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População de Santa Rosa do Purus recebe última edição do ano do Projeto Cidadão

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Com a missão de vencer as barreiras geográficas e entregar cidadania com serviços públicos básicos, o Projeto Cidadão comemorou 30 anos de trabalho neste 2025

Paolino Maria Baldassari foi um missionário italiano que navegou pelos rios acreanos e percorreu a mata fechada para chegar até ribeirinhos, indígenas e comunidades mais isoladas. Inspirado por esse exemplo de ir ao encontro das pessoas, o Projeto Cidadão, do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), realiza a última edição do ano nesta quinta e sexta-feira, 4 e 5, no município de Santa Rosa do Purus, na Escola Estadual que leva o nome do padre Paolino. Além da vocação religiosa, ele foi um humanista que, enquanto viveu, dedicou-se a amparar as necessidades da população da Amazônia, gente que vive de um jeito diferente, mas único, e que deve ser respeitada com a garantia de acesso aos serviços públicos básicos.

Para cumprir esse propósito e entregar cidadania aos santarrosenses, a ação social da Justiça — que completa 30 anos em 2025 — ofertou serviços como: emissão de documentos, certidões de nascimento, título de eleitor e carteira de identidade (neste caso, exclusivamente para produtoras e produtores rurais). Também foram oferecidos serviços de regularização fundiária, CadÚnico, doação de vestuário, benefícios previdenciários, além de atendimentos jurídicos e de saúde, como vacinação, testes rápidos, atendimento odontológico, consultas médicas, nutricionais e atendimento psicológico.

Com todo esse leque de serviços públicos, diversas instituições se envolveram no trabalho: Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Ministério Público do Acre (MPAC), Defensoria Pública do Estado (DPE-AC), Polícia Civil, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Exército Brasileiro, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e a Prefeitura de Santa Rosa do Purus.

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O casal Pedro Maciel Costa, 64 anos, e Leuda Maria Mendes Costa também tem uma ligação especial com o padre Paolino. Há 40 anos juntos, eles fugiram para se casar, e a cerimônia foi realizada no seringal Poronga, no Rio Iaco, na região de Sena Madureira, pelo próprio missionário. Pedro conta que, na juventude, trabalhou com o sacerdote, pilotando o barco nos rios da região.

Os dois foram ao Projeto Cidadão para tirar uma nova via do RG e buscar o documento da terra onde vivem. “É difícil chegar aqui, mas eu gosto, gosto muito. Estamos aqui há 20 anos, desde que saímos de Sena Madureira. A gente vive tranquilo. E hoje vim só tirar o documento e o título da terra. Ter os documentos é dignidade”, comentou o idoso, ao lado da esposa.

Comunicação e criatividade

Como Santa Rosa do Purus faz divisa com o Peru, é cercada por aldeias indígenas e tem grande parte de seus habitantes pertencentes às etnias Huni Kuin e Kulina, a comunicação poderia ser um obstáculo — não fosse a criatividade, a solidariedade e o uso da linguagem simples.

Logo cedo, no portão da escola, um senhor indígena chegou dizendo apenas: “Vim aqui, 64 anos”. Somente com a ajuda de outro indígena, que conversou com ele na língua materna e traduziu para as servidoras, foi possível encaminhá-lo para verificar se tinha direito à aposentadoria. Quando não se fala em língua indígena, fala-se em espanhol — ou é necessário recorrer à linguagem simples, traduzindo termos e explicando cada atendimento.

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O servidor do TJAC, Clodomiro Neves, fez exatamente isso ao reforçar a importância de eleitoras e eleitores cadastrarem a biometria. “As pessoas simples não vão saber o que é biometria, então eu disse: ‘É preciso regularizar o título de eleitor para não ter o CPF bloqueado e não perder o benefício’”, comentou Neves. Ele entrou na Justiça como técnico de som nas primeiras edições do Projeto Cidadão e, de lá para cá, já são quase 30 anos de atuação.

Já a adolescente Mariana Nonato da Silva Kaxinawá enfrentou cinco horas de canoa com o Wallace de dois meses de idade no colo,  para conseguir o salário maternidade junto ao INSS. Mas, todo atendimento da jovem foi acompanhado pela tia Marilene Nonato Lopes Rodrigues Kaxinawá, que estava sendo voluntária no Projeto, pois o atendente não falava o idioma indígena e a adolescente não entendia muito o Português.

“Ter os atendimentos aqui facilitou,  porque Santa Rosa é um município muito distante e para ter esses serviços é mais longe ainda. Teríamos que viajar de barco, pagar um avião e isso custa muito. E as pessoas não tem recursos financeiros para ir fazer esses tipos de atendimentos. E estou aqui pela Saúde, mas pude ajudar minha sobrinha e isso foi muito bom”, disse Marilene

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC conquista prêmio nacional por gestão das emissões dos gases de efeito estufa

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Tribunal alcança categoria máxima após ampliar ações de redução, mensuração e compensação de carbono; o reconhecimento foi concedido nesta quinta-feira, 27, pela Fundação Getúlio Vargas

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) conquistou, nesta quinta-feira, 27, o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, em reconhecimento ao trabalho de mensuração, redução e compensação das emissões de gases de efeito estufa (GEE). A premiação foi concedida pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces).

O programa reconhece organizações pela transparência e pela qualidade na elaboração de inventários de emissões de GEE. A iniciativa busca estimular a adoção de práticas para reduzir o impacto ambiental de instituições públicas e privadas. Para isso, utiliza a metodologia GHG Protocol, referência internacional para contabilizar e gerenciar emissões de gases de efeito estufa.

Nesta edição, o TJAC alcançou a categoria máxima do programa. O resultado considera o cumprimento dos critérios estabelecidos, a verificação dos dados por empresa independente certificada pelo Inmetro e a adoção de medidas para reduzir as emissões de CO₂. Entre as ações estão a redução do consumo de insumos, o reflorestamento e a compensação ambiental.

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Mudanças que refletem no dia a dia

As medidas adotadas pelo Tribunal refletem nos indicadores de sustentabilidade. Conforme o Plano de Logística Sustentável (PLS), em comparação com 2019, o TJAC registrou, até o último ano, redução de 78,8% no consumo de papel, 69,74% no uso de copos descartáveis e 32,13% no consumo de energia elétrica.

O Tribunal também atua na eficiência energética, com a substituição de sistemas de iluminação, instalação de sensores de presença, automatização de equipamentos de climatização e ampliação do uso de energia renovável. Atualmente, Rio Branco conta com três usinas fotovoltaicas do TJAC.

Outra frente é o projeto Plantando Futuro, que prevê o plantio de 15 mil árvores nativas da Amazônia em áreas degradadas até 2030. A iniciativa recebeu do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o Prêmio Juízo Verde, na categoria Indicadores de Produtividade/Área Ambiental da Justiça Estadual.

Do Bronze ao Ouro

Em um ano, o TJAC passou do Selo Bronze para o Selo Ouro. A evolução integra uma nova etapa da política de descarbonização da instituição, com procedimentos para identificar, mensurar e dar transparência às emissões de carbono e, a partir desses dados, aprimorar as medidas de redução e compensação.

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A conquista ainda demonstra o cumprimento das diretrizes da Resolução n.º 594/2024, do CNJ, que instituiu o Programa Justiça Carbono Zero e estabeleceu a meta de zerar as emissões de CO₂ do Poder Judiciário até 2030. O TJAC incorporou as diretrizes da iniciativa ao próprio Plano de Logística Sustentável. A medida integra a política institucional de sustentabilidade, que associa práticas de redução de emissões à eficiência no uso de recursos e à adoção de tecnologias.

O acompanhamento das ações é realizado pela Coordenadoria de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental (Cosus), com apoio da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável, sob supervisão da desembargadora Waldirene Cordeiro. Com o resultado, o TJAC passa a concentrar esforços na manutenção dos indicadores e no avanço das ações previstas no Plano de Logística Sustentável e no Programa Justiça Carbono Zero.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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