TJAC
Esjud oferta curso sobre Sistema de Justiça e Direito da Antidiscriminação
Serão ofertadas 40 vagas e as inscrições estão disponíveis até o dia a 6 de outubro de 2022, no endereço eletrônico da Enfam.
TJ AC
Serão ofertadas 40 vagas e as inscrições estão disponíveis até o dia a 6 de outubro de 2022, no endereço eletrônico da Enfam
A Escola do Poder Judiciário (ESJUD) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), em parceria com a Escola do Poder Judiciário de Roraima (EJURR/TJRR), torna público edital para o curso Sistema de Justiça e Direito da Antidiscriminação. O curso é credenciado e cedido pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).
Segundo o edital, assinado pelo diretor da Esjud, em exercício, desembargador Junior Alberto, o objetivo é analisar situações de discriminação, o debate contemporâneo sobre o tema e respectivos conceitos jurídicos, bem como sobre identidades e alteridade, aplicando os conhecimentos adquiridos na atividade jurisdicional.
Serão ofertadas 40 vagas. Com carga horária de 40 horas/aula, o curso será realizado no período de 10 de outubro a 23 de novembro de 2022, na modalidade EaD, de forma assíncrona, pela plataforma digital Google Classroom.
O público-alvo são magistradas e magistrados, servidoras e servidores do Poder Judiciário do Estado do Acre. As inscrições estão disponíveis até o dia a 6 de outubro de 2022, no endereço eletrônico da Enfam.
Formadora:
Sandra Silvestre de Frias Torres – Coordenadora de Projetos de Direitos Humanos (Programa Humaniza do STJ), com foco em Igualdade de Gênero e Racial, Acesso à Justiça e acessibilidade, Primeira Infância, Sustentabilidade e Inovação. Responsável pela implementação da Agenda 2030 das Nações Unidas no âmbito do STJ. Integra grupos temáticos no Conselho Nacional de Justiça como imigrantes, indígenas, igualdade de gênero e racial, rede nacional de cooperação. Ponto focal para articulação com agências da ONU (ONU mulheres, Unicef, dentre outras no desenvolvimento de projetos em parceria, inclusive para formação de Magistrados e Servidores.
Juíza Auxiliar da Corregedoria Geral do Conselho Nacional de Justiça por 4 anos, a frente de todos os Projetos, tanto na área da Infância e Juventude (reestruturação dos Cadastros – Cadastro Nacional de Adoção (CNA), Cadastro Nacional de Crianças Acolhidas (CNCA) e Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei (CNACL) – este em parceria com a Presidência do CNJ, Políticas para a Infância e Adolescência, inclusive combate a violência sexual, Políticas de combate a violência familiar e doméstica contra mulher, criança e adolescente.
Projetos na área igualdades e gênero (mulheres, trans, negros, etc) e outras populações vulneráveis (moradores de rua, trabalho escravo, conflitos agrários, migrantes, etc) articulação com as esferas governamentais e não governamentais e agências da ONU (ONU mulheres, Unicef, UNFPA, UNODC, dentre outras) para implementação de parcerias, tanto no âmbito doméstico e internacional (países de língua portuguesa e latino americanos) para enfrentamento de questões comuns (tráfico de pessoas, violência sexual contra criança e adolescente, migrações, etc. Projetos na área do sistema prisional e sócio educativo no âmbito doméstico e internacional (sistema IDH). Projetos de melhoria do acesso à Justiça (Operações itinerantes, soluções alternativas de conflito, etc) e soluções inovadoras no âmbito das Justiças Estadual, Federal, Trabalhista, Eleitoral e Militar. Projetos de aplicação do Direito Sistêmico e Constelações Familiares no âmbito do Judiciário.
TJ AC
Casal Huni Kuin viaja seis dias de barco para ser atendido no Projeto Cidadão
Nory Ferreira conseguiu o termo de curatela da mãe, enquanto o esposo, Tomas Rodrigues, ingressou com ação para corrigir a data de nascimento na certidão. Eles estão entre os mais de mil atendidos nesta edição do mutirão
Um casal do povo indígena Huni Kuin enfrentou seis dias de viagem de barco até Sena Madureira para ser atendido no Projeto Cidadão. Nory Ferreira, de 48 anos, e o esposo, Tomas Rodrigues, de 58, vieram da Aldeia Porto Rico, em Santa Rosa do Purus. O local tem acesso apenas pelo Rio Purus. Mesmo diante da distância, os dois buscaram os serviços públicos oferecidos pela ação social do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

Nory viajou com a intenção de obter o termo de curatela provisória da mãe, Albertina Kacixawá, de 85 anos. O documento permite que a filha represente e cuide dos interesses da idosa. É uma prova legal, perante bancos, órgãos públicos, hospitais e outras instituições, de que a mulher tem respaldo judicial para tomar decisões.
Ela contou que, há 10 anos, resolve tudo relacionado à vida da mãe. Para isso, tinha uma procuração, mas o documento só tinha validade de um ano. Por esse motivo, as duas precisavam comparecer ao cartório todos os anos. A tarefa era difícil, uma vez que ambas moram na aldeia e dona Albertina sofre com problemas de locomoção.

Cansada dessa situação, procurou a Justiça e obteve uma decisão favorável que concedia a curatela provisória da mãe. Entretanto, perdeu o termo e, consequentemente, voltou a enfrentar problemas para conseguir representar a idosa. A solução foi procurar o Projeto Cidadão. Deu certo. Em poucos minutos, estava com o documento em mãos.
O esposo de Nory, Tomas Rodrigues, de 58 anos, foi outro que se beneficiou dos atendimentos do Projeto Cidadão. No caso dele, havia um erro em sua certidão de nascimento. Ele nasceu em 1967, mas no registro consta como se tivesse nascido em 1972. Para corrigir o erro, precisou ingressar com uma ação de retificação. A Defensoria Pública, parceira da ação, deu andamento ao processo.

Mais de mil atendimentos
A história do casal representa uma das inúmeras atendidas nesta edição do Projeto Cidadão em Sena Madureira. A Coordenadoria de Apoio a Programas Sociais (Coaps), responsável pela ação, estima mais de mil atendimentos nos dois dias de mutirão no município. A iniciativa ocorreu nos dias 22 e 23 de setembro, das 8h às 15h, na Escola Professor Messias Rodrigues de Souza.
Durante o trabalho social, moradoras e moradores de Sena Madureira tiveram acesso a serviços como emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), orientação jurídica, consulta processual e atualização cadastral em programas sociais.
A proposta do TJAC ao reunir diversos serviços públicos em um único espaço é garantir a cidadãs e cidadãos em situação de vulnerabilidade acesso rápido e gratuito à documentação básica, além de atendimentos nas áreas jurídica, de saúde, assistência social e cidadania.




Programação reforçada
Mais uma vez, a programação contou com o reforço da equipe da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes). Em parceria com o município, foram oferecidos testes rápidos para hepatites B e C, HIV e sífilis, aferição da pressão arterial e da glicemia, vacinação, atendimentos médicos, odontológicos, nutricionais, fisioterapêuticos e psicológicos.
O operador de máquinas Suliekson Alves, de 38 anos, procurou o serviço de fisioterapia. Ele soube pelo rádio que o atendimento estaria disponível no Projeto Cidadão e foi avaliar a recuperação do pulso, fraturado após uma queda de uma caminhonete em movimento. Ao deixar a consulta, disse ter recebido boas notícias.
“Rapaz, isso aqui é um projeto que ajuda muito as pessoas que não têm condição financeira pra procurar um atendimento em outro município ou até mesmo pra se deslocar até outra cidade, sem saber se vai ser atendido. Através desse projeto aqui, muitas pessoas estão sendo beneficiadas”, afirmou Suliekson.

Projeto Cidadão no combate à violência de gênero
A Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv) participou do Projeto Cidadão com o programa Conscientização pela Paz no Lar. A equipe realizou palestras sobre prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar para mais de 200 estudantes do 1º ano do ensino médio.
As atividades ocorreram na Escola Dom Júlio Mattioli e teve como objetivo promover uma reflexão entre alunas e alunos sobre a violência contra a mulher. As palestras pretendem contribuir para a formação desses adolescentes, os tornar capazes de dialogar sobre o tema, identificar e denunciar situações de violência doméstica.
Como forma de estímulo para conhecer mais acerca do assunto, os jovens foram incentivados a redigir um texto dissertativo-argumentativo. As melhores produções participam de um concurso de redação. Os vencedores de cada escola ganham um computador doado peo Tribunal de Justiça.




E não para por aí…
A programação termina com o casamento coletivo. A cerimônia ocorre nesta quarta-feira, 23, às 17h, na quadra poliesportiva da Escola Professor Messias Rodrigues de Souza. A celebração da união dos 100 casais será conduzida pelo juiz da Vara Cível de Sena Madureira, Caique Cirano.
Parceria
Esta edição do Projeto Cidadão contou com o apoio do Ministério Público do Acre (MPAC), da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), da Receita Federal, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Prefeitura de Sena Madureira e do Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), da Polícia Civil (PCAC) e da Secretaria da Mulher (Semulher).
Fotos: Gabriel Yjalade/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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