AGRONEGÓCIO
Sakata e Semillas del Caribe lançam co-branding para transformar o mercado de mamão no Brasil
AGRONEGÓCIO
A Sakata Seed Sudamerica e a mexicana Semillas del Caribe anunciaram sua primeira ação global de co-branding, unindo esforços para lançar três novas variedades híbridas de mamão do segmento Formosa no Brasil a partir de 2025. O projeto combina genética de alta performance, inovação e suporte técnico especializado, resultado de mais de três anos de planejamento e colaboração estratégica.
O objetivo é oferecer aos produtores brasileiros sementes de mamão de alto desempenho, garantindo frutas de qualidade superior para o consumidor. As variedades lançadas são Giruz, Sweet Sense e Passion Red, testadas em grandes e médios produtores para validar performance e confiabilidade em solo brasileiro, segundo Paulo Koch, Diretor de Marketing da Sakata.
Disponibilidade das sementes e embalagem diferenciada
As sementes estarão disponíveis a partir de outubro de 2025 na rede de distribuição da Sakata, em todo o Brasil. Cada envelope conterá 2.500 sementes, destacando as marcas Sakata e Semillas del Caribe, com design exclusivo em cores branca e vermelha, desenvolvido especialmente para o co-branding.
Estratégia comercial e escolha do mercado brasileiro
Segundo Paulo Koch, a parceria nasceu da sinergia entre valores estratégicos, como inovação, qualidade e compromisso com o produtor, e do reconhecimento do potencial do mercado brasileiro de mamão.
Para Francisco Mora, sócio-fundador da Semillas del Caribe, a união da expertise genética com o sistema de distribuição e assistência técnica da Sakata deve acelerar a adoção das novas variedades, consolidando crescimento rápido e confiança no mercado nacional.
Variedades híbridas e suas características
O co-branding traz três híbridos do segmento Formosa, cada um adaptado para demandas específicas de produtores e consumidores:
- Giruz
- Frutos médios, ideais para consumo interno e exportação
- Polpa laranja intensa, até 13° Brix
- Peso médio: 1,5 kg a 2,2 kg (com raleio), sem desbaste: 1,2 kg a 1,8 kg
- Alta padronização, sanidade e durabilidade pós-colheita
- Casca amarela brilhante, destacando-se nas gôndolas
- Sweet Sense
- Frutos menores, peso médio de 800 g a 1,3 kg
- Sabor adocicado, 11 a 14° Brix, aroma agradável
- Polpa de tom salmão vibrante, coloração externa amarela
- Destaca-se pela palatabilidade e experiência sensorial
- Passion Red
- Frutos maiores, polpa vermelha intensa e padrão visual elevado
- Durabilidade pós-colheita superior a 15 dias
- Peso inicial até 3,5 kg, ajustando-se para 2 a 2,5 kg durante a produção
- Híbrido vigoroso, com alta produtividade e vida útil prolongada
Transformação do mercado de mamão no Brasil
A parceria entre Sakata e Semillas del Caribe representa um avanço estratégico no mercado brasileiro, oferecendo mamões diferenciados e de alta qualidade, reforçando a presença das marcas e proporcionando soluções inovadoras para produtores e consumidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Santa Catarina consolida 5º maior agronegócio do Brasil e lidera agroindustrialização nacional, aponta estudo da FACISC
Santa Catarina reforçou sua posição entre os principais protagonistas do agronegócio brasileiro. Dados inéditos do Mapa do Agro Catarinense 2026, divulgado pela FACISC, mostram que o estado ocupa atualmente a quinta colocação entre os maiores agronegócios do país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
O levantamento foi apresentado nesta quinta-feira (28), em Florianópolis, e aponta que o agronegócio catarinense movimenta cerca de R$ 144 bilhões, equivalente a 6% de toda a produção agropecuária nacional. O setor responde por 35% da economia estadual, reúne aproximadamente 470 mil empresas, gera 1,6 milhão de empregos e contribui com R$ 12 bilhões em arrecadação.
Segundo o presidente da FACISC, Elson Otto, o desempenho catarinense ganha ainda mais relevância diante da comparação com estados de maior extensão territorial e agrícola.
“O estado disputa espaço com gigantes do agronegócio brasileiro e se destaca pela força da agroindústria, pela produtividade e pela capacidade empreendedora do produtor rural catarinense”, afirmou.
Santa Catarina lidera agroindustrialização no Brasil
Um dos principais diferenciais apontados pelo estudo é o elevado nível de industrialização do agro catarinense. Santa Catarina possui hoje a maior participação da agroindústria entre os principais estados produtores do país.
Enquanto outras regiões concentram grande parte da força econômica na produção primária, Santa Catarina tem 40% do agronegócio diretamente ligado à indústria de transformação, agregando valor à produção rural.
De acordo com o diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, Lenoir Broch, o modelo catarinense fortalece a competitividade do setor.
“O estado construiu uma cadeia baseada em industrialização, exportação, tecnologia e geração de empregos. Isso torna o agronegócio mais diversificado e resiliente frente às oscilações do mercado”, destacou.
O estudo também revela que Santa Catarina possui a sexta maior força de trabalho do agronegócio brasileiro, com 1,6 milhão de pessoas ocupadas no setor. Na última década, o número de empregos cresceu 19%, terceiro maior avanço do país.
Quando o indicador é proporcional à população, o estado lidera o ranking nacional, com 195 trabalhadores do agro para cada mil habitantes.
Estado lidera produção nacional em 12 segmentos
O Mapa do Agro Catarinense 2026 evidencia a liderança do estado em diferentes cadeias produtivas estratégicas. Santa Catarina responde atualmente por:
- 50% da produção brasileira de maçã;
- 23% da produção nacional de carne suína;
- 86% da produção de ostras, vieiras e mexilhões;
- 44% das conservas de peixe;
- 64% do alvejamento e tingimento de fios e tecidos.
Além das cadeias tradicionais, o estado também amplia participação em segmentos de maior valor agregado, como maracujá, pêssego, ovos de codorna, alevinos, máquinas para alimentos, papel, confecção e indústria têxtil.
Exportações do agro catarinense batem recorde
O comércio exterior também aparece como um dos pilares da expansão do setor. Santa Catarina encerrou 2025 com recorde histórico de US$ 8,4 bilhões em exportações do agronegócio.
O estado ocupa a oitava posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro e figura entre os cinco maiores exportadores nacionais quando considerada apenas a agroindústria.
Mesmo diante de desafios internacionais, como tarifas impostas pelos Estados Unidos e embargos chineses sobre proteínas animais, o agronegócio catarinense ampliou presença em mercados estratégicos da América do Sul, Oriente Médio, Europa, África e Oceania.
Santa Catarina também se destaca como um dos principais polos importadores do setor, com US$ 7,3 bilhões em compras internacionais, principalmente de fertilizantes e insumos industriais. O estado responde por cerca de 13% das importações nacionais desses produtos.
Para a economista da FACISC, Mariana Guedes, a diversidade produtiva explica parte da competitividade catarinense.
“O diferencial está na capacidade de industrialização e na variedade de cadeias produtivas presentes em todas as regiões do estado, permitindo atender mercados exigentes e diferentes ciclos econômicos simultaneamente”, avaliou.
Tecnologia fortalece competitividade no campo
O avanço tecnológico também ganha espaço no estudo. Santa Catarina possui atualmente 85 startups agtechs e ocupa a sétima posição nacional no segmento.
No recorte específico de empresas desenvolvedoras de softwares voltados ao agronegócio, o estado sobe para a quarta posição no país, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.
O ecossistema de inovação está distribuído em diferentes regiões catarinenses, com destaque para Florianópolis, Chapecó, Concórdia, Lages e Joinville.
Segundo a FACISC, o crescimento das agtechs está diretamente ligado à capacidade de desenvolver soluções práticas para aumentar produtividade, eficiência e sustentabilidade no campo.
Logística e clima seguem como desafios
Apesar do desempenho recorde, o estudo alerta para gargalos estruturais que ainda limitam o crescimento do agronegócio catarinense.
Eventos climáticos extremos, custos elevados de produção e dificuldades logísticas provocaram perda de competitividade em algumas culturas, como cebola, alho, milho, tomate, uva e pêssego.
A entidade também defende maior investimento em infraestrutura, inovação logística, acessibilidade a insumos biotecnológicos e políticas de apoio ao pequeno produtor rural.
Mesmo diante desses desafios, o estudo aponta que Santa Catarina mantém potencial de crescimento acima da média nacional, sustentado pela diversidade produtiva e pela forte presença da agroindústria.
“Mesmo com limitações estruturais e climáticas, Santa Catarina segue ampliando produção, empregos e exportações. O estado ainda possui amplo espaço para crescer com investimentos em logística, infraestrutura e inovação”, concluiu Lenoir Broch.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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