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Comissão aprova projetos para inclusão e diagnóstico de pessoas com transtorno do espectro autista

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A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou, na terça-feira (23), quatro projetos que beneficiam pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). As propostas tratam de medidas para diagnóstico precoce e com validade permanente, além da inclusão no mercado de trabalho e nas escolas.

As propostas tramitam em caráter conclusivo, mas precisam ser analisadas por outras comissões da Câmara antes de seguirem para análise do Senado. Para virar lei, as propostas devem ser aprovadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Veja o que foi aprovado:

  • Criação do Selo Nacional Empresa Amiga das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, para estimular sua inclusão no mercado de trabalho e a adaptação do ambiente laboral para acolher profissionais com TEA. Para receberem o selo, as empresas precisam reservar postos de trabalho específicos, oferecer capacitação para funções de maior remuneração,  promover iniciativas para qualificar essas pessoas e garantir a elas qualidade de vida. Foi aprovada uma versão (substitutivo) apresentada pelo relator, o deputado Felipe Becari (União-SP) ao PL 3619/24. Veja o texto aprovado
  • Substituição, em estabelecimentos de ensino, de sinais sonoros estridentes por sinais musicais ou visuais adequados, para não gerar incômodos sensoriais aos alunos com TEA. O colegiado aprovou, por recomendação do relator, deputado Márcio Honaiser (PDT-MA), o substitutivo da Comissão de Educação ao PL 3602/23, com subemenda que prevê multa de 3 a 20 salários mínimos para o gestor escolar que descumprir ou retardar a troca de sinais. Veja o texto aprovado
  • Medidas para incentivar o diagnóstico precoce de pessoas com TEA, garantir atendimento educacional apropriado e estímulo à capacitação profissional. Por recomendação da relatora, deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), foi aprovada a versão do texto elaborado pela Comissão de Educação ao PL 9997/18. “Estudos comparados recentes indicam que países que estruturam estratégias intersetoriais, com protocolos públicos de detecção precoce e financiamento contínuo, alcançam melhores resultados no cuidado e na inclusão de pessoas autistas ao longo do ciclo de vida”, defendeu Maria Rosas. Veja o texto aprovado
  • Validade permanente para laudos médicos conclusivos que atestem TEA ou deficiências permanentes e irreversíveis. Não será preciso renová-los para garantir direitos e benefícios legais. Quem tiver suspeita de TEA terá direito à intervenção precoce feita por equipe multidisciplinar. Por recomendação da relatora, deputada Dayany Bittencourt (União-CE), foi aprovado um substitutivo ao PL 4892/2023, anteriormente aprovado na Comissão de Saúde. “Exigir que um cidadão ou sua família renovem, a cada determinado período, um laudo que atesta uma condição inata e perene é desconsiderar a realidade clínica do transtorno”, argumenta Dayany Bittencourt. Veja o texto aprovado
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Reportagem – Francisco Brandão
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Câmara dos Deputados

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CDH aprova divulgação obrigatória de direitos de PcDs

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A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou nesta quarta-feira (13) proposta que prevê a divulgação pelo governo dos direitos das pessoas com deficiência. O projeto inclui entre as normas de divulgação obrigatória a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, ampliando a transparência sobre os direitos garantidos a esse público.

Do deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), o PL 4.396/2023 recebeu relatório favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e vai para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

A Lei 14.583, de 2023 determina que a administração pública divulgue direitos fundamentais e direitos humanos constantes em diversas normas, como a Constituição federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Estatuto do Idoso e convenções assinadas pelo Brasil relacionadas a direitos civis, políticos e econômicos. O projeto inclui na lei a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. A intenção, diz o autor, é dar mais publicidade aos direitos que protegem esse grupo em diferentes canais de comunicação pública.

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‘Esquecimento institucional’

Mara Gabrilli destacou que a mudança ajudará a combater o esquecimento institucional sofrido por esse grupo. Para a relatora, a visibilidade na lei orienta a comunicação do Estado e reafirma o papel central dessas pessoas nas políticas públicas.

— Em matérias dessa natureza, a visibilidade jurídica não é irrelevante: ela contribui para reduzir apagamentos institucionais, orientar a comunicação pública e reafirmar que as pessoas com deficiência são destinatárias centrais das políticas de promoção de direitos. 

Proteção de direitos

A proposta determina que trechos dessas normas passem a constar dos contracheques mensais dos servidores públicos federais. O foco principal deve ser a divulgação de regras sobre os direitos das pessoas com deficiência. Além disso, as emissoras públicas de rádio e televisão deverão veicular conteúdos sobre esses temas, reforçando a proteção e a integração social desse público.

O projeto também prevê que a publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos apresente trechos de leis de proteção de direitos. De acordo com o texto, o objetivo é ampliar o acesso à informação e fortalecer o reconhecimento das pessoas com deficiência na cultura administrativa do país.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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