um encontro como o Consepre nos permite olhar para os desafios do Judiciário para além da realidade de cada tribunal. Quando compartilhamos experiências, práticas e aprendizados, ampliamos nossa capacidade de encontrar soluções e de avançar juntos. Essa construção coletiva fortalece as instituições, aproxima os tribunais e contribui para que possamos oferecer uma prestação jurisdicional cada vez mais efetiva à sociedade”, afirmou.

Experiências que atravessam as áreas

A integração também ocorreu entre as equipes que atuam diretamente na gestão dos tribunais. Reuniões setoriais reuniram juízes auxiliares da Presidência, secretários-gerais e gestores das áreas de Comunicação, Tecnologia da Informação e Finanças, criando espaços específicos para discutir desafios, compartilhar iniciativas, dar encaminhamentos de atuação conjunta, e conhecer soluções adotadas em diferentes instituições.

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O encontro amplia a proposta do Consepre para além das discussões entre presidentes. Ao aproximar profissionais que lidam diariamente com questões semelhantes, o evento favorece a circulação de conhecimento e a identificação de práticas que podem ser aperfeiçoadas ou adaptadas às diferentes realidades dos tribunais. 

O XXII Consepre será encerrado nesta sexta-feira, 9, com a leitura da Carta de Curitiba. O documento reunirá as principais reflexões e recomendações construídas ao longo do encontro, consolidando os temas considerados prioritários para o fortalecimento e o aprimoramento do Judiciário brasileiro.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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