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Justiça do Acre condena banco a indenizar idosa por empréstimo fraudulento e dinheiro roubado via Pix

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Tribunal determinou a suspensão imediata das cobranças e destacou a gravidade de comprometer a verba alimentar de pessoas idosas com fraudes bancárias

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) manteve a condenação de uma instituição bancária por um empréstimo consignado fraudulento contratado em nome de uma aposentada de Brasiléia, no interior do estado. A decisão, publicada no Diário da Justiça desta terça-feira, 14, determina que o banco devolva em dobro os valores descontados indevidamente do benefício previdenciário da idosa, além de pagar indenização por danos morais.

O caso começou quando a aposentada identificou descontos mensais de R$ 462 em seu benefício previdenciário, referentes a um empréstimo que afirma não ter contratado. Como a aposentadoria é sua única fonte de renda, os descontos comprometeram sua segurança financeira.

Em primeira instância, a Justiça concedeu uma tutela de urgência, determinando que o banco e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendessem imediatamente os descontos, sob pena de multa diária de R$ 500. A decisão também garantiu à aposentada os benefícios da gratuidade da justiça e prioridade na tramitação do processo, em razão de sua idade.

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Um dos pontos centrais do julgamento foi a aplicação do Código de Defesa do Consumidor, com a inversão do ônus da prova. Na prática, coube à instituição bancária demonstrar a regularidade da contratação, em vez de exigir que a aposentada comprovasse que não havia solicitado o empréstimo. Segundo o entendimento da Justiça, o banco não apresentou provas suficientes para demonstrar que a operação havia sido realizada de forma legítima.

Ao analisar o recurso na Primeira Câmara Cível do TJAC, o desembargador Elcio Mendes, relator do caso, manteve a condenação e destacou aspectos importantes para a decisão.

Falha na segurança bancária

O colegiado entendeu que fraudes dessa natureza integram os riscos da atividade bancária, caracterizando o chamado fortuito interno. As telas do sistema interno apresentadas pelo banco não foram consideradas suficientes para comprovar que a aposentada havia autorizado a contratação mediante biometria ou senha segura.

Ausência de obrigação de devolver o valor creditado

Embora o dinheiro do empréstimo tenha sido depositado na conta da aposentada, os valores foram transferidos por meio de operações via Pix para terceiros, sem que ela obtivesse proveito financeiro. Por esse motivo, a Justiça afastou a obrigação de devolver a quantia creditada ou de utilizá-la para abater o débito decorrente da contratação fraudulenta.

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Restituição em dobro e indenização por danos morais

A decisão determinou a devolução em dobro das parcelas de R$ 462 descontadas indevidamente do benefício previdenciário. O Tribunal também reconheceu o direito à indenização por danos morais, considerando os transtornos e a angústia provocados pelos descontos sobre a renda de uma pessoa idosa em situação de vulnerabilidade, especialmente por se tratar de verba destinada à sua subsistência.

Com a decisão unânime da Primeira Câmara Cível, o recurso do banco foi rejeitado, e a instituição também deverá arcar com a majoração dos honorários advocatícios, conforme estabelecido no julgamento.

Apelação Cível n.º 0701538-88.2025.8.01.0003

Imagem gerada por IA

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC amplia quadro de profissionais com posse de mais quatro servidores

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Nomeações contemplam as especialidades de contador, estatístico e pedagogo, além do cargo de técnico judiciário para a Comarca de Brasiléia

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) empossou, nesta terça-feira, 13, mais quatro servidoras e servidores aprovados no concurso público para cargos efetivos de analista judiciário e técnico judiciário. A solenidade ocorreu às 11h, no auditório da Escola do Poder Judiciário (Esjud), em Rio Branco.

Os novos profissionais foram distribuídos entre a capital e o interior do estado. São três analistas judiciários que vão atuar na Comarca de Rio Branco, nas especialidades de contador, estatístico e pedagogo. A quarta pessoa empossada será técnica judiciária na Comarca de Brasiléia. Dados da Secretaria de Gestão de Pessoas (Segep) apontam que o Tribunal já ultrapassou as 91 vagas previstas no edital do concurso.

As nomeações integram o trabalho da atual gestão do Judiciário acreano para reforçar o quadro de pessoal. A instituição busca estratégias e métodos para tornar os serviços jurisdicionais e administrativos mais eficientes. A proposta é contar com profissionais qualificados em todas as áreas, com foco na melhoria do atendimento à população.

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Durante a cerimônia, o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, ressaltou o papel do servidor público, especialmente daqueles que atuam no Poder Judiciário: “Nós estamos aqui para servir e não podemos perder de mente essa missão. Aqui não é o local que ‘ah, agora sim, vou descansar’. Trabalhamos muito. Posso garantir. Porque a missão de entregar a justiça exige muito, de todas as áreas, quer seja na administrativa ou na jurisdicional”.

Estudo como caminho para a aprovação

A recém-empossada Isnaele Silva contou que trabalhar na área jurídica era um sonho desde a época da primeira graduação.“Dei uma pesquisada nas áreas e vi que tinha analista judiciário pedagogo. Então, fiz pedagogia enquanto fazia o mestrado. Esperando sair o concurso. Saiu primeiro do MP. Bati na trave. Continuei estudando. Quando saiu do TJ, deu certo. Consegui ser aprovada”, narrou.

A preparação do novo técnico judiciário de Brasiléia, Rênner dos Santos, começou em 2022. Desde então, ele participou de alguns concursos, mas manteve o foco no ingresso no TJAC. “Comecei estudando poucas horas, uma a duas horas por dia, até pegar o ritmo, porque o estudo não é uma corrida de 100 metros. É uma maratona. Você tem que treinar todo dia um pouquinho”, afirmou.

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Para Alzenir Pinheiro, o caminho até a aprovação teve pausas e recomeços, pois precisou conciliar trabalho, família e estudos. “Estava me preparando para um outro concurso. No meio, apareceu o concurso do Tribunal de Justiça. Estava estudando há uns nove meses quando saiu o edital e consegui a aprovação, graças a Deus”, expressou.

Fotos: Emanuelly Falqueto/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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