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TJAC integra debates sobre tecnologia, governança e prevenção de conflitos no IV Encontro da Rede de Inteligência do Judiciário
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Evento do CNJ reúne mais de 350 representantes da Justiça para discutir inteligência judicial, tecnologia e prevenção de conflitos
O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) está presente no IV Encontro Nacional da Rede de Inteligência do Poder Judiciário, realizado nos dias 24 e 25 de novembro, em Natal (RN). O evento reúne mais de 350 representantes de todos os ramos da Justiça brasileira e é promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Rede Potiguar de Cooperação e Inteligência Judiciária (RPCIJ).
A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargadora Regina Ferrari, representa a instituição no encontro, acompanhada por uma equipe de magistrados e servidores. A participação reforça o compromisso do Judiciário acreano com a inovação, a integração entre os tribunais e o fortalecimento das estratégias de inteligência judicial voltadas à prevenção de conflitos, fraudes e litigâncias predatórias.
“O Poder Judiciário precisa estar unido, atualizado e atento aos desafios do nosso tempo. Participar deste encontro nacional é uma oportunidade de compartilhar experiências, aprender com outras realidades e aprimorar o trabalho que entregamos à sociedade acreana. A inteligência judicial e o uso responsável da tecnologia são caminhos essenciais para uma Justiça mais ágil, eficiente e humana”, destacou a desembargadora Regina Ferrari.
Cooperação e tecnologia no centro do debate
O encontro discute a cooperação entre os diferentes ramos da Justiça na gestão de precedentes e no uso de ferramentas tecnológicas, promovendo uma troca estruturada de experiências. A abertura contou com palestra do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Sérgio Luiz Kukina, que abordou o papel da inteligência judicial na transformação do Judiciário, além dos riscos e limites do uso indiscriminado da inteligência artificial na área jurídica.
Em seguida, a conselheira do CNJ, juíza Daniela Pereira Madeira, destacou a importância dos Centros de Inteligência como instrumentos de governança, enfatizando a padronização de notas técnicas, a qualificação contínua e a integração comunicacional entre os órgãos.
Durante a tarde, magistrados da Justiça Federal, Justiça Estadual, Justiça do Trabalho e Justiça Eleitoral apresentaram painéis temáticos. A programação encerrou-se com a apresentação do poeta Jessier Quirino e o lançamento do livro “Litigância Abusiva na Justiça do Trabalho: Entre Conceitos e Preconceitos”.
Oficinas e debates marcam o segundo dia
O segundo dia do encontro nesta terça, 25, incluirá oficinas simultâneas envolvendo os diferentes ramos do Judiciário e instituições parceiras, como Procuradorias, Defensorias e Advocacia. Ao final, será apresentada a síntese dos trabalhos realizados nas oficinas, seguida pela definição da sede do IV Encontro Nacional dos Centros de Inteligência do Poder Judiciário de 2026.
O evento será encerrado com a palestra “Centros de Inteligência e Arquiteturas Judiciárias Inovadoras”, ministrada pelo procurador da República e professor da UERJ, Antônio do Passo Cabral.
A presença do TJAC no encontro reafirma o empenho da instituição em adotar práticas de gestão moderna, alinhar-se às diretrizes nacionais e fortalecer a atuação colaborativa. Magistrados, servidores e especialistas de todos os ramos da Justiça participam da programação, consolidando o espaço como um dos mais relevantes fóruns de discussão sobre inovação e inteligência judicial no país.

Foto: cedida
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC celebra 63 anos com inovação tecnológica, automatização de serviços e priorização do cidadão
Celebrado nesta segunda-feira, 15, o aniversário de implantação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) serve para relembrar que a instituição marca a história do estado, ao enfrentar os desafios e atender demandas de cada período, construindo um legado de proteção de direitos e garantias fundamentais
Talvez as mais visionárias e visionários na instalação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) em 15 de junho de 1963, só pudessem ter fantasiado que,para promover a justiça no futuro, seriam necessárias ferramentas robóticas de automatização, conversar com um computador e utilizar sistemas digitais para auxiliar na pesquisa, no levantamento de jurisprudência e na tomada de decisões. Mas o que podia ser considerado ideia digna de filmes de ficção científica é a realidade do Poder Judiciário do Acre, que se orgulha de ser vanguarda e hoje celebra seu aniversário de 63 anos, mostrando a importância do emprego da tecnologia para colocar cada cidadã e cidadão em primeiro lugar.
O Acre foi elevado à categoria de Estado em 1962, mas a autonomia veio com a Constituição acreana em 1963, e com ela nasceu o TJAC. Contudo, a Justiça do Acre é mais antiga: tem 123 anos de existência nessas terras. Ela começou quando aqui ainda era Território, em 1903, após o Tratado de Petrópolis, que anexou o Acre ao Brasil. Nessa história, houve cinco organizações judiciárias até a configuração atual, com as Cidades da Justiça em Rio Branco e no Juruá e a presença do Judiciário em todos os 22 municípios.

Uma presença consolidada ao longo da história que teve e tem o objetivo principal de garantir direitos priorizando as pessoas, como enfatizou o atual presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, 31º magistrado a comandar a instituição:
“Hoje celebramos 63 anos do Tribunal de Justiça do Acre no Estado. É a Justiça prestando um serviço a muitas gerações. Por isso, quero agradecer a cada juíza, juiz, servidora, servidor, colaboradora, colaborador pelos serviços prestados, pela dedicação na realização da Justiça, a entrega aos nossos cidadãos que buscam os nossos serviços. Eu quero reafirmar que a Justiça do Acre tem como valor fundamental a garantia de direitos e a priorização de cada cidadão e cidadã”.

No começo do TJAC, foram designados três desembargadores, os pioneiros: Paulo Ithamar Teixeira, José Lourenço Furtado Portugal e Mario Strano. Depois, vieram várias magistradas e vários magistrados de outros estados e naturais daqui, totalizando 41 desembargadores e desembargadoras até o momento, que tiveram o desejo de contribuir e deixar registrado na história do Judiciário estadual um legado de garantia de justiça. Isso sem mencionar as contribuições de 76 juízas e juízes e das mais de 2.400 pessoas na equipe, entre servidoras, servidores, colaboradoras, colaboradores, estagiárias e estagiários.



Exemplos dessa atuação voltada para bem servir as pessoas foram: a instalação de comarcas em todas as cidades; a implantação do sistema de Juizados Especiais; a criação do Juizado de Trânsito para levar conciliação aos locais dos acidentes; a construção de sedes, especialmente na capital, que reúnem em um só lugar todas as unidades e varas, para facilitar o acesso ao cidadão e economizar com transporte e deslocamentos; o pioneirismo ao ser a primeira instituição estadual a adotar o Planejamento Estratégico como modelo de gestão; e a instalação de centros culturais para preservar a memória da Justiça acreana.
Aliado a isso, ainda existe o trabalho com programas sociais, como o Projeto Cidadão, que completou 30 anos de existência em 2025, e o programa Cidadania e Justiça na Escola, iniciado em 2012 e em funcionamento até hoje, inclusive nas cidades do interior. Além disso, o TJAC tem diversas iniciativas na área de sustentabilidade, com a gestão de duas Áreas de Preservação Permanente (APPs) e o Projeto Plantando o Futuro. Tem também um extenso trabalho no enfrentamento à violência doméstica e na proteção de crianças e adolescentes, assim como no enfrentamento ao estado inconstitucional dentro do sistema carcerário, com projetos que foram premiados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2024 e 2025, na área de boas práticas de atendimento à população em situação de rua.





Mais recentemente, a atual gestão implantou o programa de Assistência à Saúde Mental, reunindo ações estruturadas de promoção, prevenção e acompanhamento psicológico. Pioneiro no país, o projeto incorpora tecnologia, inteligência artificial e metodologias inovadoras para oferecer suporte integral a magistrados, servidores e colaboradores, contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável, equilibrado e produtivo.
Outro avanço foi a reestruturação administrativa (Resolução n.° 331/2025), modernizando a organization interna do TJAC e integrando o Modelo de Excelência na Gestão (MEG). Mas um projeto que está ganhando destaque internacional, desenvolvido pelo tribunal, é o Humanize, que utiliza uma ferramenta de inteligência generativa para automatizar o controle de convencionalidade e, assim, melhorar o alinhamento de petições, decisões, votos e sentenças com os precedentes e opiniões consultivas da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).
Essas e outras ações e conquistas comprovam o que as presidentes e os presidentes da Justiça do Acre sempre falaram e continuam falando: o Tribunal de Justiça do Acre é de pequeno porte, mas gosta de inovar e de mostrar que nessas terras as pessoas são precursoras e enfrentam desafios com a coragem que vem do sangue dos nordestinos, estrangeiros, povos indígenas e migrantes de outros estados, todas e todos construtores do único estado que lutou para ser brasileiro.







Desafios superados
Atender à demanda com velas, porque havia longas interrupções no fornecimento de energia no Estado; ser alvo de ameaças de pessoas que queriam cometer crimes com a emissão de certidões e registros cartorários; e atender comunidades indígenas na ponta do Brasil, no alto do Rio Moa, ponto mais ocidental do território brasileiro, são alguns dos desafios enfrentados e superados por quem faz o TJAC ser mais que uma instituição e tornar-se um sinal de presença da Justiça na vida das pessoas.
Ao longo dos anos, no entanto, a Justiça acreana passou por transformações e, mesmo enfrentando desafios geográficos, restrições orçamentárias e o crescimento da criminalidade na região fronteiriça, avança na eficiência da prestação jurisdicional. As provas disso estão registradas na história do Judiciário estadual por meio das suas realizações.
Em 2020, o mundo enfrentou a pandemia global de covid-19, que ultrapassou 7 milhões de mortes; no Brasil, infelizmente, foram mais de 700 mil óbitos confirmados. Esse cenário exigiu ações de gestão para continuar promovendo os serviços básicos e atos de solidariedade para fortalecer o sistema de saúde em seu trabalho. As rotinas de trabalho foram adaptadas, com o estabelecimento do regime de teletrabalho. As audiências foram retomadas por meio de videoconferência e foi destinada grande parte dos recursos das penas pecuniárias para a área da saúde.










Entre os marcos ao longo da história do TJAC, destaca-se a digitalização de todos os processos judiciais, finalizada em 2013. O Acre foi um dos primeiros estados do país a realizar a tarefa. Agora, nessa gestão, foi implementado um novo sistema de tramitação de processos, com mais automatização, possibilidade de integração e ferramentas de inteligência generativa: o eproc. A ferramenta permite mais agilidade, automação, transparência e eficiência nos serviços prestados.





Primeiro lugar: cada cidadã e cidadão
Mas, nada disso é possível se não fossem as pessoas, sonhando, lutando enfrentando todas as probabilidades, muitas vezes negativas, para encontrar soluções criativas e humanas para entregar Justiça, nas condições mais adversas. Tanto que, o atual gestor do TJAC tem como lema “tudo que fazermos deve ser para colocar o cidadão no centro, as jurisdicionadas e os jurisdicionados devem vir em primeiro lugar”.
Para o magistrado, o aniversário de instalação do TJAC, celebrado nesta segunda, 15, é oportunidade para comemorar as conquistas e continuar avançando, afinal, “Sentenças e decisões judiciais cada vez mais interferem na gestão de políticas públicas afetando a vida das pessoas, que precisam de acesso à saúde, escola, segurança, moradia e melhoria das condições de vida. Consciente dessa missão, o Poder Judiciário do Acre trabalha e continuará trabalhando para garantir diretos, promovendo justiça e cidadania no estado”, comentou Nogueira
Fotos: Elisson Magalhães, Gleilson Miranda e acervo Secom/TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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