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TJAC ilumina prédio-sede de lilás e reforça campanha pelo fim da violência contra a mulher

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A iluminação permanecerá durante todo o mês de agosto em todos os prédios do Poder Judiciário do Acre em referência à campanha e também em comemoração aos 19 anos da Lei Maria da Penha

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) iluminou o prédio-sede com a cor lilás como forma de adesão à campanha nacional Agosto Lilás, que marca a luta pelo fim da violência contra a mulher. A iniciativa é da Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv) e tem como propósito sensibilizar a sociedade sobre a importância do enfrentamento à violência de gênero.

A iluminação permanecerá durante todo o mês de agosto em todos os prédios do Poder Judiciário do Acre em referência à campanha e também em comemoração aos 19 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), celebrados neste 7 de agosto.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou a responsabilidade do Judiciário na proteção das mulheres e o papel transformador de ações de conscientização. Ele falou sobre o combate à violência doméstica e a importância da educação para mudar a cultura machista e destacou ainda o trabalho da Vara de Proteção à Mulher, a atuação de profissionais da área (Defensoria, Ministério Público, magistrados e servidores) e o programa de conscientização “Paz no Lar”, que atua nas escolas.

Além de celebrar os avanços, o desembargador-presidente enfatizou também fez críticas à expressão “briga de marido e mulher, ninguém mete a colher”, enfatizando a necessidade de denunciar e buscar a justiça.

“Combater a violência contra a mulher é um dever de toda a sociedade, e o Judiciário tem atuado com firmeza, mas também com sensibilidade. Iniciativas como o Agosto Lilás são essenciais para romper o silêncio, encorajar a denúncia e promover uma cultura de paz e respeito.  Paz começa dentro de casa, mas se constrói com esforço de todos”, afirmou.

A solenidade de abertura contou com a presença do presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira; da presidente da Associação dos Magistrados do Acre (Asmac), juíza Olívia Ribeiro; dos juízes auxiliares Zenice Mota, Louise Santana e Giordane Dourado; da juíza de Direito Evelin Bueno, do secretário-geral Júnior Martins; da secretária de Gestão de Pessoas, Nassara Nasserala; da  procuradora-geral adjunta para Assuntos Administrativos e Institucionais do MPAC, Rita de Cássia; da defensora pública-geral Juliana Marques; da advogada Marina Belandi e de servidores e servidoras.

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Dados

A juíza de Direito Louise Santana, que também é titular da 2ª Vara de Proteção à Mulher da Comarca de Rio Branco e vice-coordenadora da Comsiv, apresentou dados. Segundo ela, apesar dos avanços, os números de 2024 lembra que o enfrentamento à violência contra a mulher ainda é urgente.

“Uma mulher é agredida no Brasil a cada 4 minutos. O país registrou 87.545 estupros, o maior número da história. 1.492 mulheres foram vítimas de feminicídio, o maior número desde que o crime foi tipificado, em 2015. Diante dessa realidade, tramita no STF a ADPF 1242, que questiona a omissão do Estado diante das violações massivas aos direitos fundamentais das mulheres — e cobra uma resposta estruturada, eficaz e contínua. A violência contra a mulher não é um problema privado — é um problema social e constitucional. É tempo de romper o silêncio. É tempo de transformar dados em políticas. É tempo de garantir dignidade e justiça para todas. A campanha Agosto Lilás é um chamado coletivo à responsabilidade, à escuta, ao acolhimento e à ação. Cada roda de conversa, cada atendimento, cada audiência, cada formação é uma peça essencial na construção de um país mais justo para todas”, disse.

A procuradora de Justiça Rita de Cássia afirmou ser uma honra, como mulher, representar o Ministério Público. Segundo ela, o MP tem atuado incansavelmente para acolher, proteger as vítimas e responsabilizar os agressores. “Aqui nós reafirmamos nosso compromisso coletivo de fazer do Acre um lugar onde as mulheres possam viver de forma digna e sem violência”, declarou. Ela também destacou que o machismo estrutural ainda é dominante na sociedade e reforçou a importância de campanhas de conscientização.

A defensora pública-geral Juliana também destacou a importância da participação da Defensoria Pública nesse esforço conjunto. “É uma honra para a DPE participar deste diálogo, reiterando nosso compromisso. A Defensoria é parceira na missão de livrar a sociedade da violência contra a mulher”, afirmou. Ela ressaltou ainda a evolução das ações da instituição.

Doação

Na ocasião, também foi assinado um termo de cooperação com a Associação dos Magistrados do Acre (Asmac). O acordo, celebrado entre o TJAC, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar e a Asmac, prevê o acautelamento de computadores usados e a posterior doação a alunos de escolas carentes, selecionados por meio do concurso de redação do programa “Conscientização pela Paz no Lar”.

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Essa atividade, desenvolvida pela Cosiv em parceria com outras instituições, tem como objetivo principal fomentar, no seio da comunidade escolar, a conscientização sobre a violência de gênero, fortalecer vínculos familiares e contribuir para a promoção da paz nos lares, com foco na prevenção e no apoio às vítimas em situação de vulnerabilidade. Ao final das palestras, as alunas e os alunos produzem textos com o tema “A violência doméstica e familiar contra a mulher e os impactos na sociedade”. Os autores das três melhores redações sobre a temática são premiados com computadores.

A presidente da Asmac, juíza de Direito Olívia Ribeiro expressou apoio à causa da prevenção da violência doméstica, parabenizou o TJAC pela causa e destacou a honra da associação em assinar um termo que beneficiará alunos de escolas participantes de um concurso de redação, premiando-os com computadores.

“A Asmac tem orgulho de apoiar essa causa tão importante, que é a prevenção à violência doméstica. Parabenizo o Tribunal de Justiça pela iniciativa e destaco a honra da nossa associação em assinar um termo que vai beneficiar estudantes de escolas públicas, premiando-os com computadores como reconhecimento pelo esforço e talento demonstrados no concurso de redação”, finalizou.

Programação

Ainda neste mês de agosto, algumas ações estão fechadas para serem executadas:

7 de agosto – Abertura oficial do “Agosto Lilás”, no TJAC, às 17h, com iluminação do prédio e assinatura de Termo de Cooperação para doação de computadores, às estudantes e aos estudantes vencedores do concurso de redação do programa de “Conscientização pela Paz no Lar”

18 de agosto – Abertura da 30ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, na Cidade da Justiça, às 9h

19 de agosto – Palestra do programa “Conscientização pela Paz no Lar”, no Colégio Glória Perez

22 de agosto – Roda de Conversa sobre relacionamento abusivo e Medidas Protetivas de Urgência, na Casa Rosa Mulher, às 9h

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Eproc passa a operar em todo o 2º Grau do TJAC

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Novos processos protocolados, a partir de agora, na Corte passam a tramitar exclusivamente pelo sistema

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) concluiu, nesta terça-feira, 8, a implantação do eproc, novo sistema de tramitação processual do Judiciário acreano, no 2º Grau de Jurisdição. A partir de agora, todos os novos processos protocolados na Corte passam a tramitar exclusivamente pela ferramenta. Para marcar essa nova etapa, foi realizado um ato solene no Gabinete da Presidência, em Rio Branco.

O momento contou com a presença do presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, da coordenadora-geral de implantação do eproc e juíza auxiliar da Presidência, Louise Santana, além de servidoras e servidores. Com a conclusão dessa etapa, a instituição consolida um processo de mudança de sistema e transformação digital iniciado em 7 de julho de 2025, com a instalação da ferramenta na primeira unidade judiciária.

O TJAC trilhou uma jornada progressiva. Desde abril, quando a implantação do eproc foi concluída nas unidades jurisdicionais de 1º Grau, o Tribunal está empenhado em expandir o sistema para a 2.ª instância, com testes, ajustes, capacitações e planejamento. A estratégia buscou garantir uma transição segura e estável, sem impacto na produtividade de desembargadoras e desembargadores.

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Para isso, a equipe responsável pela implantação adotou etapas semelhantes às utilizadas no 1º Grau. Primeiro, foram habilitadas as competências da Presidência, na área de Precatórios, da Vice-Presidência e da Infância e Juventude, além das competências das Câmaras Cíveis. Depois, a implantação avançou para a Câmara Criminal e o Tribunal Pleno Jurisdicional.

No último mês, o Tribunal ampliou o uso do sistema no 2º Grau, com a disponibilização de novas classes processuais na Câmara Criminal e no Tribunal Pleno. Restavam algumas classes da Presidência, da Câmara Criminal e do Tribunal Pleno Jurisdicional, além da implantação nas Câmaras Cíveis Reunidas e na Turma de Uniformização. Todas essas etapas foram concluídas nesta terça-feira.

Agora, o TJAC passa a se dedicar integralmente à migração dos processos que ainda tramitam no Sistema de Automação da Justiça (SAJ) para o eproc. O trabalho já começou e tem os Juizados Especiais Cíveis da Comarca de Rio Branco como unidades-piloto. A previsão é concluir essa etapa, considerada a última fase da mudança de sistema, em dezembro.

Com o eproc, o Tribunal prevê mudanças na rotina jurisdicional, por exemplo, maior controle automático de prazos, automação de tarefas, redução de custos e aperfeiçoamento dos fluxos de trabalho. A expectativa é ampliar a eficiência e a agilidade dos serviços, além de contribuir para a qualidade de vida de servidoras e servidores.

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Foto: cedida

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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