RIO BRANCO
Search
Close this search box.

POLÍTICA NACIONAL

Conselho de Ética abre processos contra Pollon, Van Hattem e Zé Trovão por ocupação do Plenário

Publicados

POLÍTICA NACIONAL

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados abriu nesta terça-feira (7) processos disciplinares contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). Eles são acusados de adotar conduta incompatível com o decoro parlamentar durante a ocupação do Plenário, no início de agosto.

O presidente do Conselho de Ética, deputado Fabio Schiochet (União-SC), informou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, decidiu juntar as representações da Mesa Diretora contra os três deputados (REP 24/25, REP 25/25 e REP 27/25), por isso serão analisadas em conjunto. Essas representações pedem a suspensão cautelar dos três deputados por um mês. Van Hattem e Zé Trovão são acusados de obstruir a cadeira do presidente. Pollon se sentou na cadeira do vice-presidente.

Um quarto processo (REP 26/25), contra Pollon, será analisado separadamente. Nesse caso, há um pedido de pedido de suspensão do mandato por 90 dias, em razão de declarações ofensivas contra o presidente da Câmara.

Ao tomar conhecimento da análise em conjunto, Van Hattem criticou a decisão. Para ele, os fatos são individualizados, e o julgamento em conjunto pode comprometer a defesa. “Eu recorro aqui da apensação, pedindo a vossa excelência que faça valer aquilo que diz a legislação”, disse. Schiochet respondeu que a decisão cabe ao presidente da Câmara e que, se Van Hattem discordar, pode recorrer ao Plenário.

Leia Também:  Deputados esperam ampliar apoio a projetos de lei sobre mudanças do clima após a COP30

Relatores
A partir da lista tríplice de deputados sorteada durante a reunião, o relator das três primeiras representações será escolhido por Schiochet entre Castro Neto (PSD-PI), Albuquerque (Republicanos-RR) ou Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR). Já o relator da representação 26/25, contra Pollon, será escolhido entre Castro Neto, Moses Rodrigues (União-CE) ou Ricardo Maia (MDB-BA).

Processo contra André Janones
Na mesma reunião, o deputado Helio Lopes (PL-RJ) foi ouvido como testemunha no processo em que o deputado André Janones (Avante-MG) é acusado pelo PL de ofender o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) enquanto este discursava na tribuna, em julho (REP 3/25).

Em resposta ao relator do caso, deputado Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE), e ao advogado de Janones, Lucas Marques, Lopes declarou que o acusado falava ao telefone de forma alterada e chamava a atenção de outros parlamentares, especialmente de Nikolas.

Afirmou ainda que não conseguiu entender o que Janones falava, mas percebeu que ele usava um tom agressivo e parecia tentar interromper o raciocínio de Nikolas. Não soube informar quem iniciou o tumulto, mas acredita que a atitude de Janones de gravar um vídeo perto de Nikolas agravou a tensão.

Leia Também:  Comissão aprova projeto que proíbe atividade empresarial de condenados por crime organizado

Atualmente, Janones está suspenso do mandato por três meses (volta em 12 de outubro) em razão das ofensas contra Nikolas. A suspensão foi uma medida cautelar dentro do processo sobre a perda de mandato.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova obrigatoriedade do estudo de história afro-brasileira e indígena em licenciaturas

Publicados

em

Por

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2765/25, que torna obrigatório o estudo da história e da cultura afro-brasileira e indígena nos cursos superiores de licenciatura.

A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que já exige a temática nos ensinos fundamental e médio, mas não detalha a formação docente. Com a mudança, o objetivo é preparar os futuros professores.

Parecer favorável
A relatora, deputada Natália Bonavides (PT-RN), recomendou a aprovação do texto. “A iniciativa é necessária e oportuna, pois enfrenta o déficit histórico de capacitação docente na temática étnico-racial.”

Para o deputado Flávio Nogueira (PT-PI), autor da proposta, a falta dessas disciplinas nas faculdades prejudica a aplicação da LDB nas escolas. “Muitos profissionais que exercem o magistério não tiveram contato com o tema”, destacou o parlamentar.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; de Educação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Leia Também:  Lei Bárbara Penna, sancionada, amplia proteção a vítimas de violência doméstica

Da Reportagem/RM
Edição – Natalia Doederlein

Fonte: Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA