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Oficinas e reuniões técnicas ampliam troca de boas práticas e ações conjuntas durante encontro do Consepre em Manaus

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Atividades reuniram magistrados, gestores e servidores para compartilhar experiências, alinhar procedimentos e fortalecer ações conjuntas entre os Tribunais de Justiça do país

As oficinas e reuniões de áreas específicas reforçaram a programação do XXI Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), realizado em Manaus (AM). Magistrados, gestores e servidores dos Tribunais de Justiça estaduais e militares de todo o país participaram de atividades na tarde de quinta-feira, 13, voltadas ao compartilhamento de boas práticas, ao alinhamento de procedimentos e à construção de ações conjuntas.

A Oficina de Juízes Auxiliares discutiu temas relacionados à rotina administrativa e funcional das Cortes estaduais. Pelo Judiciário do Acre, participou o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), Giordane Dourado.

A reunião possibilitou o intercâmbio de experiências sobre questões comuns à gestão dos Tribunais, com debates voltados ao aperfeiçoamento de procedimentos e à busca de soluções para desafios da administração judiciária.

A programação também contou com reunião dos gestores de comunicação dos Tribunais de Justiça. A atividade teve como objetivo compartilhar experiências, discutir estratégias conjuntas e aprimorar a comunicação institucional. Entre os temas debatidos esteve a criação de uma campanha de comunicação e manuais que reforçam o papel da comunicação institucional e pública, além da criação de mecanismos permanentes para a troca de experiências e boas práticas entre as assessorias.

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Pelo Tribunal de Justiça do Acre, participou a secretária de Comunicação Social, Andréa Zílio, que também representa a Região Norte no Comitê de Comunicação dos Tribunais de Justiça Estaduais da Redecom.

Outra atividade reuniu profissionais responsáveis pelo cerimonial dos Tribunais de Justiça. A oficina a discussão de procedimentos para fortalecer a identidade institucional e conferir maior uniformidade à realização de eventos do Poder Judiciário.

A pauta incluiu temas como a precedência das instituições do sistema de Justiça em solenidades e discursos, a organização de sessões solenes de posse, gestão de contratos, terceirização de serviços e aplicação da linguagem simples em eventos institucionais.

Um dos destaques foi o debate sobre a elaboração de um Manual Nacional de Cerimonial e Protocolo dos Tribunais de Justiça, proposta que busca reunir orientações comuns para as Cortes estaduais. Representando o Judiciário do Acre, participou o servidor Angelo Douglas Souza, da Assessoria de Relações Públicas e Cerimonial.

A agenda técnica do encontro de gestores responsáveis pela gestão orçamentária e financeira permitiu a discussão de procedimentos, desafios e experiências

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relacionados à administração dos recursos públicos no âmbito do Judiciário. Pelo Tribunal de Justiça do Acre, participou o secretário de Finanças, Jacikley Ribeiro.

As diferentes oficinas e reuniões técnicas complementaram a agenda do XXI Consepre ao aproximar profissionais que atuam em áreas estratégicas dos Tribunais de Justiça e Militares. A iniciativa contribui para identificar soluções compartilhadas, aperfeiçoar processos e fortalecer a cooperação entre os Judiciários estaduais, em sintonia com os debates realizados pelos presidentes das Cortes durante o encontro.

Fotos: Comunicação TJAM

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Humanize IA, criada pelo TJAC, é destaque em encontro de presidentes de tribunais Estaduais e Militares de todo o país 

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Solução desenvolvida pelo Judiciário acreano usa inteligência artificial para aproximar a jurisprudência da Corte Interamericana dos casos concretos e fortalecer a proteção dos direitos humanos

Uma pergunta deu origem a uma iniciativa que começa a ganhar espaço no Judiciário brasileiro: como fazer a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos chegar ao magistrado no momento em que ele precisa dela para que os direitos do cidadão estejam cada vez mais presentes nas decisões?

Foi a partir dessa inquietação que o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) desenvolveu o Humanize IA, solução de inteligência artificial apresentada nesta quinta-feira, 13, durante o XXI Encontro do Conselho de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil (Consepre), a presidentes de Tribunais de Justiça estaduais e militares de todo o país.

A apresentação coloca o Acre no debate nacional sobre o uso da tecnologia para fortalecer a aplicação dos direitos humanos e o controle de convencionalidade, análise que considera, além das normas nacionais, os tratados internacionais de direitos humanos e a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Embora o Brasil faça parte do Sistema Interamericano de Direitos Humanos e disponha de um amplo conjunto de tratados, precedentes e opiniões consultivas, esse conhecimento ainda não está incorporado de forma natural à rotina de construção das decisões judiciais. O desafio, portanto, não é a ausência de normas ou informações, mas a criação de caminhos que tornem esse conteúdo mais acessível e aplicável aos casos concretos, fortalecendo a cultura do controle de convencionalidade e, sobretudo, a proteção dos direitos do cidadão.

A ferramenta, apresentada pelo presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, e o juiz auxiliar da presidência, Giordane Dourado, foi desenvolvida para analisar petições, decisões, sentenças e votos e identificar possíveis conexões com a jurisprudência, as opiniões consultivas e os precedentes da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Na prática, a tecnologia auxilia o operador do Direito a encontrar, de maneira mais rápida e objetiva, os parâmetros internacionais que podem ser relevantes para determinado caso. 

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Para o desembargador Laudivon Nogueira, a ferramenta representa o resultado de um trabalho coletivo e uma oportunidade de avançar na aplicação dos direitos humanos no Judiciário brasileiro. “A apresentação da Humanize IA aqui no Consepre foi uma honra para todos nós, porque é fruto do trabalho sério e dedicado de equipes, servidores e magistrados, que têm um papel fundamental no desenvolvimento de uma cultura de controle de convencionalidade no Brasil. Nós sabemos que hoje há uma, uma dificuldade de levar adiante aquilo que diz as normas sobre a garantia dos direitos humanos no Brasil. E nós temos essa oportunidade de apresentar, com muito orgulho, essa, essa ferramenta que certamente vai ser um diferencial, como disse o Rodrigo Modrovich, presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, um diferencial na aplicação da jurisdição brasileira no que toca à proteção dos direitos humanos”, ressaltou.

Desenvolvida por profissionais da área de tecnologia do TJAC, a ferramenta não substitui a atuação dos magistrados. Seu uso visa qualificar a fundamentação das decisões. A solução observa a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011) e normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como a Recomendação nº 123 e a Resolução nº 615.

Do Acre para uma agenda nacional

A apresentação no Consepre representa uma nova etapa da iniciativa. Ao compartilhar a experiência com os presidentes dos tribunais estaduais e militares, o TJAC amplia o diálogo sobre uma solução criada no Acre, mas que pode contribuir para uma transformação mais ampla no Judiciário brasileiro.

O Humanize, segundo o juiz auxiliar Giordane Dourado, também integra uma estratégia maior. Segundo ele, tecnologia, formação e articulação institucional são os três pilares que sustentam a iniciativa. “A tecnologia facilita o acesso à jurisprudência. A formação aproxima magistrados e servidores do Sistema Interamericano. E a articulação entre instituições ajuda a construir uma cultura permanente de proteção dos direitos humanos”, ressaltou o magistrado.

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E essa visão já começa a ser colocada em prática no Acre por meio da Rede Interamericana Interinstitucional, formada a partir de parcerias do TJAC com o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), a Defensoria Pública do Estado do Acre, a Polícia Civil, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Delegacia-Geral de Polícia Civil.

“Essa é uma rede que está sendo construída a várias mãos, no sentido de que nós possamos fortalecer nossas instituições, capacitar e, em última instância, concretizar o que foi estabelecido em 1992, quando o Brasil oficializou a adesão aos tratados internacionais de proteção aos direitos humanos”, afirmou o desembargador Laudivon Nogueira.

Uma iniciativa que vai além da tecnologia

O Humanize começou a ser estruturado em 2026 e ganhou um marco importante com o acordo de cooperação firmado entre o TJAC e a Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica. A parceria prevê intercâmbio institucional e ações de formação para magistradas, magistrados, servidoras e servidores, fortalecendo a aproximação entre o Judiciário acreano e o Sistema Interamericano.

Nesse contexto, o Humanize IA representa mais do que uma ferramenta tecnológica. É uma tentativa de transformar conhecimento em prática, aproximar a Justiça dos parâmetros internacionais de direitos humanos e fazer com que a proteção prevista nos tratados esteja cada vez mais presente nas decisões judiciais.

Ao apresentar a solução, o Acre compartilha uma experiência que nasceu de uma inquietação local, mas que aponta para um desafio comum a todo o Judiciário: como utilizar a inovação para tornar os direitos humanos mais presentes, acessíveis e efetivos na prestação jurisdicional.

Fotos: Lucas Nascimento/Comunicação TJTO

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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