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Cadeia do arroz enfrenta forte pressão e incertezas em 2026: preços baixos e estoques elevados afetam produtores e varejo

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O mercado brasileiro de arroz segue marcado por incertezas e retração nas negociações. Segundo análise de Evandro Oliveira, consultor da Safras & Mercado, o setor mantém postura defensiva diante da ausência de sinais claros sobre os rumos da atual temporada. Produtores, indústrias e distribuidores aguardam definições mais concretas para planejar suas próximas movimentações, enquanto o cenário permanece travado em praticamente todos os elos da cadeia.

Preços seguem abaixo dos custos de produção

No Rio Grande do Sul, principal polo produtor do país, as cotações permanecem pressionadas. A saca de 50 quilos é negociada entre R$ 48 (padrão indústria) e R$ 57 (produto nobre) — valores bem abaixo dos custos médios de produção, estimados em R$ 75 por saca nas regiões tradicionais e podendo chegar a R$ 100 em outras áreas fora do Sul.

Essa discrepância, segundo Oliveira, tem aprofundado um processo de descapitalização severa e prolongada em toda a cadeia produtiva. Muitos produtores enfrentam dificuldades para cobrir custos e manter a sustentabilidade financeira, o que compromete a capacidade de investimento no setor.

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Estoques elevados impedem recuperação das cotações

Um dos principais fatores que mantêm o mercado sob pressão é o alto volume de estoques de passagem, que atua como uma barreira à recuperação dos preços. As projeções indicam que os estoques ao fim da temporada comercial 2025/26, encerrada em 28 de fevereiro, devem ultrapassar 2,3 milhões de toneladas. Esse excedente funciona como uma âncora permanente para as cotações, neutralizando eventuais tentativas de valorização e limitando o efeito de estratégias de retenção de oferta.

Varejo adota postura agressiva e reduz margens

Na ponta final da cadeia, o varejo mantém uma postura agressiva, apostando em preços promocionais para atrair consumidores. É possível encontrar sacos de 5 quilos de arroz a R$ 11,99 em marcas tradicionais — e até valores inferiores em marcas comerciais.

Essa estratégia, no entanto, tem reduzido as margens de lucro dos comerciantes e diminuído o espaço do arroz nas gôndolas dos supermercados.

De acordo com Oliveira, o comportamento também gera um efeito psicológico negativo: o consumidor passa a perceber esses preços como “justos”, o que torna difícil a aceitação de aumentos futuros, mesmo que os custos de produção continuem em alta.

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Desvalorização expressiva e perspectiva de instabilidade

Na última semana, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 52,37, queda de 0,71% em relação à semana anterior. Em comparação com o mesmo período do mês passado, a baixa acumulada é de 0,94%, e frente a 2025, a desvalorização chega a 47,55%.

O cenário reflete uma fase de transição delicada para o setor, em que os custos sobem, os preços seguem reprimidos e o consumo interno não mostra sinais de recuperação significativa.

Sem uma readequação estrutural ou estímulos de mercado, a cadeia do arroz deve continuar operando sob forte pressão nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rio Grande do Sul sedia 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica e destaca avanço da economia circular no agro

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O Rio Grande do Sul será palco, em 6 de agosto, do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas de Base Orgânica, evento inédito promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (ASSIFERTO RS). A programação será realizada em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, com participação gratuita mediante inscrição.

O encontro surge em um momento de forte expansão do mercado brasileiro de insumos orgânicos, impulsionado pela demanda por alimentos mais sustentáveis, pela consolidação de práticas ESG no agronegócio e pelo avanço das regulamentações ambientais no país.

Simpósio debate sustentabilidade, regulação e inovação no setor

A programação técnica do evento reúne autoridades ambientais, representantes do setor público e pesquisadores, com foco em temas como regulação, desafios produtivos e tendências do mercado de fertilizantes orgânicos.

De acordo com a ASSIFERTO RS, a iniciativa busca dar visibilidade à cadeia produtiva gaúcha e ampliar o diálogo entre os diferentes elos do setor.

“O objetivo é mostrar que o Rio Grande do Sul possui empresas organizadas e tecnologicamente avançadas, capazes de transformar subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de alta qualidade, reduzindo impactos ambientais, diminuindo a dependência de nutrientes importados e promovendo equilíbrio biológico no solo”, afirma o presidente da entidade, Valdecir Ferrari.

Setor movimenta mais de 1 milhão de toneladas de resíduos orgânicos por ano

As empresas associadas à ASSIFERTO RS são responsáveis pelo processamento de mais de 1 milhão de toneladas de subprodutos orgânicos anualmente. Esse material é reinserido na cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos, líquidos e condicionadores de solo, dentro de um modelo de economia circular aplicado ao agronegócio.

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Segundo a entidade, esse processo contribui para ganhos ambientais e produtivos, incluindo maior retenção de carbono no solo, melhoria da sanidade vegetal e aumento da eficiência nutricional das lavouras.

Ferrari destaca ainda o papel estratégico do reaproveitamento de nutrientes diante da limitação de recursos naturais. “A recuperação de nutrientes por meio da reciclagem de subprodutos é essencial para garantir a sustentabilidade da produção de alimentos para as próximas gerações”, ressalta.

ASSIFERTO RS reúne 12 empresas e concentra 90% da produção no Estado

A associação é formada por 12 empresas responsáveis por aproximadamente 90% da produção de fertilizantes orgânicos registrados no Rio Grande do Sul. O evento também será uma vitrine para tecnologias aplicadas ao setor, reforçando o amadurecimento da indústria de base orgânica no Estado.

A realização do simpósio é considerada um marco institucional para a entidade, que pretende dar continuidade a novas edições do encontro nos próximos anos.

“Este é o primeiro de muitos simpósios. O setor está em evolução e a associação tem um papel coletivo na construção desse avanço”, afirma Ferrari.

Exemplo de inovação e biotransformação de resíduos orgânicos

Durante o simpósio, os participantes terão acesso a cases de produção, como o da Beifiur/Beifort, empresa fundada por Valdecir Ferrari. A operação transforma resíduos, especialmente da cadeia da uva, em fertilizantes orgânicos por meio de processos de biotransformação com tecnologia própria.

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A iniciativa exemplifica o avanço da bioeconomia no agronegócio brasileiro, com soluções que integram inovação, reaproveitamento de resíduos e geração de valor para diferentes cadeias produtivas.

Natural de Carlos Barbosa (RS) e com trajetória no setor desde a década de 1990, Ferrari destaca a origem agrícola de sua atuação. “Aprendi desde cedo que nada deve ser desperdiçado. Esse conceito evoluiu da compostagem para um modelo de negócio estruturado, com base tecnológica e escala nacional”, afirma.

Setor de insumos orgânicos ganha protagonismo no agronegócio brasileiro

Com a participação de todos os associados prevista no evento, o simpósio reforça o amadurecimento do setor de insumos orgânicos no Brasil. A expectativa da ASSIFERTO RS é consolidar o encontro como referência técnica e institucional para o debate sobre sustentabilidade, inovação e regulação no agronegócio.

Mais informações sobre o 1º Simpósio ASSIFERTO RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica:

SimpósioInscrições

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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