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Mercado de algodão: preços domésticos recuam com avanço da colheita e oferta global confortável
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Em julho, o preço do algodão na bolsa de Nova York registrou uma leve valorização de 1,3% em relação a junho, atingindo 66,41 cents por libra-peso. Apesar disso, as cotações continuam operando dentro de uma faixa estreita, entre 65 e 67 cents/lb. O cenário global indica conforto no balanço entre oferta e demanda, com aumento dos estoques finais e expectativa de produção maior nos Estados Unidos. Além disso, a China deve manter suas importações em níveis reduzidos.
Preços domésticos cedem pelo segundo mês consecutivo com avanço da colheita
No mercado brasileiro, os preços da pluma de algodão caíram 4% em julho, alcançando R$ 3,92 por libra-peso em Rondonópolis. A desvalorização, iniciada em junho, foi impulsionada pelo início da colheita e maior disponibilidade de pluma beneficiada, sem apoio significativo das cotações internacionais.
Os preços do caroço também apresentaram queda em julho, apesar de permanecerem acima dos valores registrados no ano anterior. Em Lucas do Rio Verde, a média do caroço caiu 40% no mês, para R$ 921 por tonelada, mas teve alta de 72,9% em comparação a julho de 2024. Já em Primavera do Leste, o valor médio recuou 31,9%, para R$ 1.149 por tonelada, com aumento anual de 68,1%.
Colheita de algodão segue abaixo da média histórica
Segundo dados da Conab, até julho de 2025, a colheita da safra 2024/25 alcançou 29,7% da área plantada, abaixo dos 36,7% do mesmo período do ano anterior e dos 46,1% da média dos últimos cinco anos. No Mato Grosso, maior produtor do país, o avanço foi de 20,9%, contra 31,8% em 2024 e 41,4% na média histórica.
Estoques globais devem crescer, pressionando preços da pluma
A perspectiva para a safra americana segue positiva, o que deve manter os estoques globais confortáveis. O balanço mundial para 2025/26 projeta o maior estoque desde a pandemia, com 16,8 milhões de toneladas, próximo dos 18,2 milhões de toneladas registrados em 2019/20. Enquanto EUA e Brasil devem aumentar a produção, China e Índia devem apresentar safra menor, porém ainda em níveis elevados, o que limita o crescimento da demanda por importação nesses países.
Acordos comerciais dos EUA com Ásia podem impactar demanda por algodão
Os recentes acordos comerciais dos EUA com países asiáticos como Vietnã e Bangladesh, importantes fornecedores de têxteis, trazem reflexos para a demanda. Com tarifas de 20% para o Vietnã e 35% para Bangladesh, os produtos têxteis exportados para os EUA terão custo maior, o que pode reduzir o consumo e pressionar a demanda por algodão.
Preços do algodão devem seguir pressionados em cenário global
Os preços do algodão enfrentam pressão devido à boa oferta global, demanda fraca diante do crescimento econômico mundial desacelerado e incertezas comerciais. Além disso, a valorização da pluma sofre impacto do enfraquecimento do mercado do petróleo. Nas próximas semanas, será essencial acompanhar as condições climáticas nas áreas produtoras dos EUA e possíveis ajustes na área plantada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Brasil Brau 2026 reúne indústria cervejeira em São Paulo com foco em inovação, tecnologia e competitividade
A cidade de São Paulo será o centro das atenções da indústria cervejeira latino-americana entre os dias 9 e 11 de junho, com a realização da Brasil Brau 2026, considerada a maior feira profissional do segmento na América Latina. O evento ocorrerá no São Paulo Expo e reunirá empresas, especialistas e profissionais da cadeia produtiva da cerveja em um cenário marcado por transformações importantes no mercado brasileiro.
A feira acontece em um momento de consolidação do setor. De acordo com o Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil encerrou 2025 com um número recorde de 1.954 cervejarias registradas. Apesar disso, o crescimento foi de apenas 0,3% em relação ao ano anterior, o menor índice da série histórica.
Ao mesmo tempo, a produção nacional de cerveja alcançou 15,688 bilhões de litros, registrando queda de 8,85% na comparação com 2024. Em contrapartida, o setor ampliou sua diversidade de produtos, contabilizando 44.212 registros de cervejas, 56.170 marcas ativas e um recorde de US$ 218,3 milhões em exportações.
Segundo informações do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), a atividade responde por 2,02% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, movimentando aproximadamente 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos. O segmento também gera cerca de R$ 27 bilhões em massa salarial e mais de R$ 50 bilhões em arrecadação tributária por ano.
Entretanto, os números revelam um mercado altamente concentrado. Conforme o anuário, apenas 5% das cervejarias são responsáveis por 98,62% da produção nacional, aumentando os desafios competitivos para pequenas e médias empresas.
Plataforma de negócios e atualização profissional
Diante desse contexto, a Brasil Brau 2026 se posiciona como uma importante plataforma para geração de negócios, atualização tecnológica e fortalecimento do relacionamento entre os diversos elos da cadeia cervejeira.
Nesta edição, o evento contará com 160 marcas expositoras, representantes de 14 países e uma área comercial de 5 mil metros quadrados. Na edição anterior, realizada em 2024, a feira movimentou aproximadamente R$ 470 milhões em negócios durante sua realização e nos meses subsequentes.
Segundo Laura Harvey, gerente de projetos da GL events Exhibitions, empresa organizadora da feira, o evento acompanha as novas demandas do mercado.
“A Brasil Brau 2026 reflete as necessidades do setor, que é extremamente relevante para a economia brasileira e que passa por uma fase de crescimento mais moderado, exigindo maior eficiência operacional e investimentos mais estratégicos”, destaca.
Tecnologia e eficiência ganham protagonismo
Entre os principais temas que estarão presentes na feira estão produtividade, automação industrial, redução de perdas, digitalização de processos, controle de qualidade, embalagem e ampliação de receitas.
Os expositores apresentarão soluções voltadas à modernização das operações cervejeiras, incluindo tecnologias para filtração, envase, automação, serviços de chope, além de insumos e equipamentos destinados ao desenvolvimento de novos produtos.
O foco em eficiência operacional surge como uma resposta direta aos desafios econômicos enfrentados pelas cervejarias, especialmente em um ambiente de maior concorrência e busca por rentabilidade.
Mercado aposta em cervejas sem álcool e produtos diferenciados
A diversificação do portfólio também aparece como uma das principais tendências do setor. Dados do Anuário da Cerveja 2026 mostram crescimento expressivo de 417,68% na produção de cervejas sem glúten, além de alta de 15,48% na fabricação de cervejas sem álcool ou com baixo teor alcoólico.
Outro destaque foi o avanço de 21,3% na produção de cervejas puro malte, reforçando a busca dos consumidores por produtos com maior valor agregado, qualidade diferenciada e novas experiências de consumo.
Essas tendências estarão refletidas tanto na área de exposição quanto nas atividades técnicas promovidas durante o evento.
CBCTEC traz especialistas internacionais para debater o futuro do setor
Paralelamente à feira, será realizada a 19ª edição do CBCTEC – Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira, considerado um dos principais fóruns de conhecimento do segmento.
A programação reunirá especialistas do Brasil, América do Norte, Europa e África para discutir temas ligados à produção cervejeira, inovação tecnológica, qualidade, gestão, estratégias comerciais e posicionamento de mercado.
O congresso também abordará os desafios atuais enfrentados pelas cervejarias diante das mudanças no comportamento do consumidor, da evolução tecnológica e da necessidade crescente de competitividade.
Com informações de Laura Harvey, da GL events Exhibitions, organizadora da Brasil Brau 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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