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Ouvidoria e participação social fortalecem a democracia em roda de conversa promovida pela CGE

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Desembargadora Denise Bonfim, que é ouvidora da Mulher no TJAC, representou o Judiciário acreano no evento

A desembargadora Denise Bonfim, ouvidora da Mulher do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), participou na noite desta segunda-feira, 16, da roda de conversa “Ouvidoria e Participação Social: Fortalecimento da Democracia”, promovida pela Controladoria-Geral do Estado do Acre (CGE), por meio da Ouvidoria-Geral, em alusão ao Dia Nacional do Ouvidor.

O encontro reuniu representantes de instituições públicas para discutir a importância das ouvidorias como instrumentos de escuta qualificada da população, de acolhimento de demandas sociais e de promoção da transparência nas instituições. O evento contou com palestra da controladora-geral do Estado, Mayara Bandeira com a participação do ouvidor-geral do Estado, Luciano Fonseca e representantes do Ministério Público do Estado, Tribunal de Contas e Defensoria Pública do Estado.

Durante o evento, a desembargadora Denise Bonfim destacou o papel das Ouvidorias do TJAC das na ampliação do diálogo entre o poder público e a sociedade, especialmente no acolhimento de mulheres.

“A ouvidoria judicial funciona como um canal estratégico para aprimorar os serviços públicos e garantir o atendimento cidadão. Dentro dessa estrutura, a Ouvidoria da Mulher destaca-se como um espaço especializado para acolher relatos de violência doméstica ou tratamentos discriminatórios no ambiente jurídico. Enquanto as demandas masculinas são direcionadas ao setor geral, as mulheres contam com um suporte específico para denunciar abusos de servidores ou magistrados. O órgão assegura a investigação de queixas relacionadas ao desrespeito institucional, permitindo tanto a identificação formal quanto o sigilo da denúncia. Esse mecanismo busca fortalecer a proteção feminina, oferecendo respostas concretas contra condutas inadequadas no Poder Judiciário”, disse.

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A roda de conversa teve como objetivo promover um espaço de diálogo aberto sobre participação e controle social, evidenciando o papel estratégico das ouvidorias no fortalecimento da democracia e no aprimoramento da relação entre as instituições públicas e a sociedade.

A iniciativa também reforçou a importância de práticas institucionais voltadas à transparência, ao acolhimento das demandas da população e à construção de políticas públicas cada vez mais alinhadas às necessidades dos cidadãos.

Na oportunidade, todos os ouvidores-gerais receberam, das mãos do ouvidor-geral do Estado, Luciano Fonseca, e da controladora-geral, Mayara Bandeira, certificados em reconhecimento à valiosa atuação à frente das ouvidorias. A homenagem foi concedida como forma de reconhecimento pela dedicação, sensibilidade e relevante contribuição ao fortalecimento da atividade de ouvidoria e ao aprimoramento do serviço público.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Programa Audiência Pública ouve a sociedade para aprimorar comunicação com linguagem simples

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Comunidade pode preencher formulário formulário quanto ao uso da linguagem simples no programa

Cidadania e Justiça nas ondas do Rádio. Esse é o slogan de um dos programas pioneiros da Rádio Difusora Acreana (104.5 FM), produzido pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), para informar o cidadão sobre os seus direitos e deveres.

No ar há 25 anos, o Programa Audiência Pública, apresentado pelo juiz de Direito Cloves Ferreira, é transmitido todas as segundas-feiras, às 15h, ao vivo, sem um roteiro fixo, mas a equipe, que já possui ampla experiência na área, segue uma estrutura básica com abertura, leitura de notícias do site do Tribunal e entrevistas. Tudo de forma espontânea e sem edições.

O programa, nessas mais de duas décadas, é uma ferramenta importante de diálogo direto com a população, especialmente sobre temas jurídicos do cotidiano que afetam as comunidades mais vulneráveis. Sempre usou uma linguagem mais adequada ao público ouvinte, mas para aprimorar essa comunicação, divulgou formulário para avaliação da sociedade quanto ao uso da linguagem simples. Acesse aqui e participe.

O setor de Comunicação do TJAC também fez a reformulação da página para uma linguagem popular e com contatos para o cidadão ou a cidadã ter participação no programa.

A cada edição, o programa apresenta orientações e esclarecimentos sobre um tema de interesse da sociedade. O programa promove debates, apresenta orientações e responde às dúvidas enviadas pelos ouvintes. Também recebe convidados para explicar assuntos jurídicos e sociais de interesse da população.

O juiz-apresentador enfatiza que Audiência Pública conta com o apoio do servidor e jornalista do TJAC, Marcio Bleiner, juntamente com o advogado Marco Aurélio Flores e que o programa já se consolidou como um dos principais canais de orientação jurídica voltada à população do estado, seja em Rio Branco ou mesmo nos locais mais distantes das capital do Acre.

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“É um espaço de diálogo e de orientação jurídica para aqueles que, muitas vezes, não têm acesso a outros meios de informação, senão o rádio. Importante que, quem tiver meios de preencher o formulário, o preencha. Queremos sempre aprimorar em prol da comunidade. Queremos oferecer serviços compreensíveis para todas as pessoas, especialmente aquelas que têm mais dificuldade de interpretar a linguagem jurídica. Afinal, uma Justiça que se comunica de forma clara e acessível também se aproxima mais da sociedade e fortalece o exercício da cidadania”, disse.

História do programa

O Audiência Pública foi criado em agosto de 2001 como um canal de comunicação entre a magistratura e a sociedade.

A iniciativa foi inspirada no programa Vagalume, criado em 1997 e transmitido pela Rádio Verdes Florestas, em Cruzeiro do Sul. Participaram dessa experiência os juízes Cloves Augusto e Luís Camolez (atualmente desembargador), os promotores de Justiça Álvaro Pereira e Alessandra Marques e o defensor público Alberto Gomes.

Em 2011, quando completou dez anos, o Audiência Pública foi institucionalizado pelo Tribunal de Justiça do Acre. A medida também contribuiu para o cumprimento da Meta 4 do Conselho Nacional de Justiça, que incentivava a realização de ações destinadas a explicar à população as funções, as atividades e a estrutura do Poder Judiciário.

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Desde então, o programa mantém um espaço permanente de diálogo, orientação e aproximação entre o Poder Judiciário e a sociedade acreana.

Em agosto de 2026, o Audiência Pública completa 25 anos de atividade, mantendo seu compromisso de levar informação jurídica de forma clara e aproximar o Poder Judiciário da população.

Outras ações

Entre algumas ações sobre linguagem simples desenvolvidas pelo Poder Judiciário do Acre destaca-se o glossário de termos técnicos utilizados na área de TI, produzido pela Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic); na Vice-Presidência da Corte de Justiça, até então exercida pelo desembargador Luís Camolez, coordenador do Programa de Simplificação da Linguagem no âmbito do TJAC, a medida veio sido colocada em prática de maneira pioneira, antes mesmo do lançamento do Pacto Nacional, pelo CNJ.

O Laboratório de Inovação e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Lapis), hoje Inova, por exemplo, em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/AC), promoveu oficinas, rodas de conversa e campanha para orientar e sensibilizar os servidores sobre a necessidade da linguagem simples. A Escola do Poder Judiciário (Esjud) ofereceu ao público interno a palestra “Linguagem simples é acessibilidade” , e o setor de Comunicação segue com diversos vídeos nas redes sociais mostrando a dificuldade do público em entender termos técnicos e outros com a participação de servidores exemplificando alguns termos jurídicos para conscientizar o quanto é importante uma linguagem simples e acessível ao público que mais precisa.

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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