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Justiça acreana leva cidadania e saúde a Porto Walter

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Projeto Cidadão realiza milhares de atendimentos e fortalece o acesso a direitos básicos no município de difícil acesso

Menos de uma semana após sua última edição, o Projeto Cidadão desembarcou em um novo destino: Porto Walter. A ação social foi promovida pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e ocorreu nos dias 10 e 11 de novembro, das 8h às 15h, na Escola Estadual Borges Aquino, no centro urbano do município.

Organizada pela Coordenadoria de Apoio aos Projetos Sociais (Coaps), a iniciativa tem como objetivo levar serviços públicos gratuitos às populações em situação de vulnerabilidade que vivem em áreas de difícil acesso, como comunidades indígenas, ribeirinhas e assentadas, de forma desburocratizada.

Durante os dois dias de evento, milhares de atendimentos foram realizados, incluindo emissão de Carteira de Identidade (1ª e 2ª via), certidões de nascimento e casamento (1ª e 2ª via), título de eleitor, orientação jurídica, atualização cadastral em programas sociais, regularização fundiária, concessão de crédito rural e distribuição de roupas.

Cidadania garantida

O estudante Francisco Antônio Vargas, de 16 anos, aproveitou a iniciativa para emitir o título de eleitor. A ideia partiu da mãe, Francisca Barretos, de 47 anos, que soube da presença do projeto e decidiu levar o filho. “Ajuda muito, porque a gente não gasta para ajeitar os documentos”, afirmou a mulher.

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Cerca de dez minutos depois, o jovem saiu com o documento em mãos, assegurando estar pronto para “votar consciente”, bem como a importância da gratuidade dos serviços: “Facilita muito para nós, que não precisamos pagar para ajeitar a documentação.”

Já Maria Nalene procurou o Projeto Cidadão para resolver um problema no CPF do filho, Nalisson França, de apenas um mês. Ela contou sobre as dificuldades de obter atendimento no município e o alívio de contar com o mutirão: “É muito difícil tirar documento aqui. Aí, quando vem assim, a pessoa acha até bom”, disse.

Ela planejava voltar no dia seguinte para emitir a Carteira de Identidade do filho mais velho, Gealisson Nascimento, de 12 anos.
“Eu venho com meu menino tirar o RG dele. Cedinho eu venho aqui”, confirmou.

Saúde para todos

A Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde (Cobes) do TJAC também integrou esta edição do Projeto Cidadão, levando serviços ambulatoriais à população de Porto Walter. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, foram oferecidos atendimentos médico, fisioterapêutico e psicológico, além de vacinação, testes rápidos para hepatites B e C, HIV e sífilis, e aferição da pressão arterial e da glicemia.

Cleuva Oliveira, de 48 anos, que convive com fibromialgia há 20 anos, relatou o alívio ao receber atendimento fisioterapêutico: “Com o tratamento aplicado, eu estou me sentindo mais leve. Aliviou minhas dores, e é muito importante essa ação.”

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Alem disso, ela ressaltou as necessidades do município: “Porto Walter é muito carente desses atendimentos. [O Projeto Cidadão] favorece as pessoas que mais precisam, que necessitam das documentações e do apoio da Justiça.”

Combate à violência contra a mulher

Houve ainda uma palestra educativa promovida pela Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cosiv), destinada a estudantes do 1º ano do Ensino Médio da Escola Bráulio Aquino. O encontro reuniu cerca de 20 alunas e alunos da instituição.

Durante a atividade, foram discutidos temas como as formas de violência contra a mulher, sinais de alerta em relacionamentos abusivos, direitos das vítimas e canais de denúncia. Ao final, os jovens foram convidados a escrever uma redação com o tema “A violência doméstica e familiar contra a mulher e os impactos na sociedade”. As melhores produções concorrerão a computadores doados pelo Judiciário acreano.

Parceiros

Esta edição do Projeto Cidadão teve apoio do Ministério Público do Acre (MPAC), Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Defensoria Pública do Acre (DPE/AC), Incra, Receita Federal, Prefeitura de Porto Walter e do Governo do Estado, por meio do programa Juntos pelo Acre.

Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC registra mais de 50 mil processos no eproc um ano após a implantação do sistema

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Primeiro ano é marcado pela expansão da ferramenta, qualificação de usuários e avanços na prestação de serviços. Presente em todas as unidades jurisdicionais do estado, o eproc reúne funcionalidades que agilizam a tramitação processual

Há um ano, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) tomou uma decisão que transformou a rotina de trabalho e ampliou a produtividade dos serviços prestados. Em 7 de julho de 2025, o eproc entrou em operação na Vara de Registros Públicos, Órfãos e Sucessões e de Cartas Precatórias Cíveis de Rio Branco, a primeira unidade jurisdicional a utilizar o novo sistema.

Desde então, o TJAC concluiu a implantação do eproc em todas as unidades jurisdicionais do Acre, na capital e no interior. No mesmo período, promoveu a integração de instituições do Sistema de Justiça à plataforma e capacitou magistradas, magistrados, servidoras e servidores para sua utilização. Com isso, o Judiciário acreano passou a contar com um modelo mais ágil e eficiente de processamento das ações judiciais.

Atualmente, mais de 51 mil processos tramitam no eproc. Todas as novas ações judiciais e os respectivos recursos em segundo grau são distribuídos exclusivamente pelo sistema. A implantação ocorreu de forma planejada, com suporte técnico e capacitação contínua, o que favoreceu a adaptação das unidades e a incorporação das funcionalidades da plataforma à rotina de trabalho.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, destacou os avanços proporcionados pelo eproc para magistradas, magistrados, servidoras e servidores. Segundo ele, o sistema reúne funcionalidades como controle automático de prazos, automação de tarefas, redução de custos e aperfeiçoamento do fluxo de trabalho, fatores que contribuem para o aumento da produtividade e da eficiência na prestação jurisdicional.

Para o chefe do Judiciário acreano, a escolha do eproc como sistema de tramitação processual se confirmou acertada. De acordo com o desembargador, os recursos da plataforma conferem mais celeridade ao serviço judicial e permitem que a população receba respostas em menos tempo.

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Trabalho de muitas mãos

Desde 2023, o Judiciário acreano buscava um novo sistema de tramitação processual. Ao longo desse período, realizou estudos e debates até definir a adoção do eproc. Desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o sistema atendeu aos critérios técnicos e estratégicos da instituição, principalmente por dispensar o uso de papel e simplificar o trâmite processual.

Nos meses que antecederam a implantação, o TJAC estruturou os fluxos de trabalho, definiu as etapas de implantação e estabeleceu as estratégias de capacitação para garantir o suporte necessário a todos os usuários. Ao final desse processo, mais de 55 profissionais atuaram diretamente na implementação do eproc no Judiciário acreano, distribuídos em cinco eixos: gestão, apoio estratégico, negocial, desenvolvimento e infraestrutura.

Para que a implantação ocorresse da melhor forma, o TJAC buscou a experiência de tribunais que já utilizavam o eproc, com o objetivo de consolidar suas bases e adotar soluções adequadas à realidade local. O compartilhamento de conhecimentos, experiências e boas práticas permitiu antecipar medidas e evitar dificuldades durante a transição, como a resistência inicial de parte dos usuários em conhecer o novo sistema.

Assim, o Tribunal investiu na formação de seus profissionais. Em pouco mais de um ano, promoveu 44 treinamentos voltados a magistradas, magistrados, servidoras e servidores das unidades judiciais. A proposta era criar familiaridade com o eproc e garantir que a mudança de sistema não comprometesse a produtividade. A estratégia alcançou o objetivo. Os dados demonstram que a prestação jurisdicional se mantém eficiente, mesmo com a coexistência temporária do eproc e do Sistema de Automação da Justiça (SAJ).

A coordenadora-geral de implantação do eproc, juíza auxiliar da Presidência Louise Santana, ressaltou a dedicação das equipes até a atual fase do projeto. Ao longo desse período, foram atendidas mais de 1.600 demandas técnicas e solucionados cerca de 2.400 chamados. Segundo a magistrada, o objetivo foi oferecer respostas rápidas e suporte contínuo para evitar ruídos e garantir uma transição segura.

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Agora, a juíza comemora os resultados alcançados. Ela afirma estar satisfeita com a trajetória construída durante a transição de sistema, principalmente ao constatar que os esforços já refletem na rotina da instituição e na prestação jurisdicional. “A gente está muito contente com os resultados. Os números estão aí para todos verem, as estatísticas demonstram, os nossos servidores e magistrados também estão muito satisfeitos. Agora é só avançar até o final”, afirmou.

O futuro é eproc

A principal etapa da implantação foi concluída, mas o trabalho continua. Uma equipe do TJAC segue dedicada à migração dos processos que ainda tramitam no SAJ para o eproc. A previsão é que essa transferência tenha início nos próximos meses e ocorra de forma gradual até a unificação do acervo processual.

As capacitações seguem. Em junho, magistradas, magistrados, servidoras e servidores do segundo grau participaram do curso “Noções Básicas e Gestão de Processos no eproc”, uma vez que os recursos já começam a chegar à instância. A qualificação busca assegurar que a nova etapa ocorra sem impacto na tramitação dos processos. O intercâmbio de experiências entre tribunais permanece, inclusive o presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, participa nesse instante do 4º Encontro Interinstitucional do eproc.

Criado em meados de 2002, o eproc conquistou espaço nos tribunais brasileiros por virtualizar e automatizar a tramitação processual. No Acre, a plataforma passou a integrar a rotina do Judiciário. De um lado, facilita o trabalho nas unidades judiciais com ferramentas que tornam as atividades mais ágeis e organizadas; de outro, a população passa a contar com uma prestação jurisdicional mais célere.

Fotos: Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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