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Consórcios de máquinas agrícolas superam caminhões e movimentam bilhões no Brasil

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Pela primeira vez, os consórcios de máquinas agrícolas ultrapassaram os caminhões entre os veículos pesados mais adquiridos no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) referentes a julho de 2025, 51% das cotas ativas são de máquinas agrícolas, frente a 41% de caminhões e 8% de outros equipamentos. O movimento reflete o fortalecimento do agronegócio e o crescente interesse de produtores rurais por formas de investimento mais planejadas e acessíveis.

Volume de negócios cresce e movimenta bilhões

Entre janeiro e julho de 2025, o segmento movimentou R$ 14,03 bilhões em créditos, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2024. O volume de créditos disponibilizados também avançou 43,3%, atingindo R$ 6,38 bilhões, enquanto as contemplações chegaram a 27,9 mil consorciados, aumento de 15,2%. Esses números reforçam a consolidação do consórcio como alternativa eficiente para aquisição de equipamentos agrícolas, especialmente entre pequenos e médios produtores.

Agritech impulsiona mecanização da agricultura familiar

A Agritech, referência nacional em soluções para a agricultura familiar, acompanha de perto esse avanço. Segundo Elcio Guelere, coordenador-geral do Consórcio Nacional Agritech, de janeiro a setembro de 2025, a modalidade registrou crescimento de 42% nos créditos comercializados, 38% nos créditos disponibilizados e 51% no número de contemplações.

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Guelere destaca que o avanço é resultado da percepção do produtor sobre a importância da mecanização com equipamentos modernos. “O consórcio se tornou um instrumento eficiente para garantir acesso à inovação no campo, oferecendo alternativa sólida frente aos custos elevados do crédito tradicional”, afirma.

Tratores 1155 Plus lideram preferências dos consorciados

A série 1155 Plus, desenvolvida para a agricultura familiar, é a mais adquirida pelos consorciados da Agritech. Os modelos se destacam pela versatilidade em diferentes culturas, compatibilidade com Biodiesel B8, leveza que reduz a compactação do solo e motores Yanmar com baixo nível de ruído.

Com raio de giro de 2.250 mm, os tratores facilitam manobras em espaços reduzidos e incluem autolift, capacidade de elevação de 1.500 kg, tomada de potência independente e câmbio lateral, aumentando a eficiência operacional. A linha está disponível em diversas versões: standard, cabinado, cafeeiro estreito e super estreito, super tração, parreira, parreira super estreito, arrozeiro e cultivo.

Consórcios oferecem previsibilidade e flexibilidade

Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, gerente de Vendas e Marketing da Agritech, ressalta que o consórcio tem ganhado relevância entre pequenos e médios produtores. Ele afirma que o mecanismo oferece previsibilidade e flexibilidade, permitindo que agricultores familiares mantenham produtividade e sustentabilidade em um cenário de custos pressionados e mercado imprevisível.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Petrobras retoma produção de ureia no Paraná e reforça estratégia para reduzir dependência externa de fertilizantes

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A Petrobras voltou a produzir ureia na unidade da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), localizada em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A retomada ocorre após seis anos de paralisação e marca um avanço na estratégia nacional de fortalecimento da produção de fertilizantes.

Retomada reduz dependência de importações

A produção de ureia — um dos fertilizantes mais utilizados globalmente — é considerada estratégica para o Brasil, que atualmente importa cerca de 80% do volume consumido.

A reativação da unidade ocorre em um contexto de instabilidade no mercado internacional, agravado desde a Guerra na Ucrânia, que impactou a oferta global e elevou os preços dos insumos agrícolas.

Investimento de R$ 870 milhões e capacidade relevante

Para retomar as operações da Ansa, a Petrobras investiu aproximadamente R$ 870 milhões em manutenção, inspeções técnicas, testes operacionais e recomposição de equipes.

A unidade tem capacidade de produção anual de:

  • 720 mil toneladas de ureia (cerca de 8% do mercado nacional)
  • 475 mil toneladas de amônia
  • 450 mil m³ de ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo)
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A fábrica está localizada ao lado da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), utilizando gás natural como principal matéria-prima.

Estratégia amplia presença no mercado de fertilizantes

A retomada da Ansa integra um plano mais amplo da Petrobras para fortalecer sua atuação no setor de fertilizantes. A estatal também reassumiu unidades anteriormente arrendadas:

  • Fábrica de Camaçari (BA), retomada em janeiro de 2026
  • Fábrica de Laranjeiras (SE), reativada em dezembro de 2025

Com essas operações, a participação da Petrobras no mercado nacional de ureia deve alcançar cerca de 20%.

Além disso, a companhia segue com o projeto da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas, cuja previsão de operação comercial é 2029. Com isso, a fatia pode chegar a aproximadamente 35% do mercado interno.

Impacto no agronegócio e geração de empregos

A retomada da produção é vista como um movimento importante para o agronegócio brasileiro, ao ampliar a oferta doméstica de insumos essenciais para a produtividade agrícola.

Durante a fase de reativação, mais de 2 mil empregos foram gerados. Na operação regular, a unidade deve empregar cerca de 700 trabalhadores.

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A iniciativa também foi destacada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), que acompanha o setor e celebrou a retomada das atividades industriais.

Fertilizantes ganham papel estratégico no Brasil

Com forte dependência externa e alta volatilidade no mercado global, o setor de fertilizantes tem ganhado relevância estratégica no país. A ampliação da produção nacional tende a reduzir riscos de abastecimento, aumentar a competitividade do agronegócio e dar maior previsibilidade aos produtores rurais.

Nesse cenário, a retomada da produção de ureia no Paraná representa um passo importante para fortalecer a cadeia produtiva e reduzir a exposição do Brasil às oscilações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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