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Polícia Judicial do TJAC fortalece segurança institucional em ação do CNJ no arquipélago do Marajó
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Atuação da equipe acreana é no Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, que iniciou os atendimentos nesta segunda-feira, 18, e seguem até a próxima sexta-feira, 22
A segurança pública é um direito fundamental para que pessoas possam exercer sem medo seus direitos básicos. Nesse sentido, para garantir que a população acesse os serviços do Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal, entre esta segunda-feira, 18, e a próxima sexta-feira, 22, integrantes da Polícia Judicial do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) estão atuando junto à equipe de segurança do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no arquipélago do Marajó, no Pará.
O envolvimento dos agentes da Polícia Judicial acreana, Adhervano Teixeira, Maria Cídima e Ítalo Graebner, revela a principal característica desse programa: a colaboração. Afinal, são mais de 50 entidades parceiras do Judiciário, do Executivo e da sociedade civil atuando nesta semana para ofertar serviços judiciais, cidadania e saúde para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Além disso, a cooperação entre as forças de segurança proporciona intercâmbio e fortalecimento desses serviços, como destacou o servidor Adhervano Teixeira: “Mais do que uma ação institucional, trata-se de levar cidadania, acesso à Justiça e dignidade a quem muitas vezes enfrenta enormes dificuldades de deslocamento e acesso aos serviços públicos. A presença da Polícia Judicial do TJAC reforça o compromisso com a segurança institucional, o apoio operacional e o cumprimento da missão pública, mesmo nos locais mais distantes do país. Marajó nos ensina que servir também é atravessar rios para fazer a Justiça chegar”.
Cooperativa na Amazônia Legal
O Programa Justiça Itinerante Cooperativa na Amazônia Legal foi criado em 2023 para atender áreas com pouca presença estatal, de difícil acesso físico e a direitos, dentro dos estados brasileiros que compõem a Amazônia Legal: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Roraima e Tocantins.
A primeira edição da iniciativa foi realizada em São Félix do Xingu, no Pará. Já em 2024, foram as cidades de Lábrea e Humaitá, no Amazonas, e, no ano passado, em Boca do Acre (AM) e na cidade acreana de Xapuri.



Fotos cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
“Agora quero estudar”, diz indígena de 19 anos ao conseguir o registro de nascimento tardio no PopRuaJud
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel
Manoel Biló, 19 anos, da etnia Kaxinawa, foi uma das centenas de pessoas atendidas nesta terça-feira, 25, na Escola Municipal Maria Aucilene Calixto, em Tarauacá, durante o PopRuaJud, realizado pelo Poder Judiciário do Acre. A iniciativa, que começou na segunda-feira, 24, reúne instituições do sistema de Justiça, órgãos públicos e entidades parceiras para ampliar o acesso a serviços públicos por pessoas em situação de rua e outras populações em condição de vulnerabilidade, incluindo comunidades indígenas.
Acompanhado do pai, Elemar Biló Kaxinawa, Manoel procurou inicialmente a Defensoria Pública para buscar uma solução para a ausência do registro de nascimento. Nascido em 2007, ele viveu durante anos em uma comunidade indígena no Jordão e, há cerca de dois anos, passou a morar em Tarauacá. Sem registro civil, enfrentava dificuldades para acessar serviços básicos, especialmente educação e saúde. Até então, seu único documento era uma Certidão de Batismo.




Em parceria com a Defensoria Pública e o Ministério Público, foi ajuizada a ação perante ao Juízo da Comarca de Tarauacá e uma audiência foi realizada na própria escola para a resolutividade da problemática do indígena. O juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli, ouviu Manoel e o pai, analisou a documentação apresentada e constatou que, de fato, não havia registro civil de nascimento do jovem.

“Realizamos a audiência, ouvimos o jovem Manoel e seu pai, o senhor Elemar, analisamos a documentação apresentada e constatamos que, de fato, não havia registro de nascimento desde 2007, ano em que ele nasceu. Conseguimos proferir a sentença determinando a expedição do registro de nascimento. Posteriormente, será encaminhado o ofício ao cartório para que seja emitida a certidão de nascimento, garantindo a ele, finalmente, o acesso à documentação e aos seus direitos como cidadão”, disse o juiz de Direito da Comarca de Tarauacá, Ricardo Cavalli.
A sentença foi proferida ainda nesta terça-feira. Com a decisão, o cartório será oficialmente comunicado para realizar o registro e emitir a certidão de nascimento de Manoel.


“Agora quero estudar”
A história de Manoel Kaxinawa é marcada por desafios desde a infância. Ele perdeu a mãe quando tinha apenas quatro anos. Na época, a família vivia na Aldeia Flor da Floresta, no município de Jordão.
Hoje, mora em Tarauacá com o pai, a madrasta e três irmãos. Ainda encontra dificuldades para ler e escrever e se comunica em português com limitações. A falta de documentação, porém, sempre foi uma das principais barreiras para que pudesse frequentar a escola.
Foi o pai quem soube do PopRuaJud por meio de vizinhos e decidiu levar o filho ao mutirão. A expectativa agora é que, com a certidão de nascimento, Manoel possa finalmente ter acesso à educação e a outros direitos básicos.
“Nunca conseguiu estudar, pois sem a certidão de nascimento não aceitavam nas escolas. Agora as coisas devem melhorar. O juiz disse que daqui a algumas semanas já podemos pegar a certidão no cartório. Estamos muito felizes”, contou Elemar.
Após a audiência, a equipe de Comunicação do Tribunal de Justiça foi até a casa da família, no bairro da Praia, para registrar a história. Para chegar à residência, é preciso percorrer cerca de 30 metros por uma passarela de madeira, devido às condições da região e aos períodos de cheia.
Manoel falou pouco. Mas, quando perguntado sobre o que pretende fazer quando finalmente estiver com a certidão de nascimento nas mãos, não hesitou. “Agora quero estudar.”
Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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