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Comarca de Sena Madureira recebe, pela primeira vez, estudantes de Direito da Ufac em sessão do Júri

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Considerada marcante, a sessão permitiu que a primeira turma de Direito do município acompanhasse cada fase do julgamento

Estudantes do curso de Direito da Universidade Federal do Acre (Ufac) assistiram a uma sessão de julgamento do Tribunal do Júri de Sena Madureira, presidida pelo juiz titular da Vara Criminal do município, Eder Viegas. A atividade ocorreu na manhã desta quarta-feira, 11, no Fórum Desembargador Vieira Ferreira.

A atividade permitiu que a primeira turma de Direito da Ufac no município conhecesse todo o rito processual do Tribunal do Júri, desde o sorteio dos jurados até a leitura da sentença. O momento ampliou o entendimento sobre o andamento de um processo penal e evidenciou, na prática, todos os atos estudados e debatidos em sala de aula.

O juiz Eder Viegas considerou a presença das alunas e alunos na sessão um dia histórico para a Comarca de Sena Madureira. “É a primeira vez que o Júri desta comarca acolhe estudantes para acompanhar os trabalhos, o que torna o momento ainda mais significativo”, afirmou.

Segundo o magistrado, durante a visita, os estudantes presenciaram todas as etapas do Tribunal do Júri. “A formação do Conselho de Sentença, passando pelos debates entre acusação e defesa, até a votação dos quesitos e a prolação da sentença. Ou seja, vivenciaram de perto a dinâmica real”, disse.

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Ele também destacou a importância da Justiça acreana proporcionar a esses futuros profissionais do Direito o contato com a realidade do fórum. “O estudante compreende, de forma muito mais concreta, o funcionamento da Justiça Criminal, o papel de cada ator processual e a importância da oralidade, da argumentação e do contraditório. É uma experiência que nenhum livro consegue substituir”, garantiu o juiz.

Além disso, o magistrado celebrou a aproximação do Poder Judiciário com a comunidade, especialmente no interior do estado. Para ele, a iniciativa demonstra o empenho da instituição na formação de profissionais do Direito que compreendam o funcionamento dos atos processuais do Judiciário brasileiro.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC cria rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos a partir do Projeto Humanize

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Mais do que garantir direitos, o Poder Judiciário propõe a implementação efetiva dos tratados internacionais e da jurisprudência interamericana no Acre

Na manhã desta segunda-feira, 12, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e a Polícia Civil assinaram o Termo de Cooperação Técnica para fortalecer as ações do projeto Humanize. A iniciativa pioneira está relacionada ao controle de convencionalidade no Sistema de Justiça acreano e ampliação a efetividade da proteção dos Direitos Humanos no Acre.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou o propósito em estabelecer a rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos: “Essa é uma rede que está sendo construída com várias mãos, no sentido de que nós possamos fortalecer nossas instituições, capacitar e em última instância, a finalidade de concretizar o que foi estabelecido em 1992, quando o Brasil oficializou a adesão aos tratados internacionais de proteção aos Direitos Humanos”.

Em consonância, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, enfatizou que a adesão da Polícia Civil é inédita. “Esse compromisso com os Direitos Humanos não enfraquece, nem atrapalha o trabalho da polícia. Ele reforça ainda mais e dá credibilidade, sobretudo porque as forças de segurança estão integradas e harmônicas com a rede de Justiça”, assinalou.

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O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, afirmou que esta visão está alinhada à atual gestão: “Viemos quebrando vários paradigmas, com a mudança de cultura, temos certeza que estamos fazendo nosso papel”.

Já compõem a rede a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Acre Seccional Acre. Neste ato, passam a integraram a Polícia Civil e em seguida a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Deste modo, firmado os marcos de institucionalização dos mecanismos para ampliação do uso do controle de convencionalidade.

No encontro, o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, falou sobre efetividade. “O projeto Humanize é muito interessante, por isso aderimos a essa iniciativa, diante desse acordo de cooperação técnica. Essas práticas voltadas para a cidadania, dignidade e Direitos Humanos é algo que a Sejusp vem desenvolvendo na prática e agora, com o estabelecimento desta rede fica chancelada nossas atividades e parceria com o Tribunal de Justiça”.

Também acompanharam as agendas: o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Anastácio Menezes, o assessor jurídico do TJAC Marcel Viana e o servidor Rodrigo Santos. Posteriormente, a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins e o secretário-geral da Sejusp, Marcos Frank.

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Humanize

O projeto Humanize contempla o desenvolvimento da Humanize IA, solução de inteligência artificial criada para ampliar o alinhamento das decisões judiciais locais ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A ferramenta foi concebida para apoiar a aplicação do controle de convencionalidade, promovendo decisões mais fundamentadas na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O Termo de Cooperação prevê uma série de ações conjuntas entre as instituições, incluindo a realização de congressos, seminários, simpósios e pesquisas; o desenvolvimento e compartilhamento de soluções tecnológicas; a capacitação de magistrados, defensores, servidores e demais agentes públicos; além da ampliação do acesso a acervos bibliográficos e materiais especializados em Direito Internacional dos Direitos Humanos.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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