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Cultura do respeito é fortalecida nas escolas com palestras da Vara da Infância e Juventude de Cruzeiro do Sul

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Projeto tornou-se ferramenta de prevenção de violências no ambiente escolar e digital, fortalecendo a cultura do respeito, empatia e cidadania

A Vara da Infância e Juventude de Cruzeiro do Sul divulgou o relatório de atividades educativas realizadas em 2025, por meio do projeto “Bullying e Cyberbullying: Conhecer para Prevenir”. Com ações em escolas urbanas e rurais, foram mobilizados 3.754 participantes no total.

O palestrante foi o titular da unidade judiciária, juiz Luís Rosa, que abordou temas relacionados à definição de bullying e cyberbullying, consequências jurídicas previstas na legislação brasileira, especialmente no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de orientações práticas sobre prevenção, identificação e formas de enfrentamento dessas condutas.

Sobre os resultados, o magistrado destacou o impacto positivo na conscientização das alunas e alunos: “A cada edição, houve significativa participação dos estudantes, que apresentaram dúvidas, relataram experiências e demonstraram interesse na temática. Inclusive, foram identificados casos concretos de concretos de bullying e cyberbullying, os quais foram encaminhados para conhecimento e providências da Polícia Civil”.

Inicialmente, para efetivação da iniciativa, foi firmado Termo de Cooperação Técnica com o Núcleo da Secretaria Estadual de Educação em Cruzeiro do Sul. Essa etapa alinhou o conteúdo programático e cronograma, que garantiram o sucesso do projeto junto aos estudantes do ensino fundamental e médio, além de professores e membros das equipes pedagógicas.

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Contudo, as palestras também foram realizadas em escolas privadas, além de edições especiais realizadas no Teatro dos Nauás e em Porto Walter, na Escola Manoel Moreira Pinheiro e Centro Cultural de Porto Walter.

Em Cruzeiro do Sul, houve o engajamento de 26 escolas: Escola Maria Lima de Souza, Rego Barros, Olavo Bilac, Tancredo de Almeida Neves, Universo Infantil, Governador Hugo Carneiro, Padre Damião, Comandante Braz de Aguiar, Doutor Valério Caldas, Santa Luzia, Juarez Ibernon, Marcílio Nunes Ribeiro II, Absolon Moreira, São José, Plácido de Castro, Coronel Contreiras, Padre Carlos Kunz, Manoel Braz de Melo, Dom Henrique Ruth, Professor Flodoardo Cabral, Madre Adelgundes Becker, Presbiteriana, Craveiro Costa, Padre Carlos Kunz, o Colégio Cristão Cruzeiro e Colégio Militar Dom Pedro II.

O projeto terá continuidade em 2026, após confirmação da programação nas unidades escolares, uma vez que as aulas retornam no próximo dia 23 de fevereiro nas escolas públicas estaduais.

Fotos: cedidas

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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TJAC cria rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos a partir do Projeto Humanize

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Mais do que garantir direitos, o Poder Judiciário propõe a implementação efetiva dos tratados internacionais e da jurisprudência interamericana no Acre

Na manhã desta segunda-feira, 12, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e a Polícia Civil assinaram o Termo de Cooperação Técnica para fortalecer as ações do projeto Humanize. A iniciativa pioneira está relacionada ao controle de convencionalidade no Sistema de Justiça acreano e ampliação a efetividade da proteção dos Direitos Humanos no Acre.

O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou o propósito em estabelecer a rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos: “Essa é uma rede que está sendo construída com várias mãos, no sentido de que nós possamos fortalecer nossas instituições, capacitar e em última instância, a finalidade de concretizar o que foi estabelecido em 1992, quando o Brasil oficializou a adesão aos tratados internacionais de proteção aos Direitos Humanos”.

Em consonância, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, enfatizou que a adesão da Polícia Civil é inédita. “Esse compromisso com os Direitos Humanos não enfraquece, nem atrapalha o trabalho da polícia. Ele reforça ainda mais e dá credibilidade, sobretudo porque as forças de segurança estão integradas e harmônicas com a rede de Justiça”, assinalou.

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O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, afirmou que esta visão está alinhada à atual gestão: “Viemos quebrando vários paradigmas, com a mudança de cultura, temos certeza que estamos fazendo nosso papel”.

Já compõem a rede a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Acre Seccional Acre. Neste ato, passam a integraram a Polícia Civil e em seguida a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Deste modo, firmado os marcos de institucionalização dos mecanismos para ampliação do uso do controle de convencionalidade.

No encontro, o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, falou sobre efetividade. “O projeto Humanize é muito interessante, por isso aderimos a essa iniciativa, diante desse acordo de cooperação técnica. Essas práticas voltadas para a cidadania, dignidade e Direitos Humanos é algo que a Sejusp vem desenvolvendo na prática e agora, com o estabelecimento desta rede fica chancelada nossas atividades e parceria com o Tribunal de Justiça”.

Também acompanharam as agendas: o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Anastácio Menezes, o assessor jurídico do TJAC Marcel Viana e o servidor Rodrigo Santos. Posteriormente, a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins e o secretário-geral da Sejusp, Marcos Frank.

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Humanize

O projeto Humanize contempla o desenvolvimento da Humanize IA, solução de inteligência artificial criada para ampliar o alinhamento das decisões judiciais locais ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A ferramenta foi concebida para apoiar a aplicação do controle de convencionalidade, promovendo decisões mais fundamentadas na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O Termo de Cooperação prevê uma série de ações conjuntas entre as instituições, incluindo a realização de congressos, seminários, simpósios e pesquisas; o desenvolvimento e compartilhamento de soluções tecnológicas; a capacitação de magistrados, defensores, servidores e demais agentes públicos; além da ampliação do acesso a acervos bibliográficos e materiais especializados em Direito Internacional dos Direitos Humanos.

Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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