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Suco de laranja: alívio nas tarifas dos EUA traz estabilidade e perspectiva de safra equilibrada

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O mercado de suco de laranja respira aliviado após a decisão dos Estados Unidos de manter a tarifa de importação em 10%, além dos atuais US$ 415 por tonelada, afastando o risco de aumento para 50%. Segundo análise do Rabobank, uma elevação desse porte poderia gerar fortes disrupções comerciais, encarecendo os preços globais e forçando compradores a disputar o produto com o mercado norte-americano, que responde por dois terços das importações mundiais.

Preços recuam após definição das tarifas

Com a definição tarifária, os preços começaram a refletir um cenário mais estável. O suco de laranja, que chegou a superar US$ 3,00 por libra diante da possibilidade de tarifas mais altas, agora é negociado em torno de US$ 2,50 por libra. A expectativa é de que a safra 2025/26 traga uma recuperação significativa da produção brasileira, projetada em 1,4 milhão de toneladas métricas, enquanto a demanda deve permanecer em cerca de 1,2 milhão de toneladas métricas.

Estoques globais devem se recuperar após cinco anos

O Rabobank projeta que o equilíbrio entre oferta e demanda gere um excedente até o final da safra 2025/26, o que permitirá a recomposição dos estoques mundiais de suco de laranja, em queda há cinco anos. Essa perspectiva reduz a volatilidade e traz mais previsibilidade ao mercado.

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Principais riscos no horizonte

Apesar do otimismo, alguns pontos de atenção permanecem:

  • Queda na demanda: se o consumo não se estabilizar, o excedente pode crescer e pressionar os preços para baixo.
  • Clima: até o momento, os riscos climáticos para a safra 2025/26 são considerados limitados.
Preço da fruta recua em 2025 e favorece processadores

O valor pago pela caixa de 90 libras caiu em 2025 para a faixa de R$ 45 a R$ 50, bem abaixo dos mais de R$ 90 registrados no final de 2024. Para os processadores, isso representa um alívio, já que o custo da fruta in natura é o principal fator de produção do suco.

Exportações devem crescer com maior oferta

A expectativa é de aumento das exportações brasileiras, sustentadas por uma safra maior. O consumo de suco NFC (não concentrado) deve permanecer estável, impulsionado pela demanda norte-americana por produtos de maior qualidade. Já o consumo de FCOJ (suco concentrado congelado) nos EUA tende a continuar limitado pela tarifa extra de 10%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de bovinos vivos ultrapassa 1 milhão de cabeças e avança com padronização sanitária no Brasil

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Exportação de “boi em pé” bate recorde e supera US$ 1 bilhão

A exportação de bovinos vivos pelo Brasil, conhecida como comércio de “boi em pé”, atingiu um novo recorde em 2025. Foram embarcadas cerca de 1,07 milhão de cabeças, crescimento de 5,53% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav).

O desempenho reforça a consolidação do país no mercado internacional de proteína animal e acompanha o aumento da demanda por padronização sanitária, rastreabilidade e eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

Em termos de faturamento, o setor ultrapassou US$ 1 bilhão no último ano, alta de 26,1%, conforme dados da Scot Consultoria com base na plataforma Comex.

Os principais destinos do gado vivo brasileiro seguem concentrados no norte da África e no Oriente Médio, com destaque para Turquia e Egito.

Padronização sanitária se torna peça-chave para competitividade do setor

Com o aumento do volume exportado, a padronização de protocolos sanitários passou a ser um dos principais pilares da atividade.

Para atender às exigências internacionais, os animais são concentrados em fazendas de pré-embarque, onde passam por etapas de manejo sanitário e adaptação antes do transporte marítimo.

Esse processo, que pode levar entre 60 e 80 dias desde a contratação até a entrega no destino final, eleva o desafio imunológico dos rebanhos e exige rigor no controle sanitário, alimentar e logístico.

Segundo o presidente da Abreav, Ricardo Barbosa, a qualidade do manejo pré-embarque é determinante para o resultado da operação.

“A nossa imagem como exportador vai transparecer quando os animais chegam no destino. Se os procedimentos não são adequados previamente, esses animais têm uma tendência muito maior a ficarem doentes no trajeto. Querer economizar na recepção traz um impacto negativo enorme para a produção”, afirma.

Protocolos sanitários reduzem perdas em até 50%

Nos últimos anos, o setor avançou na adoção de protocolos sanitários padronizados. Estima-se que cerca de 85% do gado vivo exportado pelo Brasil siga atualmente o protocolo desenvolvido pela Biogénesis Bagó, em parceria com a Abreav.

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A iniciativa contribuiu para a atualização de normas técnicas e procedimentos operacionais padrão (POPs), resultando em maior eficiência sanitária e operacional.

De acordo com o setor, a padronização permitiu uma redução de até 50% nas perdas relacionadas à saúde animal, fortalecendo a competitividade brasileira em mercados cada vez mais exigentes.

Fiscalização rigorosa e rastreabilidade reforçam segurança das exportações

O modelo de exportação de bovinos vivos no Brasil opera sob regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com fiscalização presencial em 100% das operações de embarque.

Entre as exigências estão rastreabilidade individual dos animais, controle sanitário rigoroso e protocolos de contingência logística e sanitária.

Para especialistas do setor, esse conjunto de medidas é fundamental para garantir previsibilidade, segurança e credibilidade ao produto brasileiro no mercado internacional.

Manejo sanitário e recuperação dos animais são decisivos na operação

Segundo o gerente nacional de Demanda da Biogénesis Bagó, Bruno Di Rienzo, o desempenho sanitário dos animais é resultado direto de um modelo estruturado em três pilares: exigências internacionais, adaptação às condições brasileiras e recuperação pós-transporte.

“O nosso trabalho apoia-se em três pilares estratégicos: cumprir com rigor as exigências internacionais, adaptar a prevenção à realidade brasileira e potencializar a recuperação desses animais após o transporte até os locais de embarque”, explica.

O uso de protocolos sanitários integrados, incluindo endectocidas, antibióticos, vacinas e suplementação vitamínica, tem contribuído para reduzir estresse, perdas de peso e mortalidade durante o transporte marítimo.

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Eficiência sanitária melhora resultados econômicos da atividade

A padronização dos protocolos também trouxe impacto direto na rentabilidade da atividade.

Segundo Ricardo Barbosa, o avanço técnico permitiu reduzir em cerca de 50% a mortalidade em comparação aos primeiros ciclos da operação, especialmente em animais F1.

“O resultado econômico do negócio depende da eficiência dos animais. O retorno financeiro desse cuidado imunológico é muito rápido”, avalia.

Brasil amplia infraestrutura logística para exportação de bovinos vivos

O crescimento da atividade também impulsiona investimentos em infraestrutura logística. Novos portos vêm sendo habilitados para embarque de animais vivos, ampliando a capacidade operacional do país.

Entre os terminais autorizados estão portos no Rio de Janeiro (RJ), Natal (RN), São Luís (MA) e Ilhéus (BA), o que fortalece a competitividade logística do Brasil no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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