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Direção da Esjud participa do Diálogos Copedem e do XII Congresso Jurídico de Saúde Suplementar
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Proposta foi de construir uma jornada de reflexões estratégicas, conectando Justiça e economia em prol do desenvolvimento do país e do fortalecimento da cidadania
O desembargador Luís Camolez participou na última sexta-feira, 12, em Brasília (DF) do “XII Congresso Jurídico de Saúde Suplementar”, promovido pelo Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem). Já na quinta-feira, 11, o diretor da Escola do Poder do Judiciário do Acre (Esjud) prestigiou, também na Capital Federal, a primeira edição do “Diálogos Copedem”, projeto que marca os 20 anos da Instituição.
Importância e proposta
O intuito do encontro foi reunir magistradas e magistrados, lideranças empresariais, representantes do setor público e especialistas para uma escuta qualificada e multidisciplinar acerca dos desafios estratégicos que envolvem justiça, economia e sustentabilidade no Brasil contemporâneo.
Para isso, o Copedem fez parceria com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). O evento reuniu ministros(as) do Superior Tribunal de Justiça (STJ), representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), advogados(as), acadêmicos(as) e lideranças do setor para discutir os desafios e as perspectivas da saúde suplementar no cenário Jurídico Brasileiro.




A programação do Congresso incluiu quatro painéis temáticos, os quais abordaram os seguintes assuntos: amadurecimentos no cenário jurídico nacional; consequencialismo e economia do direito; fraudes e desperdícios na saúde suplementar; e o papel dos(as) magistrados(as) na utilização de instrumentos de apoio às decisões judiciais.
Diálogos Copedem
Como parte da programação desta semana, houve a primeira edição do “Diálogos Copedem”. O projeto tem como tema “Justiça e Economia: Caminhos para um Brasil com Segurança Jurídica, Inovação e Desenvolvimento Sustentável”.
A programação foi composta por três painéis interativos, com enfoque em inovação tecnológica, cenário econômico nacional e segurança jurídica em setores como Saúde, Seguros e Meio Ambiente.
O encontro reuniu diretores(as) das escolas da magistratura, membros do conselho consultivo, lideranças do Judiciário, do Parlamento, do setor produtivo e da tecnologia. O objetivo foi construir uma jornada de reflexões estratégicas, conectando Justiça e economia em prol do desenvolvimento do país e do fortalecimento da cidadania.
Participaram ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), membros do Congresso Nacional, executivos da Microsoft, iFood, BNDES, Eletrobrás, Febraban, Rede D’Or, CNseg e representantes de centros de pesquisa em políticas públicas.
A abertura contou com a presença do desembargador Marco Villas Boas, presidente do Copedem e diretor-geral da Escola Superior da Magistratura Tocantinense (Esmat), e do ministro Luis Felipe Salomão (STJ). O encerramento foi conduzido pelo ministro Benedito Gonçalves (membro do STJ e diretor da Enfam).
O evento é uma realização do Copedem, com apoio da Esmat e do Centro de Memória Jurídica – Memory –, e inaugura uma série de encontros nacionais voltados à construção de soluções institucionais para um país mais justo, inovador e sustentável.
Ao abrir oficialmente o evento, o desembargador Marco Villas Boas ratificou a coerência do tema principal da agenda – “Justiça e Economia: Caminhos para um Brasil com Segurança Jurídica, Inovação e Desenvolvimento Sustentável”. “É sinônimo da missão do Colégio ao longo de duas décadas, que assume importante papel, como um farol de reflexão e de articulação para o avanço do Sistema de Justiça brasileiro”, afirmou.
“Vivemos em um mundo de incertezas globais, onde a interconexão entre as esferas do Direito e da Economia se manifesta de forma intrínseca e indissociável, notadamente em relação aos impactos econômicos das decisões judiciais”, disse o magistrado sobre a necessidade da pauta diante do cenário contemporâneo.
Ao final, houve a entrega da Medalha dos(as) Fundadores(as) do Copedem, criada para reconhecer as contribuições relevantes à formação jurídica. Na ocasião, a honraria foi entregue aos(às) diretores(as) das escolas da magistratura e aos membros do conselho consultivo do Colégio, em celebração à memória de lideranças que marcaram a história da entidade.
Fotos: Assessoria do Copedem e da Esmat


Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
No Dia dos Povos Indígenas, TJAC destaca ações de cidadania que garantem direitos à população originária
Medidas ampliam acesso à documentação, serviços públicos e reconhecimento da identidade indígena; confira a reportagem especial
Os povos originários sempre influenciaram a cultura e a história do Acre. O nome do estado deriva de “Aquiri”, termo da língua dos indígenas Apurinã que habitavam a região e significa “rio dos jacarés”. A culinária também é marcada pela presença de ingredientes nativos, como mandioca, tucupi, jambu e peixes, sempre presentes na mesa dos acreanos.
Essa relação com os povos indígenas é uma característica marcante do Acre, que concentra uma grande diversidade de etnias em seu território. São pelo menos 15 povos diferentes, além de grupos isolados. Segundo o Censo 2022, a população originária corresponde a cerca de 32 mil pessoas. Há 35 Terras Indígenas (TIs), o que representa 14,56% do território estadual.
Diante da expressiva presença indígena, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tem adotado estratégias e medidas para garantir a proteção dos direitos dos povos originários. Neste 19 de abril, data em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas, confira, nesta reportagem especial, as ações desenvolvidas pelo Poder Judiciário acreano em prol da população ancestral.
Corrigir documentos é reparação histórica
Historicamente, os indígenas enfrentam preconceito para registrar nome e identidade étnica. Ciente disso, em abril de 2025, a Corregedoria-Geral da Justiça do Acre (Coger) aprovou uma norma que possibilita a retificação da certidão de nascimento sem a necessidade de ação judicial. A medida se baseia em uma resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

A ideia do Judiciário acreano é agilizar a alteração do nome e sobrenome, a inserção da etnia e a correção nos documentos de pessoas autodeclaradas indígenas. A instituição entende ser necessária uma reparação histórica com os povos ancestrais do estado, ainda alvos de preconceito e discriminação.
Por isso, o procedimento foi facilitado. Anteriormente, era necessário ajuizar uma ação para realizar qualquer alteração no registro. Agora, o processo ficou mais fácil, rápido e barato. Basta solicitar ao cartório extrajudicial mais próximo, caso a mudança seja para corrigir equívocos históricos, como a ausência da etnia ou do sobrenome na certidão de nascimento.
Cidadania para todos
O TJAC também tem realizado ações que facilitam o reconhecimento da diversidade cultural e da autodeterminação dos povos indígenas no Acre. A principal delas é o Projeto Cidadão, trabalho social que facilita o acesso gratuito à documentação e a serviços públicos. Desde 2021, a instituição realiza edições direcionadas à população originária, sendo os atendimentos promovidos dentro das próprias comunidades.




A medida permite superar as barreiras logísticas no atendimento à população indígena, especialmente em áreas remotas. Até o momento, uma variedade de etnias do estado foi beneficiada, como os Puyanawa, Huni Kuin, Kulina, Kampa, Madja, Nukini, Nawa, Shanenawa, Ashaninka e Manchineri. Essa lógica aplicada pelo Judiciário acreano rompe com o histórico de exclusão ao descentralizar os serviços públicos e garantir acesso equitativo.
Entre os serviços mais buscados estão a retificação de documentos, como certidão de nascimento e identidade, bem como a formalização da união por meio do casamento coletivo. Como novidade da atual gestão, foram incluídos atendimentos da Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) e da Coordenadoria das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv).
Compromisso com as pessoas
Em 2025, a primeira edição do Projeto Cidadão realizada na administração do desembargador Laudivon Nogueira ocorreu na Aldeia São Vicente, do povo Huni Kuin, em Tarauacá. De acordo com o chefe do Judiciário acreano, o propósito da ação foi demonstrar o compromisso do Tribunal de Justiça com a inclusão social, principalmente das populações indígenas: “Mostrar que é uma instituição parceira da sociedade, não só no julgamento das causas, mas na construção de uma cidadania ativa”.




O cacique da aldeia São Vicente, Amẽ Huni Kuin, falou da satisfação em não precisar sair por horas ou até dias para obter atendimento: “Estou falando diretamente da minha casa, do meu povo, da minha aldeia, dentro da floresta. Esse é um sonho realizado”. O líder indígena acrescentou sobre a sensibilidade do Poder Judiciário às necessidades específicas dos povos originários: “Somos parceiros para virem fortalecer a nossa união, fortalecer a nossa cidadania”, afirmou.
Ibatsei Huni Kuin aproveitou o projeto do TJAC e solicitou a documentação de seus quatro filhos, três garotos e uma menina. “É muito longe para eu ir para a cidade daqui. É importante virem aqui para a gente poder tirar documento”, explicou. Em Santa Rosa do Purus, o casal Manoel e Josefa, ambos indígenas, disseram “sim” oficialmente e selaram a união de mais de 30 anos no casamento coletivo.
Continuidade dos serviços à população indígena
Este ano, o TJAC já garantiu a emissão de documentos básicos a sete povos indígenas. Foram mais de 140 pessoas atendidas — um esforço contínuo da instituição para combater a invisibilidade social dessa população. Nesta primeira ação, o Tribunal ofertou uma vasta gama de serviços públicos, em especial nas áreas da saúde e da assistência social.
O Tribunal de Justiça prevê, ainda, ao menos cinco edições do Projeto Cidadão voltadas aos povos originários em 2026. Conforme o calendário de ações, o primeiro atendimento está previsto para junho, com a etnia Katukina; em agosto, na cidade de Feijó; em novembro, na Terra Indígena Nukini e na Comunidade São Salvador, ambas em Mâncio Lima; depois, em Santa Rosa do Purus; finalizando, em dezembro, no município de Jordão.









Fotos: Elisson Magalhães e Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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