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TJAC realiza projeto Portas Abertas para ouvir e se aproximar de pessoas com deficiência

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Evento realizado na Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) reuniu pessoas com deficiências de organizações e associações para apontarem os aspectos de melhoria e dialogarem sobre como tornar a Justiça mais inclusiva e acessível

Chegar perto, se aproximar, conhecer é um caminho para romper barreiras, desconstruir preconceitos e promover a inclusão. Foi isso que aconteceu na manhã desta sexta-feira, 26, na Escola do Poder Judiciário (Esjud), do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), com o projeto “Poder Judiciário de Portas Abertas: inclusão em Foco”, que trouxe organizações e associações de pessoas com deficiência para dentro da instituição.

Estavam presentes representantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Rio Branco, Associação de Fibromiálgicos do Acre, Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência Física do Acre (Capedac), Família Azul, além da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJAC, representantes da Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC), da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB-AC), servidoras, servidores, pais e mães das Pessoas com Deficiência (PCDs).

O objetivo foi conscientizar sobre a necessidade de o Judiciário melhorar as ferramentas de inclusão, rompendo as barreiras arquitetônicas, comunicacionais e atitudinais. Abrir as portas para as pessoas com deficiência dentro da instituição pode parecer uma simples visita, mas a inclusão começa pelo básico, por conhecer e escutar o que essas pessoas apontam como gargalos que precisam de aperfeiçoamento.

A ação ainda buscou atender a Resolução n.° 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e marcar as datas dedicadas à reflexão sobre a inclusão e acessibilidade, que foram: domingo, 21, Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (Lei n.°11.133/2005); segunda, 22, Dia Nacional do Atleta Paralímpico (Lei n.°12.622/2012); terça, 23, Dia Internacional das Línguas de Sinais; e nesta sexta-feira, 26, Dia Nacional dos Surdos (Lei n.°11.796/2008).

Durante o ato, o TJAC entregou uma placa de homenagem à Apae e a Associação deu um certificado de agradecimento ao Tribunal de Justiça pelo apoio e parceria. E encerrando o ato, o coral Vozes Angelicais composto de alunas e alunos da Apae fez sua estreia no auditório da Esjud, com a música “Aleluia”.

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Instituições acolhedoras

O desembargador Luís Camolez, diretor da Esjud, representou a Presidência do Tribunal na atividade e destacou a relevância da iniciativa. “Se defendemos a inclusão na teoria, nas falas, temos de fazer isso na prática, com ações concretas, a exemplo desta agenda de hoje. As instituições têm de ser acolhedoras e, aqui na Esjud, temos trabalhado para não apenas receber as pessoas, mas tratá-las com respeito”, disse.

Antes do evento iniciar, o magistrado levou as alunas e os alunos da Apae para o Laboratório de Informática do setor, a fim de que conhecessem as servidoras e os servidores do Judiciário que participavam de uma capacitação sobre o Eproc. O encontro permitiu uma interação marcada pela empatia, humanização e inclusão social.

Nesse sentido, a presidente da Apae, Maria do Carmo Pismel, resgatou a história da instituição, elencou as inúmeras dificuldades financeiras e estruturais enfrentadas pela Associação, que sobrevive das doações e envolvimento da comunidade, atendendo 300 alunas e alunos com atendimento especializado na área de educação, saúde e assistência psicossocial.

“A Apae Rio Branco foi fundada em 1981 e ao longo dos 44 anos de história vem cumprindo sua missão de promover sua cidadania e dignidade às pessoas com deficiência e seus familiares. A Apae é uma entidade filantrópica que sobrevive por meio de projetos, verbas parlamentares, doação da comunidade e parcerias institucionais. Estamos felizes com essa parceria. Queremos reafirmar nosso respeito e gratidão. Juntos podemos construir uma sociedade mais inclusiva, justa e solidária”, disse Maria do Carmo.

Construir pontes

A juíza auxiliar da Presidência e integrante da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão (Copai) do TJAC, Zenice Cardozo, enfatizou que promover um Judiciário mais inclusivo e acessível é um desafio, que implica na construção de pontes e rompimentos de barreiras e preconceitos.

“O Judiciário de portas abertas é um símbolo da nossa vontade de estarmos mais próximos, de sabermos o que falta. Construir atitudes mais inclusivas e acessíveis é um grande desafio. Conviver, estar mais próximo, ajuda e ajuda em muito, porque se tem alguém que pode nos dizer o que é inclusão e acessibilidade não é livro, não é a Norma Técnica, são as pessoas com deficiência. Inclusão não é um favor, é um direito e precisamos ter consciência disso. Inclusão não se faz sozinha, é um caminho de união de aprendizado constante, de olhar humano e solidário. O Poder Judiciário está de portas abertas, porque acredita em uma sociedade mais justa e acessível e inclusiva”, comentou a juíza.

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Para a servidora Ana Cunha, também da Copai enfrentar o capacitismo é um ato diário, que envolve realizar essa aproximação e troca. “Sabemos que temos fragilidades, mas é com a presença de cada um, com esse olhar, que vamos melhorando. Queremos uma Justiça mais acessível, inclusiva e, principalmente, um corpo de servidores e magistrados mais acessível. Somente com a convivência vamos conseguir transformar uma sociedade que ainda é capacitista em inclusão, empatia e oportunidade. Estamos cumprindo o princípio constitucional, que é promover justiça para todos. Mas, precisamos de vocês juntos para que essa Justiça se torne realmente acessível”, disse Cunha.

Ajude a Apae

Durante seu discurso, a presidente da Apae Maria do Carmo, pediu ajuda para a instituição, dando sugestões de caminhos, entre eles citou o programa Nota Premiada Acreana e pediu a doação de panetones que serão entregues às alunas e alunos no Natal.

A Nota Premiada Acreana faz parte do Programa de Educação Fiscal do Estado do Acre, para que cidadãs e cidadãos peçam a emissão de documentos fiscais. Quando o consumidor faz o cadastro no site do Programa e solicita a inclusão do CPF nas notas fiscais, concorre a prêmios em dinheiro, que tem sorteios mensais e contribui com as instituições sociais cadastradas.

Durante o cadastro você escolhe uma entidade credenciada a Secretária de Fazenda Pública do Estado (Sefaz) e se você for premiado nos sorteios, metade do valor vai para a associação indicada. Além disso, essas entidades recebem rateios mensais. Veja as informações aqui

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Mãe que agrediu filha após flagrá-la em caixa d’água é condenada por maus-tratos

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Câmara Criminal entendeu que castigo físico extrapolou os limites do exercício do poder familiar

Mãe que submeteu a filha a castigo físico excessivo após flagrá-la tomando banho dentro de uma caixa d’água foi condenada a dois meses e 20 dias de detenção, em regime inicial aberto, pelo crime de maus-tratos. A decisão é da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). O colegiado entendeu que a mulher abusou dos meios de correção.

Conforme os autos, o caso aconteceu em fevereiro de 2024, no município de Bujari. Foram constatadas diversas marcas de agressão espalhadas pelo corpo da menina. Ela apresentava hematomas na coxa direita, no cotovelo, na região das escápulas e no pé direito, além de escoriações no abdômen.

Em primeira instância, a mãe da vítima foi condenada pelo crime de lesão corporal praticada contra descendente em contexto de violência doméstica. Inconformada, recorreu da sentença. Pediu a absolvição, sob o argumento de que não havia agido com a intenção de ferir a filha, mas de discipliná-la.

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Ao analisar o caso, o relator, desembargador Francisco Djalma, concluiu que a conduta da mãe extrapolou os limites admissíveis do exercício do poder familiar. Por esse motivo, negou o pedido de absolvição formulado pela defesa. Entretanto, ele também deduziu que o caso não configurava o crime de lesão corporal praticada contra descendente.

“Embora o emprego de violência física seja absolutamente reprovável e incompatível com o regular exercício do poder familiar, as circunstâncias do caso não evidenciam que a apelante tenha atuado com dolo autônomo de ofender a integridade física da filha, mas sim que abusou dos meios de correção”, afirmou em seu voto.

O entendimento foi acompanhado pelos demais desembargadores. Assim, a Câmara reformou a sentença de primeiro grau para desclassificar a conduta para o crime de maus-tratos e redimensionar a pena da mulher para dois meses e 20 dias de detenção. O acórdão está disponível na edição n.º 8.065 do Diário da Justiça (p. 11), publicada nesta terça-feira, 28 de julho.

Apelação Criminal nº 0700141-70.2025.8.01.0010

Imagem gerada por IA

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Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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