TJ AC
Plenária do 57º Fonaje aprova enunciado e sedes das próxima edições
TJ AC
A diretriz teórica “Justiça e Pertencimento Sem Fronteiras” se tornou uma realidade viva com a integração da magistratura durante o 57º Fonaje
A identidade do “fonajeano” foi expressada com orgulho no último dia do 57º Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje). No encerramento, os participantes vestiam a camiseta com dizeres: “Fonajeano na Amazônia”, assim honrando a proposta temática dessa edição: Justiça e Pertencimento Sem Fronteiras.
A programação desta sexta-feira, 29, iniciou com a apresentação de boas práticas. As iniciativas refletem experiências inovadoras, desenvolvidas pelos tribunais brasileiros e demonstram o compromisso permanente dos Juizados Especiais com a eficiência e a facilitação do acesso à Justiça.
A juíza Evelin Bueno do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) mediou esse painel, que foi composto pelas seguintes ações mineiras: Resumo de sentenças em linguagem simples e direito visual; o projeto Rua de Direitos; e uma parceria com faculdade de psicologia para realização de projeto de extensão nas conciliações.
Por sua vez, a juíza Adamárcia Machado apresentou a boa prática acreana: Atermação Inteligente e Humanizada – O uso da ADA [Assistente Digital Ampliada] na qualificação da escuta atividade nos Juizados Especiais de Cruzeiro do Sul. A inteligência artificial é utilizada na atermação. “Por trás de cada atendimento, tem uma história, uma necessidade, uma expectativa de ser ouvido do cidadão. A Atermação é uma das principais portas de entrada da Justiça. Muitas vezes o jurisdicionado chega sem documentos organizados, com relatos fragmentados ou dificuldades de expor sua demanda. A qualidade dessa escuta influencia diretamente na qualidade da prestação jurisdicional. A ADA faz apoio supervisionado das atividades judiciais, automatizando tarefas. A ferramenta realiza a transcrição dos relatos, organiza as informações, juntada de documentos e minuta das petições iniciais. Com isso o servidor pode focar na escuta ativa e no atendimento humanizado”, explicou a magistrada.



Posteriormente, o coordenador dos Juizados Especiais, desembargador Junior Alberto, realizou seu pronunciamento, representando no ato o presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). “Chegamos ao encerramento dessa edição. Ao longo desses três dias, testemunhamos debates profundos, reencontros valiosos e uma convergência absoluta de ideais voltados a construção de uma prestação jurisdicional cada vez mais ágil, humana e acessível. Aos nossos colegas, que cruzaram o Brasil para estar aqui, eu externo minha profunda gratidão. A presença, a energia e o compromisso de cada um elevou esse encontro a um marco histórico, não apenas para o Poder Judiciário do Acre, mas a consolidação dos Juizados Especiais em âmbito nacional. Saímos convictos que a eficiência não está apenas na estatística, mas na capacidade de acolher com dignidade cada cidadão que busca o Judiciário”, concluiu.
Em resposta, a Comissão Executiva ratificou o sucesso do 57º Fonaje e o presidente, juiz Rosalvo Augusto, reconheceu o primor da hospitalidade acreana: “O Fonaje que estamos realizando vai deixar muita saudade”, declarou. O momento foi marcado pela entrega do galardão, arte elaborada em madeira amazônica que foi entregue aos homenageados e homenageadas.
O desafio de realizar o Fonaje no Acre, em plena Amazônia, foi respondido com uma edição marcada pelo acolhimento, pela valorização da cultura local e pela identidade acreana expressa em cada detalhe. Da gastronomia aos elementos do artesanato, das apresentações culturais à hospitalidade do povo acreano, o 57º Fonaje surpreendeu os visitantes e consolidou-se como um encontro memorável. Sediar um grande evento nacional, levou o Acre a mostrar sua capacidade de unir eficiência, organização e pertencimento, deixando como legado uma experiência que conectou Justiça, cultura e humanidade sem fronteiras.















Enunciados
Na parte final do evento, foi decidido por aclamação que o primeiro Fonaje de 2027 será em Santa Catarina e o segundo em Espírito Santo. Em seguida, a Comissão Executiva informou que todos os enunciados apresentados passaram por triagem da Comissão Legislativa. Deste modo, seis enunciados foram submetidos à votação da Plenária, com a participação dos representantes de cada estado. Então, foi aprovado o seguinte enunciado proposto pelo juiz Valmir Alaércio do Tribunal de Justiça do Mato Grosso:
“Não se conhece de Incidente de Uniformização de Jurisprudência que implique reexame de matéria de fato”
Por fim, foi realizada leitura da Carta de Rio Branco:

A íntegra da transmissão ao vivo está disponível: clique aqui.
Fotos: Elisson Magalhães/ Secom TJAC
O Fonaje contou com recursos de acessibilidade, como tradução em Língua Brasileira de Sinais (Libras), audiodescrição e linguagem simples.
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
Presidente do TJAC participa de Encontro Regional da Magistratura
Evento reuniu presidentes de tribunais, corregedores e juízes dos sete estados da Região Norte; programação foi promovida pelo CNJ e abordou transformação digital da Justiça, desafios amazônicos e políticas voltadas à juventude acolhida
O presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Laudivon Nogueira, participou nesta sexta-feira, 29, do Encontro Regional da Magistratura, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no edifício-sede do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em Manaus.
O encontro contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Luiz Edson Fachin, e do corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell. A agenda reuniu presidentes de tribunais, corregedores-gerais da Justiça, juízes auxiliares e magistrados dos sete estados da Região Norte.
A iniciativa teve como objetivo fortalecer a integração da magistratura nacional e discutir as especificidades da atuação jurisdicional na Amazônia, marcada por desafios próprios da região, como distâncias continentais, localidades remotas, sazonalidade climática e extensas áreas de fronteira.

Na abertura do evento, o presidente do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, destacou que o Poder Judiciário deve estar a serviço da sociedade, oferecendo respostas jurídicas e técnicas adequadas à realidade da população. Afirmou ainda que a presença do Estado na Amazônia não pode ser descontínua e que a transformação digital da Justiça precisa estar voltada à promoção da cidadania.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, abordou as peculiaridades da região amazônica e ressaltou a necessidade de o Poder Judiciário atuar com sensibilidade e eficiência no atendimento aos jurisdicionados. Também enfatizou a importância do encontro ao reunir magistrados de diferentes ramos da Justiça para a construção de instituições cada vez mais centradas nas necessidades da população.





Programação
Durante a programação, foram realizados dois painéis temáticos. O primeiro debateu o uso da inteligência artificial no Poder Judiciário. A proposta apresentada foi a de utilizar a tecnologia como ferramenta de apoio à qualidade e à celeridade das decisões judiciais, sem substituir a atuação humana. Os magistrados destacaram que a aplicação da inteligência artificial deve ocorrer de forma responsável e alinhada ao compromisso do Judiciário com a sociedade.
O segundo painel abordou o Programa Novos Caminhos, política nacional instituída pela Resolução n.º 543 do CNJ, voltada à criação de oportunidades para adolescentes e jovens, entre 14 e 18 anos, acolhidos institucionalmente. A iniciativa busca garantir condições para uma vida adulta com cidadania plena e estabilidade social, cabendo a cada tribunal de justiça desenvolver ações em sua respectiva unidade federativa.
À tarde, ocorreram duas reuniões de trabalho: uma exclusiva para presidentes e corregedores dos tribunais de justiça da Região Norte e outra destinada aos juízes auxiliares. Ambos os encontros contaram com a participação dos ministros Edson Fachin e Mauro Campbell.
Participação
Representaram o Judiciário acreano no encontro a supervisora do Núcleo de Justiça Restaurativa (Nujures) e presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), desembargadora Waldirene Cordeiro; o presidente da Comissão de Soluções Fundiárias do Estado (COMSF) e corregedor regional eleitoral do TRE-AC, desembargador Lois Arruda; e o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger), Cloves Ferreira.







Fotos: Chico Batata/TJAM
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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