AGRONEGÓCIO
Rumo entrega primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso e amplia corredor logístico do agronegócio até o Porto de Santos
AGRONEGÓCIO
A Rumo Logística realizou no último sábado (20/6) a entrega da primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso (FMT), marco considerado estratégico para a infraestrutura de transportes do país. A cerimônia marcou o início da operação dos primeiros 162 quilômetros de trilhos e a entrada em funcionamento do novo terminal rodoferroviário da BR-070, em Dom Aquino (MT), ampliando a conexão entre o principal polo produtor de grãos do Brasil e o Porto de Santos (SP).
O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, além de autoridades federais, estaduais e representantes do setor produtivo.
Investimento supera R$ 5 bilhões na primeira etapa
Nesta fase inicial, a Rumo investiu mais de R$ 5 bilhões na implantação da ferrovia, que liga o Terminal de Rondonópolis ao novo terminal de Dom Aquino. O empreendimento é considerado um dos maiores projetos ferroviários em execução no país e reforça a estratégia de expansão da malha logística no Centro-Oeste.
O novo terminal foi projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, aproximando os trilhos das áreas de produção e aumentando a eficiência no escoamento da safra agrícola.
Autoridades destacam impacto logístico e ambiental
Durante a cerimônia, o vice-presidente Geraldo Alckmin ressaltou a importância da ferrovia para a redução de custos logísticos e para o fortalecimento da competitividade do agronegócio brasileiro.
Segundo ele, a ampliação da malha ferroviária contribui também para ganhos ambientais, ao reduzir emissões de carbono, acidentes rodoviários e melhorar a eficiência do transporte de cargas.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, destacou que o projeto representa um avanço histórico para o estado, reforçando a competitividade do maior produtor de grãos do país.
Rumo destaca estratégia de longo prazo em infraestrutura
O CEO da Rumo, Pedro Palma, afirmou que a Ferrovia de Mato Grosso foi planejada para acompanhar o crescimento produtivo da região e garantir capacidade logística para as próximas décadas.
Segundo ele, a entrega da primeira fase reforça a estratégia da companhia de investir em infraestrutura de alta eficiência, com foco em previsibilidade, redução de custos e suporte ao aumento da produção agrícola brasileira.
Ferrovia de Mato Grosso integra novo modelo de expansão no país
A Ferrovia de Mato Grosso (FMT), oficialmente denominada Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, integra o Novo PAC e se destaca como o primeiro projeto ferroviário do Brasil estruturado sob o modelo de autorização estadual com investimento privado.
Quando concluída, a ferrovia terá mais de 700 quilômetros de extensão, conectando 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal até Cuiabá, ampliando a integração logística do estado.
Terminal da BR-070 reforça capacidade de armazenagem e operação
A primeira fase inclui ainda o novo terminal rodoferroviário da BR-070, instalado em uma área de 200 hectares em Dom Aquino (MT).
O complexo conta com capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora e carregar até 16 vagões por hora. A estrutura também permite o armazenamento de até 42 mil toneladas de grãos, além de estacionamento para até 250 caminhões e área de apoio aos motoristas.
Com a operação inicial da ferrovia e do terminal, o projeto avança como um dos principais vetores de modernização logística do agronegócio brasileiro, especialmente no escoamento da produção de grãos do Centro-Oeste.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Ampliação do Pronampe pode ajudar micro e pequenas empresas a reorganizar dívidas, mas exige cautela jurídica e financeira
A recente ampliação das condições de crédito para micro e pequenas empresas no âmbito do Desenrola 2.0 reacendeu a discussão sobre o papel do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) como instrumento de reestruturação financeira. Com o aumento do limite de crédito, prazos mais longos e carência estendida, a medida é vista como uma alternativa para negócios ainda pressionados pelos efeitos econômicos da pandemia.
Pronampe volta ao centro da estratégia de recuperação financeira
A nova configuração do programa pode representar uma oportunidade para empresas que enfrentam dificuldades de caixa e precisam reorganizar passivos acumulados nos últimos anos. No entanto, especialistas destacam que a decisão de contratação deve ser tomada com cautela e planejamento.
De acordo com a advogada Milena Xavier Linhares de Andrade Viola, o cenário atual exige uma avaliação estratégica mais rigorosa por parte dos empresários, especialmente daqueles que já recorreram a linhas de crédito durante a pandemia.
“Tivemos no país um número significativo de empresas que ingressaram com ações revisionais ou até recorreram à recuperação judicial justamente por não conseguirem arcar com os contratos firmados em um cenário de grande instabilidade econômica”, explica.
Crédito pode ajudar na reorganização, mas eleva responsabilidade financeira
Segundo a especialista, o aumento do limite do Pronampe pode ser utilizado como ferramenta de reestruturação, desde que bem planejado. A estratégia, em alguns casos, permite a substituição de dívidas antigas por uma nova operação de crédito mais organizada.
“Esse novo crédito, se bem estruturado, pode permitir a quitação de dívidas anteriores e a reorganização do passivo empresarial”, destaca Milena.
No entanto, o ambiente econômico atual é diferente daquele observado em 2020, especialmente devido ao patamar elevado da taxa básica de juros, o que encarece o custo do crédito e exige maior cautela na tomada de decisão.
Juros altos elevam risco de endividamento adicional
Para a advogada, o principal alerta está na possibilidade de as empresas assumirem compromissos acima da sua real capacidade de pagamento, o que pode transformar uma solução emergencial em um novo problema financeiro.
“Não se trata mais de um crédito barato. Muitas empresas podem ser levadas a contratar valores mais altos sem uma análise aprofundada da capacidade de pagamento que possuem, o que pode agravar o endividamento”, afirma.
Entre os riscos apontados estão o comprometimento do fluxo de caixa no médio prazo, a substituição de dívidas antigas por novas obrigações igualmente onerosas e a falsa percepção de segurança em função das garantias públicas do programa.
Mesmo com esses mecanismos, o crédito continua sendo exigível, podendo resultar em cobranças, execuções judiciais e impactos patrimoniais relevantes para empresas e, em alguns casos, sócios.
Planejamento financeiro e análise jurídica são fundamentais
Diante do cenário, especialistas reforçam que a adesão às novas condições do Pronampe deve ser precedida de análise detalhada da situação financeira da empresa, com projeções realistas de pagamento e avaliação do custo efetivo total da operação.
“A análise contratual, a avaliação de riscos e a definição da melhor estratégia de reestruturação financeira devem ser feitas com acompanhamento jurídico especializado. Isso garante mais segurança e evita que a empresa transforme uma oportunidade em um passivo ainda maior”, conclui a advogada.
Fonte: Portal do Agronegócio
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