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ABCZ leva avanços do melhoramento genético à Convenção de Vendas da CRV Lagoa

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O melhoramento genético e seus efeitos na produção de carne bovina foram tema central da Convenção de Vendas 2025 da CRV Lagoa, realizada em Botucatu (SP). A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) marcou presença no evento, compartilhando conhecimento técnico e perspectivas de mercado com os participantes.

Mesa-redonda debate futuro da genética de corte

Ricardo Abreu, Gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ, integrou a mesa-redonda “O futuro do mercado de genética de corte”, ao lado de outros especialistas. Durante a discussão, ele abordou a aplicação prática do melhoramento genético no campo e seus impactos na produtividade e lucratividade dos criatórios.

“Fiquei lisonjeado pelo convite da CRV Lagoa e por poder interagir com 110 consultores de vendas sobre um tema que vivenciamos diariamente no campo. Agradeço à equipe da central de genética pela oportunidade”, afirmou Abreu.

Participação da ABCZ fortalece estratégias comerciais

Para a CRV Lagoa, a presença da ABCZ foi estratégica. O conhecimento técnico trouxe subsídios importantes para a equipe comercial, auxiliando no planejamento de vendas e no entendimento do progresso genético aplicado à pecuária de corte.

“A presença da ABCZ é fundamental em nossos eventos. Ter o Ricardo conosco, trazendo informações e compartilhando conhecimento, enriqueceu o debate sobre o futuro e o mercado de melhoramento animal. A mesa-redonda destacou caminhos importantes para a nossa atuação daqui para frente”, destacou Delmiro Rodrigues, Gerente de Mercado Corte da CRV Lagoa.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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União Europeia suspende importação de carnes do Brasil e agronegócio teme impacto bilionário nas exportações

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A União Europeia decidiu retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e animais vivos para o mercado europeu. A nova relação oficial foi publicada nesta terça-feira (12), e a medida passará a valer a partir de 3 de setembro de 2026.

Com a decisão, frigoríficos e produtores brasileiros poderão perder acesso a um dos mercados mais relevantes para as exportações do agronegócio nacional, especialmente nos segmentos de carne bovina, suína e de aves.

Segundo informações divulgadas pelo bloco europeu, o veto está relacionado à falta de garantias sanitárias sobre o não uso de antimicrobianos na criação animal no Brasil.

União Europeia questiona uso de antimicrobianos na pecuária brasileira

De acordo com as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias consideradas suficientes em relação à utilização de substâncias antimicrobianas na produção pecuária.

Esses produtos são utilizados em diferentes sistemas de produção para tratamento e prevenção de doenças, além de serem historicamente associados ao ganho de desempenho animal.

A União Europeia mantém regras rígidas sobre resíduos, rastreabilidade e utilização de medicamentos veterinários em produtos importados, especialmente após o endurecimento das políticas sanitárias e ambientais adotadas pelo bloco nos últimos anos.

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O Brasil constava normalmente na lista de países habilitados na última atualização divulgada em 2024.

Exportações de carne bovina podem ser fortemente afetadas

A decisão europeia gera preocupação imediata no setor exportador brasileiro devido à relevância do mercado europeu para a balança comercial do agronegócio.

A União Europeia é atualmente o segundo maior comprador de carnes do Brasil, atrás apenas da China.

No caso específico da carne bovina, o bloco europeu ocupa a terceira posição entre os principais destinos das exportações brasileiras, atrás da China e dos Estados Unidos, segundo dados do Agrostat.

O setor teme impactos diretos sobre preços, fluxo de exportações, habilitação de plantas frigoríficas e geração de receita cambial nos próximos meses.

Frigoríficos e setor agro acompanham possíveis impactos comerciais

A suspensão europeia pode afetar diretamente frigoríficos habilitados para exportação ao bloco, além de pressionar o mercado interno caso parte da produção destinada ao exterior precise ser redirecionada.

Especialistas avaliam que a medida também pode ampliar a preocupação de outros mercados importadores com protocolos sanitários brasileiros, especialmente em um cenário global de maior rigor regulatório.

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Além do impacto comercial, a decisão pode influenciar negociações internacionais envolvendo acordos sanitários e comerciais entre o Brasil e países europeus.

Governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente

Até o momento da divulgação da medida, o Ministério da Agricultura e Pecuária ainda não havia divulgado posicionamento oficial sobre a decisão da União Europeia.

O setor produtivo aguarda manifestações do governo federal e possíveis ações diplomáticas ou técnicas para tentar reverter o veto antes da entrada em vigor da medida, prevista para setembro.

Entidades ligadas à cadeia da proteína animal também acompanham o caso e avaliam os possíveis desdobramentos para as exportações brasileiras ao mercado europeu.

A expectativa é de que as próximas semanas sejam marcadas por negociações sanitárias intensas entre autoridades brasileiras e europeias para evitar perdas maiores ao agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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