MP AC
MPAC recebe comunidades rurais e acompanha denúncias de conflitos agrários
MP AC
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania, recebeu, nesta terça-feira, 27, moradores de duas comunidades rurais para tratar de denúncias relacionadas a conflitos agrários e ameaças a trabalhadores do campo.
Na primeira reunião, moradores do Seringal São Bernardo, localizado em Rio Branco, foram recebidos pelo promotor de Justiça Thalles Ferreira. A comunidade relatou ameaças constantes sofridas por famílias que vivem da exploração sustentável da terra, além da presença de pessoas armadas que se apresentam como proprietárias da área com documentação considerada duvidosa.
Segundo o promotor de Justiça, trata-se de famílias que dependem diretamente da terra para sua subsistência e preservam o meio ambiente da região. Ainda de acordo com o promotor, o MPAC irá atuar no acompanhamento do caso, em conjunto com outros órgãos, para verificar o descumprimento de decisões judiciais e possíveis irregularidades
“São pessoas que vivem disso e têm a sua dignidade garantida através da exploração daquela terra. Pessoas que nasceram, se criaram ali e não sabem fazer outro ofício que não seja explorar aquela terra. O Ministério Público tem a obrigação de intervir nessa ação, comunicar ao Poder Judiciário que as decisões legais estão sendo descumpridas e acompanhar a situação por meio de visita técnica”, destacou.


Em outra reunião, o MPAC também ouviu moradores do Seringal São Sebastião, localizado no município de Sena Madureira. Eles relataram conflitos agrários relacionados à disputa por áreas de extração de castanha, além de problemas decorrentes de uma liminar que determina a reintegração de posse. Os moradores também apontaram dificuldades de acesso, como o fechamento de passagens utilizadas pela comunidade.
Fotos: Clovis Pereira
Texto: Marcelina Freire
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
MP AC
MPAC participa de reunião para alinhar ações voltadas à segurança nas escolas públicas estaduais
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Ouvidoria-Geral, participou, nesta terça-feira, 9, de uma reunião na Secretaria de Estado da Casa Civil (SECC) para discutir o alinhamento de ações relacionadas à segurança no ambiente escolar da rede pública estadual.
Representaram o MPAC a ouvidora-geral, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, e o coordenador-adjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor de Justiça Júlio César de Medeiros.
O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Civil do Acre (PCAC) e Casa Civil.
A reunião teve como objetivo fortalecer a articulação institucional e alinhar estratégias para a prevenção e o enfrentamento da violência no ambiente escolar, além de aprimorar o fluxo de informações entre os órgãos envolvidos.
No encontro, a procuradora de Justiça Kátia Rejane destacou a importância da atuação integrada entre as instituições para a construção de soluções voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Ela enfatizou que o MPAC instituiu, em maio deste ano, o Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (Gevesc) e o Centro de Análise e Inteligência Cibernética para Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens (CyberCAJ).
“Temos um grupo multidisciplinar no Ministério Público para lidar com essa temática. Também estamos trabalhando na criação de uma procuradoria-geral adjunta específica para tratar dessas questões, fortalecendo o diálogo e a articulação com os promotores de Justiça da capital e do interior. Acredito muito na interação entre as instituições, porque é dessa forma que construímos soluções e estratégias para nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
O promotor de Justiça Júlio César de Medeiros ressaltou que a segurança escolar exige atuação coordenada entre os órgãos públicos e o aperfeiçoamento contínuo das medidas preventivas, especialmente diante de situações relacionadas ao ambiente digital. Segundo o promotor, o MPAC já vem acompanhando casos envolvendo ameaças, divulgação de conteúdos violentos, cyberbullying e compartilhamento indevido de informações nas redes sociais, além de ter expedido recomendações sobre medidas de prevenção e controle no ambiente escolar.
“A sociedade espera uma resposta articulada das instituições diante desse cenário. Precisamos discutir e alinhar as melhores formas de atuação, observando a legislação e as particularidades de cada situação. Esse trabalho passa pelo enfrentamento ao cyberbullying, à disseminação de ameaças e de notícias falsas, além da definição de protocolos claros para atuação preventiva. É fundamental que essas medidas sejam construídas de forma conjunta, com a participação dos órgãos envolvidos e diálogo permanente com a sociedade”, afirmou.

O coordenador da Casa Civil, Ítalo de Medeiros, destacou que uma das necessidades identificadas pelo governo estadual é o alinhamento entre as instituições para evitar a circulação de informações desencontradas e contribuir para a adoção de medidas mais assertivas.
“Uma das necessidades que identificamos foi buscar esse alinhamento para evitar desinformações ou informações desencontradas. O objetivo é fortalecer essa articulação com o Ministério Público para que possamos tomar decisões cada vez mais assertivas”, disse.
O subchefe da Casa Civil, Cristovam Moura, enfatizou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos na gestão da crise e na construção de estratégias preventivas.
“Nosso objetivo foi plenamente atingido ao alinharmos essa parceria com o Ministério Público. Também reafirmamos que todas as nossas equipes estão à disposição para manter esse diálogo”, afirmou.
Texto:Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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